Quarta-feira, Julho 31, 2002
Desculpas
Olha eu aqui pedindo desculpas novamente. É que hoje não consegui escrever um texto para o primeiro parágrafo. Foi um dia dedicado a ajustar textos antigos. Agora, vou aproveitar para ajustar a minha cabeça que está quase explodindo. Amanhã provavelmente tudo vai voltar ao normal.
Tomara.
Posted at 22:05 by spectorama ::
Meu amigo Chris Martin
Até dois meses atrás a banda inglesa Coldplay não significava nada para mim. Aliás, minto. Sempre achei Yellow uma canção pop fora dos padrões. E só. Mas um dia decidi ouvir melhor o álbum Parachutes. Resultado: agora Coldplay não sai mais do CD player. Sem falar que a espera pelo disco novo, que sai no final de agosto, já está me deixando nervoso.
Mas a música não é o que importa no momento. O Coldplay é capa da revista inglesa Q, e a matéria é excelente. Dá gosto de ler de tão bem escrita. E, pode parecer bobagem, mas me identifiquei muito com o vocalista Chris Martin. Chega a ser desesperador o quanto o cara é inseguro. O resto da banda até reclama que ele vive pedindo desculpas nos shows, como se a música deles fosse algo menor. E eu sou assim. Às vezes tenho vontade de dizer "ei, obrigado por me ler, e desculpa aí se fui piegas demais, pop demais, romântico demais, sincero demais". Sou extremamente grato que você, por exemplo, perca alguns minutos visitando o spectorama, mas será que o que tenho a dizer é realmente importante? Gostei também quando Chris Martin confessa que gosta das músicas que compõe, mas que, mesmo assim, sofre ao saber que está indo na contramão dos salvadores do rock, como os Strokes e os Vines. E isso também acontece comigo. Às vezes termino de escrever um texto, sorrio, e, do nada, fico angustiado porque acho que está faltando um pouco de Bukowski e de transgressão. Mas, droga, a minha transgressão é justamente essa: fazer os céticos sentirem raiva deles mesmos por acreditarem um segundo nas histórias que conto.
A grande vantagem, porém, de se estar em uma banda é que você não está sozinho. Tem sempre alguém para sofrer junto contigo, para estender a mão, para dividir a autoria das boas e das más canções. E o escritor é um coitado de tão solitário. É por isso que só escrevo ouvindo música. Pelo menos tenho alguma espécie de companhia.
Posted at 14:06 by spectorama ::
Terça-feira, Julho 30, 2002
Ferrugem
Os fãs mais antigos do Echo & The Bunnymen não irão concordar comigo. Mas a melhor música dos coelhinhos é Rust.
Posted at 22:53 by spectorama ::
Dor
Você sabe o que é a dor quando descobre a felicidade. Bom... tem texto novo no primeiro parágrafo.
Posted at 22:50 by spectorama ::
Próximo passo
Preciso me dedicar ao meu novo romance Cassino Hotel. Mas as primeiras semanas de agosto estão reservadas para elaborar um pré-projeto de um livro sobre a Legião Urbana. O meu foco, a princípio, estará nos fãs da banda. Não será uma biografia. Será apenas uma homenagem.
Posted at 21:46 by spectorama ::
Mania de brasileiro
Deixar tudo para a última hora é um sufoco. Ainda morro disso. Mas o prazer às vezes é maior. Bem maior.
Posted at 21:41 by spectorama ::
Follow your heart
Você é um satélite ou um planeta? Seja o que for, leia o texto novo no primeiro parágrafo.
Posted at 16:58 by spectorama ::
Sleeper writer
A banda britânica Sleeper foi uma das minhas principais trilhas-sonoras de 1996 com o seu excelente álbum The It Girl. Mas este quarteto é mais conhecido no Brasil pela sua interpretação de Atomic, original do Blondie, no filme Trainspotting. O fato é que o Sleeper não existe mais. Mas a vocalista Louise Werner acaba de lançar o seu primeiro romance. Goodnight Steve McQueen conta a história de um cara de trinta e poucos anos que deseja ser um rock star. Diz a menina que não é autobiográfico. Provavelmente será uma das leituras para o começo do ano que vem. Isso se o dólar permitir, claro.
Posted at 15:06 by spectorama ::
Tem que ser Nike
Lucca mal sabe o que é uma marca e já exige um tênis Nike. Será por causa do Rei Elvis? Espero que sim.
Posted at 07:26 by spectorama ::
Garoto enxaqueca
Às vezes parece que a cabeça vai explodir com tantos projetos. Por onde começo? Ou qual deles termino primeiro?
Posted at 07:23 by spectorama ::
Segunda-feira, Julho 29, 2002
Fetiche
Às vezes bate uma vontade de largar tudo. E viajar para Nashville, passear pelos bares de música country, e dançar com a minha garota de vestido floreado e botas de cowboy.
Posted at 16:39 by spectorama ::
No more tears
Uma lágrima também pode ser maquiagem. Leia o primeiro parágrafo.
Posted at 15:18 by spectorama ::
Over and over again
Claro que você pode me chamar de tolo. Claro que você pode dizer que prefere a liberdade. Claro que você pode preferir o amargo. Mas eu preciso dizer: não há nada melhor do que se apaixonar sempre pela mesma pessoa.
Posted at 11:43 by spectorama ::
Bacana
Nota dez para a revista eletrônica Bacana, editada pelo jornalista Abonico R. Smith.
Posted at 09:07 by spectorama ::
Mais lábios flamejantes
Confira o site dos Flaming Lips. Só as notas de Wayne Coyne sobre a concepção do álbum vale a visita.
Posted at 08:59 by spectorama ::
Domingo, Julho 28, 2002
Pretty in pink
A revista Uncut de agosto dá cinco estrelas e meia ao novo álbum dos Flaming Lips. Detalhe: o máximo são cinco estrelas. A meia estrela a mais é porque Yoshimi Battles The Pink Robots já nasce clássico. Estou desde o começo de junho com o disco em CDR em minhas mãos, mas ainda não consegui absorvê-lo direito. De qualquer forma, Fight Test, Yoshimi Battles The Pink Robots Pt. 1 e Do You Realize? são de tirar o fôlego. Principalmente esta última, com versos como do you realize that everyone you know someday will die?.
Posted at 21:13 by spectorama ::
Sábado, Julho 27, 2002
Sea of heartbreak
Há muita coisa para fazer no final de semana. Este post é apenas para eu não esquecer que um dia preciso falar sobre Johnny Cash. Mas não sobre a sua música. E sim sobre o seu casamento com June Carter. Enquanto isso, se você possui o álbum Unchained, lançado por Cash em 1996, faça um favor para mim: ouça Sea of Heartbreak no voume máximo.
Posted at 13:27 by spectorama ::
Sexta-feira , Julho 26, 2002
Mais cinema
Hoje é dia de cinema no primeiro parágrafo. Confira.
Posted at 20:16 by spectorama ::
My fake plastic love
As pessoas comentam que o Radiohead já está tocando músicas novas em seus shows. Mas o meu lado antiquado insiste em ouvir apenas o álbum The Bends, de 1994. Não que eu deteste discos como o Kid A. É que não gosto de ouvir música nas entrelinhas. Gosto é de emoção escancarada, guitarras bem altas e vocais caindo de precipícios dizendo eu quero viver e respirar, eu quero fazer parte da raça humana.
Posted at 17:26 by spectorama ::
Better man
Heathen Chemistry do Oasis é um puta disco. A pergunta é: por que uma banda com um vocalista do calibre de Liam Gallagher tem coragem de colocar outra pessoa cantando?
Posted at 13:37 by spectorama ::
Você acredita em Hollywood?
Há um verso na música Just Like Fred Astaire da banda James que sempre me deixa com um sorriso no rosto: eu acredito em Hollywood. Se você também acredita, leia o primeiro parágrafo.
Posted at 10:31 by spectorama ::
Esquizofrênicos anos 80
Gilberto Custódio é um dos caras que mais trabalham pela cena independente musical do Brasil. Ao contrário de muita gente que conheço, ele não fica reclamando. Ele se mexe, faz acontecer. E não posso falar dos anos 80 sem citar o fanzine que o Gilberto produz. O Esquizofrenia é totalmente old school, como ele próprio define, feito de recortes e xerox. Na sua última edição, traz um especial sobre os anos 80. Mas não os anos 80 que acabou ficando em nossa memória, com penteados exagerados e teclados sobrepondo as guitarras. São bandas como The Shop Assistants e The Pastels, que injeteram melodia e microfonia no rock inglês. Quer um Esquizofrenia? Escreva para o Gilberto e peça um para você.
Ah, antes que eu esqueça: Gilberto é irmão do Marcio Custódio, um dos criadores da Sound, a noite mais legal de São Paulo para quem quer fugir da música eletrônica.
Posted at 09:43 by spectorama ::
Take on me
John Cusack é um dos atores mais legais de Hollywood. E ainda produziu filmes como Grosse Pointe Blank. A trilha sonora, composta por dois CDs repletos de clássicos dos anos 80, é o que embala esta manhã de sexta. Tem, inclusive, A-Ha. Lembro que quando tinha os meus 12 anos eu escrevia para a Rádio Atlântida de Porto Alegre pedindo para que eles tocassem Take On Me. Depois o Robert Smith salvou a minha vida, mas, mesmo assim, ainda curto ouvir um A-Ha de vez em quando. Aliás, o trio faz show em São Paulo agora em agosto.
Posted at 09:01 by spectorama ::
Casal Unibanco
Está confirmado: Gwyneth Paltrow está no Rio de Janeiro com o Walter Salles Júnior. Agora é que não fecho a minha conta no Unibanco de jeito nenhum.
Posted at 08:55 by spectorama ::
Quinta-feira, Julho 25, 2002
Lucca, o herói
Lucca tem três anos de idade. Quando veste a sua fantasia de Homem Aranha acredita que é capaz de andar pelos céus com as suas teias. Bem que poderia ser verdade. Quem sabe assim ele viajaria de Porto Alegre a São Paulo em poucas horas só para matar as saudades de seu tio.
Posted at 19:44 by spectorama ::
Loja da esquina
É pouco provável que 2002 nos dê outro disco tão feliz quanto Handcream For a Generation do Cornershop. Puro alto astral, por mais hippie que esta frase pareça.
Posted at 16:59 by spectorama ::
Stop crying your heart out
Você me dá a sua vida, eu lhe dou as estrelas. E todos lemos o texto novo do primeiro parágrafo.
Posted at 15:35 by spectorama ::
Em tempo
In My Place, primeiro single do novo álbum do Coldplay, é bonita demais.
Posted at 11:25 by spectorama ::
No sex, no fun
Sexo e letras lembram o que muitas pessoas já falaram do meu texto. Desde o ano passado venho recebendo regularmente alguns e-mails bem pesados. O pesado aqui não é em relação à crítica, mas sim ao tom. Mas isso não vem ao caso. O fato é que estes e-mails reclamam que falta sexo no que escrevo. Tem gente que pede mais sacanagem também. Já falei isso mais de uma vez, mas não me considero um bom narrador de sexo. A questão é que escrever os textos do primeiro parágrafo tem sido um exercício para mim. Não é à toa que o sexo é algo comum na maioria dos parágrafos que escrevi até agora. Principalmente quando a frase-base é enviada por uma mulher, e eu narro na primeira pessoa feminina. Vai entender.
Posted at 11:17 by spectorama ::
Frase do dia
A escritora Laurita Mourão, de 76 anos, é uma das candidatas para ser uma imortal na Academia Brasileira de Letras. Ela pode até ser desconhecida, mas o slogan que sugeriu para a Academia, em entrevista à Folha de São Paulo, é genial: cultura, letras e sexo. E ainda acrescenta: tem coisa melhor na vida?
Posted at 11:04 by spectorama ::
Dilemas
O que fazer com duas mulheres no mesmo horário? Leia no primeiro parágrafo.
Posted at 10:46 by spectorama ::
Cada década tem a boy's band que merece
Nos anos 70 os Bay City Rollers eram adorados pelas adolescentes inglesas. Mas eles compunham, tocavam e cantavam de verdade. E fizeram uma das versões mais legais de Be My Baby, das Ronettes, e I Only Want To Be With You, da saudosa Dusty Springfield. Então... Bay City Rollers é uma boa maneira de começar uma quinta-feira de sol como essa. Mesmo com a poluição comendo os meus pulmões.
Posted at 08:57 by spectorama ::
Fashion week
No inverno as pessoas realmente se vestem com mais estilo. Mas não há nada melhor do que voltar a vestir uma camiseta de mangas curtas.
Hoje vai ser um bom dia.
Posted at 08:04 by spectorama ::
Quarta-feira, Julho 24, 2002
Let me get what I want
Lou Pierrina Saló - será um pseudônimo? - enviou uma belíssima frase para o odessa apartment: odessa apartments! apartment in odessa ukraine! primeiro parágrafo. Só espero que eu tenha conseguido escrever um texto à altura.
Posted at 13:09 by spectorama ::
Some kind of wonderful
A entrevista que concedi ao site da Revista Play foi a primeira vez que anunciei publicamente a influência do diretor, roteirista e produtor John Hughes em minha literatura. No início dos anos 80, haviam muitas comédias dirigidas aos adolescentes, cujo principal ingrediente era a sacanagem pura. A exceção talvez seja Picardias Estudantis, com roteiro do grande Cameron Crowe, que conseguiu juntar sexo, romance e desespero juvenil em um mesmo filme. Mas foi John Hughes que praticamente salvou o cinema de bobagens como Porkys. Ok, Gatinhas e Gatões, A Garota de Rosa Shocking, Alguém Muito Especial e O Clube dos Cinco também eram pequenas bobagens, mas devolveram o sonho aos adolescentes. É óbvio que uma das maiores preocupações de quem tem 16 anos é o sexo. Mas sexo, nesta idade, representa medo e, mais do que isso, a passagem para a vida adulta. Tudo o que aprendi com John Hughes coloquei na série Um Adolescente nos Anos 80, que está na TXTmagazine.com.
Além disso, a trilha de A Garota de Rosa Shocking marcou muito o meu gosto musical. O começo do filme, com Pretty In Pink dos Psychedelic Furs é algo que nunca vou esquecer. Quase tive um treco no Cinema Vitória de Porto Alegre. Além dos Furs, a trilha tem Smiths, OMD, New Order, Suzanne Vega e, claro, Echo & The Bunnymen.
Já Alguém Muito Especial me fez ficar obcecado pelo clássico Can't Help Falling In Love, imortalizado por Elvis Presley e interpretado na trilha por uma banda desconhecida chamada Lick The Tins. E o filme ainda foi responsável por uma paixão arrebatadora pela atriz Mary Stuart Masterson.
Hoje, quando vejo os adolescentes, sei que tudo é muito diferente. Parece que todos estão muito mais maduros. Talvez sejam precoces, não sei. Mas acredito que o frio na barriga ainda é o mesmo. Porque, afinal de contas, ser adolescente é viver 24 horas com o frio na barriga.
Em tempo: John Hughes também é responsável pelo melhor filme para se assistir à tarde de todos os tempos. Estou falando, claro, de Curtindo a Vida Adoidado.
Posted at 10:29 by spectorama ::
Terça-feira, Julho 23, 2002
Recorde de frases
O leitor Otavio Roxo deve ter enviado mais de dez frases para o primeiro parágrafo. Já era hora de escrever um texto com a sua sugestão.
Posted at 18:36 by spectorama ::
Mil pounds para o melhor blog
O jornal Guardian está promovendo um concurso para escolher o melhor blog britânico. O vencedor leva para casa mil pouds. Nada mal, hein?
Posted at 17:55 by spectorama ::
Você trancou a porta de casa?
James continua no CD player. E tem texto novo no primeiro parágrafo.
Posted at 15:03 by spectorama ::
O que você vê quando vê os meus olhos?
Sometimes when I look deep in your eyes I swear I can see your soul, de Sometimes do James, é um dos refrões mais bonitos que já ouvi.
Posted at 14:20 by spectorama ::
e-Hornby
Agora você já pode ler How To Be Good, de Nick Hornby, em inglês sem ter que pagar uma fortuna pelo livro. A editora Penguin colocou o terceiro romance do festejado escritor pop para download. O e-book custa um pouco mais quatro libras, e você ainda recebe um conto inédito de brinde. Existem outros títulos disponíveis no site desta que é, na minha opinião, a melhor editora do mundo. Vale a pena conferir.
Posted at 10:55 by spectorama ::
Truly imagination
O canal por assinatura Cinemax colocou em sua programação o filme A Fantástica Fábrica de Chocolate. Para quem cresceu na década de 70 é um clássico. O fato é que rever este marco de minha infância me fez lembrar de um dos escritores de livros infanto-juvenis que mais admiro. Roald Dahl é o autor de A Fantástica Fábrica de Chocolate, entre outros títulos geniais. Outro livro de Dahl que ganhou uma belíssima versão cinematográfica foi Matilda.
As influências de A Fantástica Fábrica de Chocolate também estão espalhadas na música pop. A banda americana Veruca Salt é homônima da personagem mimada e chata da história. E os gáuchos do Wonkavision também não escondem a paixão pelo filme.
Agora, um pensamento estúpido: acredito que o filme foi uma das produções que mais empregaram anões na história do cinema.
Posted at 10:47 by spectorama ::
Segunda-feira, Julho 22, 2002
O estranho mundo de Jack
No mundo da música tudo sempre se encaixa. Uma das pessoas mais importantes na carreira de Phil Spector (sim, o Spector de spectorama) foi o arranjador e maestro Jack Nitzsche. Jack, inclusive, foi um dos responsáveis para que Be My Baby soasse tão cheia. E, hoje, enquanto ouvia o álbum Let It Bleed dos Rolling Stones pensei putz, You Can't Always Get What You Want é meio spectoriana. Aí abro o encarte e descubro que Jack é o responsável pelo arranjo do coral da música. Lindo isso, não?
Posted at 17:31 by spectorama ::
Gimme shelter
Tem texto novo no primeiro parágrafo. A culpa de sua malícia é o álbum Let It Bleed dos Rolling Stones.
Posted at 12:59 by spectorama ::
Aceitamos revisões, sugestões e reclamações
A leitora Márcia Cristina escreveu apontando um erro de concordância em um dos parágrafos do primeiro parágrafo. Obrigado, Márcia. E você também pode e deve escrever cada vez que encontrar um erro ou quiser simplesmente dizer que detestou o que escrevi. O site existe justamente para isso.
Posted at 08:29 by spectorama ::
Um grande filme
Esqueça Nick Hornby. O grande nome do filme Um Grande Garoto é Hugh Grant. Confesso que fiquei desconfiado com o fato de todas as críticas elogiarem a atuação daquele que, até então, eu considerava um dos mais adoráveis canastrões do cinema. Mas em Um Grande Garoto o cara está excelente. Aliás, é um belo filme. Longe de parecer Um Lugar Chamado Notting Hill e O Diário de Bridget Jones, dos mesmos produtores e também com Grant. Menos comédia, mais drama. Menos piada, mais ironia. E, ao contrário da tradução do livro para o português, o filme alterna claramente o ponto de vista de cada um dos protagonistas. O confronto da criança e do adulto que, no final, descobrem que desejam exatamente a mesma coisa é o grande diferencial da história.
Posted at 08:25 by spectorama ::
She's a star
Às vezes o edredom desnuda um sorriso às 8 horas da manhã. E você pensa nossa... é isso. As estrelas brilham. Mas você é capaz de enxergá-las?
Posted at 08:00 by spectorama ::
Sábado, Julho 20, 2002
Vozes da Ucrânia
Algém enviou uma frase para o primeiro parágrafo e assinou Clarice Lispector.
Ah, se fosse possível... se fosse verdade...
Posted at 21:33 by spectorama ::
Sit down next to me
Eles estão na estrada há vinte anos. Eles estão se despedindo. E que despedida: em casa, com os fãs, com a família. Getting Away With It... Live é o registro do último show de uma das grandes bandas pop de Manchester. Estou falando de James. E este disco duplo vale cada centavo. Se vale.
Posted at 14:24 by spectorama ::
Sexta-feira , Julho 19, 2002
Quem diabos é spectorama?
Entrevista no site da Revista Play. Leia. Talvez você entenda melhor como cheguei até aqui.
Posted at 21:27 by spectorama ::
As frases
A sua frase ainda não se transformou em um parágrafo? Não se preocupe. Pretendo utilizar todas as frases que recebi, mas até agora já são quase 100 na fila de espera. Continue participando. Vou ficar louco, é verdade. Mas cada vez que recebo uma frase nova fico mais motivado.
Posted at 16:14 by spectorama ::
The answer is blowing in the wind
Quer descobrir o que aconteceu com o vento? Clique em primeiro parágrafo.
Posted at 15:23 by spectorama ::
Monkey Albarn
O rótulo de músico já não é suficiente para definir Damon Albarn. Ele é um artista. A sua banda Blur a cada disco fica melhor. O seu projeto Gorillaz foi umas das melhores coisas que surgiram no mundo do entretenimento nos últimos cinco anos. E, como se não bastasse, ele acaba de lançar um disco com músicos de Mali. Agora, bom mesmo é o álbum Laika Come Home, com canções do Gorillaz remixadas em dub pelo Space Monkeyz. Essencial para quem gosta de reggae ou simplesmente quer passar algumas horas jogado no sofá sem fazer nada. Lesado é pouco.
Posted at 13:00 by spectorama ::
Ler é sonhar de olhos abertos
O que você faria se pudesse telefonar para o céu? Algumas pessoas ligariam para Shakespeare. Confira no primeiro parágrafo de hoje.
Posted at 11:04 by spectorama ::
About a badly drawn boy
A vida do pacato professor de língua inglesa Nick Hornby nunca mais foi a mesma desde a publicação de seu primeiro romance Alta Fidelidade. Na lista dos mais vendidos nas livrarias de todo mundo desde 1995, a comédia dramática do loser que busca a redenção em sua coleção de discos transformou o seu autor em uma das principais vozes do homem moderno e, claro, da literatura contemporânea. E à medida que via sua criação render sub-produtos no teatro, no cinema e nas indústrias fonográficas e editoriais, Hornby logo alcançou o status de empresário do entretenimento. Como editor, organizou a coletânea de contos Speaking With The Angel, lançada em 2001, que tem a participação de alguns dos principais escritores britânicos da atualidade, como Roddy Doyle e Irvine Welsh. Mas Hornby, um fã confesso de cinema, decidiu ir além: assumiu, ao lado de Robert de Niro, a produção de Um Grande Garoto, o terceiro filme baseado em uma obra de sua autoria. Se Um Grande Garoto é sem dúvida o seu melhor trabalho como escritor, como produtor ele mostrou a que veio ainda nos bastidores. Sim, Hugh Grant é o ator principal. Sim, a dupla de diretores são os irmãos Weitz do blockbuster American Pie. Mas quem se importa? Nick Hornby, que já posou para fotos com uma camiseta da banda Teenage Fanclub, sabe mais do que ninguém que uma bom filme começa com uma boa trilha-sonora. E, pessoalmente, convidou Badly Drawn Boy para compor todas as - belíssimas - músicas de Um Grande Garoto.
À primeira vista, Badly Drawn Boy parece ser uma escolha ousada. Principalmente se levarmos em conta que Um Grande Garoto é um filme para as grandes massas. Afinal, Badly Drawn Boy é o projeto ultrapessoal do inglês Damon Gough, um dos maiores segredos entre os apreciadores da música pop. Cantor e multi-instrumentista, Damon conquistou público e crítica com o seu álbum The Hour of The Bewilderbeast de 2000, onde passeia do folk ao rock com altas doses de lirismo e poesia. Mas, apesar de seu talento, não seria, a princípio, o nome mais indicado para compor a trilha-sonora desta comédia romântica que estréia hoje nos cinemas brasileiros. A verdade, porém, é outra. Além de fazer um grande favor aos amantes da boa música, Hornby sabia muito o que estava fazendo. Afinal, Badly Drawn Boy é a representação humana de Um Grande Garoto.
Explico: o trabalho de Badly Drawn Boy consegue ter a visão ingênua da criança cujos valores são de trinta anos atrás e, ao mesmo tempo, a pretensão do adulto que aprecia o que é moderno. Dessa forma, é, ao mesmo tempo, a voz do personagem de Marcus (o garoto da história criado por uma mãe hippie) e a de Will (o trintão bon vivant que sabe mais do que ninguém o que é ser cool). As suas canções compostas para o filme são uma prova disso. Silent Sigh - desde já uma das melhores músicas do ano - revisita John Lennon indo muito além do pastiche dos irmãos Gallagher; A Minor Incident é violão e gaita, mas soa tão refrescante que você até esquece que poderia ser Bob Dylan cantando; e Donna & Blitzen é o que Burt Bacharach estaria fazendo se não estivesse perdendo o seu tempo trocando faxes com Elvis Costello.
Badly Drawn Boy à frente da trilha-sonora de Um Grande Garoto também corrige uma das maiores falhas do filme: a passagem da morte de, Kurt Cobain, uma das melhores e mais emocionantes partes do livro, não foi incluída no roteiro. Mas tudo bem. Já se falou muito de Cobain nos últimos dois anos. Agora é a hora de Badly Drawn Boy.
Posted at 09:56 by spectorama ::
Quinta-feira, Julho 18, 2002
Hold on hope
Everybody's got a hold on hope, it's the last thing that's holding me. Este é um verso de Hold On Hope da banda americana Guided By Voices. É um baladaço triste que deu o tom para o texto que escrevi para o primeiro parágrafo com uma frase de Marcelo Varda.
Posted at 20:55 by spectorama ::
Oh, yeah
Gwyneth Paltrow cantando Bette Davies Eyes é maldade. Será que ela realmente vai ser a herdeira do Unibanco? Ainda bem que já tenho uma conta lá.
Posted at 17:32 by spectorama ::
O pai da noiva
O primeiro romance de Steve Martin acaba de ser lançado no Brasil. Dizem que A Balconista não possui o humor deste que é um dos mais talentosos atores/diretores/roteiristas de comédia do cinema. Ao contrário: é amargo, triste, verdadeiro. Não é nenhuma novidade para quem assistiu ao filme LA Story, cujo roteiro também é dele. O fato é que o nome Steve Martin é sempre garantia de ótimo entrenimento. Então... vamos ler A Balconista?
Posted at 12:48 by spectorama ::
Sobre meias brancas
Estou recebendo frases que são verdadeiros desafios. Uma delas acaba de ser publicada no primeiro parágrafo.
Posted at 11:14 by spectorama ::
Closing time?
Closing Time, o primeiro álbum do Tom Waits, é a outra trilha da manhã. Foi lançado em 1973 e, apesar do cara ter lançado discos excelentes nos anos que se seguiram, este ainda é o meu predileto. É, na minha opinião, o seu trabalho mais pop sem deixar de ser melancólico. Muito, muito bonito. E, meu Deus, é de 1973. Assim como o Exile on Main Street dos Rolling Stones é de 1972, o Blood On The Tracks do Bob Dylan é de 1974, o Imagine do John Lennon é de 1971, o Astral Weeks do Van Morrison é de 1968 e o Lets Get It On do Marvin Gaye é de 1973. É. Acho que estou ficando velho mesmo.
Posted at 10:32 by spectorama ::
Cowboys no inverno
Frio combina com Cowboy Junkies.
Posted at 09:25 by spectorama ::
Quarta-feira, Julho 17, 2002
O Charles de novo
Tem texto novo no primeiro parágrafo. E a frase-base foi enviada por Charles Pilger, um dos responsáveis pela programação do spectorama.
Posted at 21:26 by spectorama ::
Já que a Revista Aplauso só circula em Porto Alegre...
... transcrevo aqui a minha dica de leitura que foi publicada na edição deste mês.
Esqueça o título pomposo e piegas. Primeiro, o Amor - Depois, o Desencanto (E o Resto de Nossas Vidas) é um dos mais perfeitos retratos da angústia dos jovens adultos dos anos 90. E essa perfeição tem nome: Douglas Coupland. Depois de batizar uma geração com seu romance Generation X (acredite: ainda inédito no Brasil), o escritor canadense coloca uma boa pitada de poesia em sua prosa coloquial. O resultado são oito histórias curtas, em uma narrativa ágil e tocante, onde jovens de vinte e tantos anos buscam a fé consumida pelo desejo cego de fazer sucesso. Mais do que uma leitura deliciosa, Primeiro, o Amor - Depois, o Desencanto (E o Resto de Nossas Vidas) é um verdadeiro convite à reflexão.
Posted at 19:55 by spectorama ::
Apartamentos, móveis, gatos
Muitas, muitas frases para o primeiro parágrafo. Desse jeito eu não trabalho mais. Aliás, acabo de publicar um texto novo lá. Totalmente influenciado por Ryan Adams.
Posted at 17:24 by spectorama ::
Para um leitor de Hemingway
Durante o lançamento do meu livro apareceu um jovem que me disse que ainda não tinha dinheiro para comprar o Clube dos Corações Solitários. Mas que, mesmo assim, queria um autógrafo. E pediu para eu assinar num livro do Ernest Hemingway. Eu estava tão nervoso naquela tarde que não fui capaz de fazer o que deveria ser feito. Pois bem. Agora quero me redimir. Se você é aquele jovem, por favor escreva para mim. Eu quero lhe presentear com uma cópia do livro.
Posted at 15:56 by spectorama ::
Ouro
Mais um disco que funcionou em disco e não em MP3: Gold de Ryan Adams. Ainda prefiro Whiskeytown, a banda anterior do cara. Mas Gold é um belo álbum. Se bem que me faz pensar que não é preciso mais do que os discos Blonde on Blonde, Highway 61 Revisited e Blood On The Tracks do mestre Bob Dylan para você entender o que acontece quando o rock, o blues, o folk e o country se fundem de forma perfeita.
Posted at 14:10 by spectorama ::
Filhos
Sempre pensei em ter um filho homem. O meu-nosso Dylan. Mas agora acredito que uma japinha seria um presente e tanto para mim. Por que isso agora? Para avisar que tem texto novo no primeiro parágrafo.
Posted at 10:45 by spectorama ::
Ugabugababy
Eles são gaúchos. O frontman é um baixista com um dos cortes de cabelo mais legais do Rio Grande do Sul. O vocalista não fala com o público. O baterista é responsável pela fotografia da capa do Clube dos Corações Solitários. E o guitarrista? Bom... este eu não conheço. Mas o importante é que Os Irmãos Rocha! é uma das bandas mais divertidas do rock nacional. E está concorrendo a melhor democlip no VMB da MTV. Vai lá e mostre que o rock regressivo é muito mais rock.
Ah, quase esqueci: os Irmãos Rocha! não são irmãos.
Posted at 09:46 by spectorama ::
Terça-feira, Julho 16, 2002
O mundo de Andy
Você gosta de música pop tanto quanto eu? Será que pode me explicar por que todos os discos mixados por Andy Wallace são bons?
Posted at 22:26 by spectorama ::
Interpessoal
Às vezes é difícil de entender a sua própria imagem no rosto. Quem dera a pessoa que acorda ao seu lado na cama. A verdade é que, assim como existe aquele que desiste dele mesmo, muita gente acaba desistindo do outro. Ser insistente também é uma virtude. Em alguns casos é até vital para que você não perca alguém muito especial.
Posted at 22:23 by spectorama ::
Charles, que Charles?
Só agora fiquei sabendo que o spectorama teve programação do Charles Pilger, um dos blogueiros mais conhecidos do país. Obrigado, Charles. E você que não é o Charles apareça lá no blog dele.
Posted at 19:01 by spectorama ::
Paz
Tem texto novo no primeiro parágrafo.
Posted at 16:53 by spectorama ::
Cabelos pesam
E depois de ter os cabelos cortados, subitamente os jeans antes apertados voltaram ao normal.
Dalila explica.
Posted at 15:22 by spectorama ::
Eles existem
Estou emocionado. Acabo de descobrir que a nova estagiária da agência onde trabalho foi colega de aula da Tina do Big Brother Brasil. E parece que a desbocada mandou a professora de religião chupar um pinto na oitava série. Sensacional. Tenho certeza que essa professora votou umas trezentas vezes para a Tina ser eliminada do programa.
Posted at 15:12 by spectorama ::
Time is on my side
Normalmente eu não me importo que o tempo passe rápido. Mas este ano de 2002 está me incomodando. Talvez seja porque estou cada vez mais próximo dos 30 anos. Ou simplesmente porque existem muitas coisas para fazer até o final do ano. No momento, trabalho em um novo romance chamado Cassino Hotel. Além disso, pretendo elaborar um projeto sobre a banda Legião Urbana.
Acho que preciso de um clone.
Posted at 11:27 by spectorama ::
Ornitorrincos
Eduardo Nasi é um jornalista muito gente fina. Ele faz um excelente trabalho com cultura pop em Porto Alegre. Mas acho que dessa vez o Nasi me sacaneou. Ele enviou uma frase muito estranha para o primeiro parágrafo. E você já pode conferir o resultado.
Posted at 10:36 by spectorama ::
Walkmen no walkman
De vez em quando o rock ainda é capaz de me surpreender. Everyone Who Pretended To Like Me Is Gone, álbum de estréia da banda americana The Walkmen, é algo totalmente novo, apesar de ser possível reconhecer todas as suas influências. Bom... muito bom.
Posted at 09:36 by spectorama ::
Primeiro dos primeiros
Já está lá o primeiro texto do primeiro parágrafo. É ler e depois enviar a sua sugestão.
Posted at 08:01 by spectorama ::
Segunda-feira, Julho 15, 2002
Fica para amanhã
A seção primeiro parágrafo iria iniciar hoje. Mas vai ter ficar para amanhã. De qualquer forma, já aviso: o texto de estréia inicia com algumas frases de Rodrigo James.
Posted at 22:10 by spectorama ::
Gracias
Já que este é o primeiro dia de spectorama eu gostaria de fazer alguns agradecimentos.
Ao Jefferson Willers, que criou o logotipo do site.
Ao maravilhoso Exploding Dog, que serviu de inspiração para o primeiro parágrafo.
À Carmela Toninelo, que é a responsável por este belíssimo layout e pelo parto de todo o projeto.
E, claro, à Sylvie Piccolotto, que é a minha inspiração diária.
Posted at 20:39 by spectorama ::
Keep fishin'
Definitivamente, não me dou bem com o MP3. Não adianta. Eu prefiro os discos. Preciso tocá-los, em todos os sentidos. E ler todo o encarte, por mais inútil que seja a informação. Há dois meses, por exemplo, baixei todo o Maladroit, o novo álbum do Weezer. Detestei na hora. Semana passada, decidi dar uma chance à banda porque, afinal de contas, o Weezer sempre foi uma das minhas bandas prediletas. E não é que o disco é bom? Gostei bastante. É puro pop dos anos 50 com hard rock dos 70. Aliás, não perca o videoclip de Keep Fishin'. É todo estrelado pelos Muppets. Mexa o seu mouse e acesse agora mesmo o site da banda.
Em tempo: não dei uma chance ao Weezer.
Dei uma chance a mim mesmo.
Posted at 16:28 by spectorama ::
Primeiras palavras
Já recebi algumas frases e pensamentos para o primeiro parágrafo. Pretendo publicar um texto ainda hoje. Porém ainda estou em fase de testes e divulgação do site. E é preciso trabalhar, não é mesmo? Espero que no início da noite sobre um tempo.
Posted at 16:10 by spectorama ::
Um pouco de história
Você pode estar se perguntando por que o spectorama voltou se nunca ouviu falar dele. Por isso, é melhor que eu explique algumas coisas.
No final de 2001 decidi experimentar o blog como uma ferramenta de texto. De novembro a dezembro, publiquei no Quando Eu Tiver 64 o diário pessoal do personagem de meu romance Clube dos Corações Solitários. O resultado foi muito interessante. Muita gente acreditou que o narrador realmente existia.
Fascinado pela facilidade de edição de um blog, decidi criar uma outra página. Mas não queria falar da minha vida, apenas publicar textos antigos e alguns pensamentos sobre as coisas que gosto. Música, literatura, internet, relacionamentos. O antigo spectorama durou exatos seis meses até que, por problemas técnicos, fui obrigado a parar de atualizá-lo. No entanto, pensei que não valeria a pena parar. E decidi ampliar a idéia do spectorama para um site mais completo.
E aqui chegamos.
Ou melhor: daqui partimos.
Posted at 10:51 by spectorama ::
Nem foi tempo perdido
Eu disse que o spectorama voltaria. E agora não é apenas um blog. É um site pessoal. Na seção gaveta você irá encontrar alguns rabiscos, rascunhos e rasgados. Já o primeiro parágrafo é o espaço de interação com os leitores. Se você for até lá, irá notar que existe um formulário. Escreva qualquer frase, pensamento ou palavra e clique em enviar. Pronto. Logo eu irei escrever um parágrafo com o que você mandou para publicar aqui. Legal, né? Espero que você participe. E não esqueça de aparecer. O spectorama, sempre que possível, será atualizado diariamente.
Posted at 10:14 by spectorama ::

