Sábado, Agosto 31, 2002
Aviso
Os dois posts abaixo não foram escritos pelo dono deste blog.
Mas é muito mais divertido do que tudo que escrevi até então.
Posted at 20:19 by spectorama ::
Denise
Eu também gostaria de aproveitar o espaço para mandar um beijão e um abraço apertado pro meu amor, Denise. Só isso.
Posted at 20:11 by spectorama ::
Invasão
Eu não sou André Takeda. Eu sou Gustavo Bittencourt, amigo do André Takeda. Eu não tenho blog, então peguei um avião e vim até São Paulo só para escrever em um. Custou dinheiro e deu trabalho, mas, ei, de repente eu posso virar um escritor alternativo famoso com isso.
Estamos aqui, fazendo hora, ouvindo Beulah, Wilco e Lee Perry pra ver o show do Lee Perry no SESC. Mas, surpresa, o jamaicano maluco simplesmente não veio. Acabamos de saber isso acessando a internet, a rede mundial de computadores que transforma escritores alternativos em escritores alternativos de sucesso. Além de fazer isso com esses caras, ela dá agendas de shows e conta quando um sequelado do calibre do Lee Perry deixou de vir ao Brasil.
Teoricamente, eu deveria estar puto da cara pois um dos motivos da minha vinda aqui - além de escrever num blog e virar escritor alternativo famoso - era ver o show do cara. Mas tudo bem, o passeio e o reencontro com meu camarada Takeda - que para seu infortúnio está sendo chamado de escritor alternativo famoso - valeram a viagem.
Agora deixo vocês com ele novamente. Chega. Desse jeito nunca vou ser um escritor alternativo famoso. Um abraço a todos, sejam felizes.
Posted at 20:09 by spectorama ::
Sexta-feira , Agosto 30, 2002
O mistério do 5 estrelas
E tudo o que eu queria era escrever um livro para a coleção Vaga Lume.
Posted at 21:22 by spectorama ::
O primeiro
O primeiro livro que escrevi, se é que isso lhe interessa, chamava-se As Aventuras de Hinokeda. Eu deveria ter uns 9 anos. Contava as aventuras de cinco primos. Dois tinham o sobrenome Hinohara, dois eram Ikeda e um - adivinha quem - era Takeda. Escrevi à mão, em um caderno de capa azul com um desenho de um lutador de caratê. A história era uma mistura de Julio Verne com histórias em quadrinhos. Quando tive a minha primeira crise como escritor (sic) joguei tudo fora. Hoje, claro, bate um arrependimento quando penso nisso. Mas o que importa é que aquelas palavras existiram. E se não fossem por elas, provavelmente eu não estaria aqui.
P.S.: Sempre quis escrever sic como os jornalistas fazem.
Posted at 21:20 by spectorama ::
Bye, bye agosto
Agosto está terminando. E as coisas começam a melhorar. Acho que até vou voltar a ouvir rock and roll.
Posted at 21:09 by spectorama ::
Por quê? Por quê?
A verdade é que eu gostaria de perguntar ao Phil Spector por que diabos ele escolheu logo uma bandinha meia-boca como o Starsailor para produzir.
Posted at 11:26 by spectorama ::
Mesa de bar
Músicos com quem eu sentaria em uma mesa de bar (e, quem sabe, até beberia uma cerveja).
1. Jeff Tweedy, o líder do Wilco.
2. Chris Martin, vocalista do Coldplay, desde que ele me apresentasse para os seus amigos famosos, como a Gwyneth Paltrow.
3. Phil Spector, o produtor dos produtores.
4. Norah Jones, mas aí ela teria que tocar piano para mim.
5. Damon Gough, aka Badly Drawn Boy.
Posted at 10:32 by spectorama ::
Quinta-feira, Agosto 29, 2002
Leiam
Então tá. Aqui você encontra tudo o que eu quero dizer.
Veja bem: é o jornal The Guardian, não a Uncut, a NME ou a Q.
É crítica de quem não precisa colocar popstars na capa para vender exemplares. E, acima de tudo, exalta as qualidades sem as hipérboles dos apaixonados, muito menos aponta as fraquezas com as ironias dos mal humorados.
P.S.: Tudo bem, confesso, acho que eles poderiam ter dado 5 estrelas.
Posted at 23:49 by spectorama ::
Peixes dourados
Há um peixe fora d'água no primeiro parágrafo.
Posted at 23:04 by spectorama ::
Ainda Coldplay
A Rush Of Blood To The Head, o novo álbum do Coldplay, é tão bom que nunca consigo passar das quatro primeiras faixas. É que dá vontade de ouvir tudo de novo. Não sei mais o que faço. O jeito é começar a usar a tecla random.
Posted at 22:48 by spectorama ::
Pensamento do dia
Se eu fosse mulher, eu seria uma groupie.
Posted at 15:37 by spectorama ::
Headaches
Ela dizia que as suas palavras a deixavam de cabeça quente.
Mal sabia ela que era apenas a sua cabeça quente que derretia aquele coração de gelo.
Posted at 13:41 by spectorama ::
Damon & Naomi
Damon & Naomi, dois terços do extinto Galaxie 500, tocaram ontem em São Paulo. Não foi ótimo, ótimo. Mas também não foi ruim. Na verdade, o show serviu para aumentar a minha vontade de aprender a tocar um instrumento. Agora quero comprar um harmonium.
Posted at 13:33 by spectorama ::
Quarta-feira, Agosto 28, 2002
More than words
Palavras são frutos no primeiro parágrafo.
Posted at 17:10 by spectorama ::
In my place
Eu iria escrever um texto sobre o novo álbum do Coldplay. Queria tentar encontrar um jeito meu de explicar por que diabos ele é tão melhor do que o primeiro da banda. Mas desisti. O disco é tão bom que não precisa de resenhas, críticas, muito menos palavras de um simples ouvinte como eu. Tem gente que vai gostar. Tem gente que vai odiar. Tem gente que não está nem aí. Afinal, de contas, existe tanta coisa nessa vida para gente se preocupar, não é mesmo?
Posted at 16:11 by spectorama ::
Morangos mofados
Caio Fernando Abreu dizia que não usava ponto-e-vírgula porque a vida já era cheia de ponto-e-vírgula. Você não acha que ele tinha razão?
Falando nisso, preciso comprar um novo exemplar de Morangos Mofados. Tinha dois. O primeiro, da Editora Brasiliense, com a capa vermelha e azul, foi autografado, mas despareceu. Será que emprestei? O segundo, lançado pela Companhia das Letras, está em Porto Alegre. Às vezes me bate uma saudade de ler o Caio.
Posted at 12:30 by spectorama ::
Hey Mr. DJ
Já disse que Down The Road, do mestre Van Morrison, é sensacional de bom?
Pois então.
É.
Posted at 10:38 by spectorama ::
Por quê?
Por que toda vez que um crítico de música escreve sobre um disco de dub ele usa a expressão derreter o cérebro?
Posted at 09:08 by spectorama ::
Moral da história
Ela insistia em comprar sapatinhos de cristal. Um dia, quem sabe, o príncipe resolve aparecer. Mas nunca conseguia sair do lugar. Os saltos viviam quebrando.
Posted at 09:06 by spectorama ::
Terça-feira, Agosto 27, 2002
God put a smile upon your face
O rock está me cansando. Nos últimos dias só tenho ouvido o projeto Mali Music, Beth Orton, Madredeus, Nina Simone e Norah Jones.
Mas o álbum A Rush Of Blood To The Head do Coldplay acaba de chegar às lojas. Apesar de já ter todo o disco em MP3, corri direto para a Fnac.
Só tenho uma palavra: perfeito.
É engraçado que algumas resenhas afirmam que é mais do mesmo.
Voltarei a escrever mais sobre o disco. Mas já adianto que não é, não é mesmo outro Parachutes, o trabalho de estréia da banda. É muito melhor.
E, caramba, o vocalista Chris Martin está namorando a Gwyneth Paltrow. Um cara desses merece o nosso respeito.
Posted at 23:13 by spectorama ::
Dançando no parque
Visite o parque de diversões do primeiro parágrafo.
Posted at 22:55 by spectorama ::
Soul healing
Às vezes tudo o que você precisa é de soul.
Seja a music, seja ao pé da letra.
Posted at 14:40 by spectorama ::
Deixei o rock descansar
O rock ainda está descansando.
Hoje o dia começa com Nina Simone.
Posted at 09:55 by spectorama ::
Segunda-feira, Agosto 26, 2002
Volta no vento, por favor
A minha mãe costumava ler enquanto tomava banho. Levava para debaixo do chuveiro um livro e ficava lá. Lendo enquanto a água caía sobre o seu corpo. Às vezes ela roubava algum livro de meu quarto. E quando me devolvia, as suas páginas estavam todas molhadas. Eu, claro, ficava muito irritado.
Os dias últimos são dias de lembranças.
A voz de Teresa Salgueiro cantando versos como Haja o que houver/ eu estou aqui/ Haja o que houver/ espero por ti/ Volta no tempo/ ó meu amor/ Volta depressa/ por favor/ Há quanto tempo/ já esqueci/ Por que fiquei/ longe de ti/ Cada momento é pior/ Volta no vento/ por favor traz lembranças de outra Teresa.
Caramba.
E hoje eu daria tudo para que ela pudesse tomar um longo e demorado banho com o meu livro em suas mãos. Queria vê-lo completamente encharcado, destruído, encolhido. Juro, juro, juro que não me irritaria.
Desculpe.
Às vezes é preciso dividir.
Eu sei, eu sei/ quem és para mim/ Haja o que houver/ espero por ti.
Posted at 21:22 by spectorama ::
Eu tento
Veja como eu sou um péssimo poeta no primeiro parágrafo.
Posted at 21:06 by spectorama ::
Críticas são bem-vindas
Sexta-feira recebi uma frase-crítica para o primeiro parágrafo. Decidi ignorar a fila e escrever um texto com ela. Confiram.
Posted at 17:52 by spectorama ::
Haja o que houver
Descanso para o rock.
Hoje é dia de Antologia do Madredeus.
Aliás, o site do disco de remixes da banda está muito legal. Visite.
Posted at 11:40 by spectorama ::
Pensamentos tortos
Alta Fidelidade, o filme, na TV a cabo em um domingo à noite, pela metade, quase sem querer. Coincidência: há pouco me perguntaram por que Nick Honrby é considerado um gênio. Gênio? Ora, não há nada de genial no trabalho de Hornby, pelo contrário, tudo em sua literatura - a estrutura, a linguagem, a narrativa - é excessivamente comum. Mas, apesar de comum, os seus livros possuem qualidades extraordinárias. O seu texto é muito bom, fluente, bem humorado e, ao contrário do que muita gente insiste em afirmar, o pulo do gato não está em seu flerte com a cultura pop. As músicas, os seriados de televisão e as marcas de roupas não são personagens, são apenas elementos usados para contextualizar a história. Porque se existe uma genialidade em Hornby, ela é a sua capacidade de retratar o comportamento masculino.
O filme, apesar de não ser uma adaptação tão boa quanto a peça A Vida É Cheia de Som e de Fúria, mostra com clareza toda este jeito peculiar dos homens pensarem.
E o que isso significa, afinal?
Significa que nós homens geralmente acreditamos que as mulheres possuem uma linha de raciocínio completamente torta.
A verdade é que o nosso pensamento é tão torto quanto o delas.
E a gente nem tem a TPM para colocar a culpa.
Posted at 11:01 by spectorama ::
Sexta-feira , Agosto 23, 2002
A filha do Ravi Shankar
A trilha da noite é Norah Jones. Este álbum Come Away With Me é tão... bonito.
Posted at 23:01 by spectorama ::
Ao mestre, com carinho
O meu mestre Gustavo Fischer é o autor da frase do primeiro parágrafo.
Pensei que não fosse escrever hoje. Mas só escrevendo me curo do mundo.
Posted at 22:51 by spectorama ::
Perdendo frases
Hoje não tem primeiro parágrafo. Agradeço pelas suas frases. Mas as minhas... não sei onde estão.
Posted at 18:04 by spectorama ::
No alarms
Quando as coisas começam a dar errado, em um efeito dominó, será que significa que coisas boas estão por vir?
O assunto é diferente, mas é o mesmo.
As costelas do meu pai foram trincadas. E isso me faz lembrar que a minha boca está trancada.
No alarms and no surprises, please.
Posted at 11:38 by spectorama ::
Epitáfio
E o grande vencedor do VMB, da MTV, foi o clip de Epitáfio dos Titãs. Gosto muito dessa música. E o clip, com as suas imagens captadas há décadas, também é muito bonito. Aliás, ando meio fascinado por imagens antigas.
Posted at 09:16 by spectorama ::
Furando o Brasil
O escritório de design Parafuso, que concebeu a TXTmagazine.com, fechou. Mas o seus filhotes ainda rendem. Eles acabaram de receber o prêmio de melhor website de banda no VMB da MTV. Confira o trabalho nota dez que os guris fizeram para a Comunidade Ninjitsu. Parabéns, Renan e Adriano.
Posted at 09:14 by spectorama ::
Sansão
Voltei a ler gibis da Turma da Mônica antes de dormir. Isso explica muita coisa.
Posted at 09:10 by spectorama ::
Quinta-feira, Agosto 22, 2002
Autopublicação
A partir deste mês a TXTmagazine.com não traz mais a seção dedicada aos meus textos. Cansei de ser o meu próprio editor. Vou voltar a colaborar com e-zines, acredito, mas vou enviar os meus contos e os editores só publicam se acharem que vale a pena. Aqui no spectorama o editor é você, que me envia frases para o primeiro parágrafo.
Mas, de qualquer forma, vou disponibilizar na gaveta contos e textos antigos que não desejo publicar em papel. Bom, toda esta lenga-lenga é para avisar que acabo de colocar mais três acepipes por lá. Leia, ria, veja se evoluí ou não.
Posted at 16:28 by spectorama ::
Efeito Coldplay
Mais motivos para você me chamar de piegas no primeiro parágrafo.
Posted at 16:14 by spectorama ::
Aquela canção do Roberto
Eu preciso dizer: o órgão de Baby é bonito demais.
Posted at 10:04 by spectorama ::
A banda do Professor Xavier
Então tá. O dia começa com Minha Menina, com Os Mutantes.
Posted at 09:55 by spectorama ::
Da mão para a boca
O mestre Paul Auster acaba de lançar um livro novo nos Estados Unidos. Parece que chega aqui em dezembro, se você gosta de traduções.
Posted at 09:52 by spectorama ::
Quarta-feira, Agosto 21, 2002
Saindo das ruas
Tenho em minhas mãos um exemplar da primeira edição da Ocas, a revista vendida por pessoas que vivem nas ruas. É uma iniciativa que merece aplausos, e que já faz sucesso na Inglaterra, Argentina, Estados Unidos, entre outros países. Mas nem só de iniciativa sobrevive uma revista. E o conteúdo da Ocas também é muito bom. Quero deixar registrado aqui os meus parabéns aos profissionais da equipe com quem já tive o prazer de trocar idéias: os jornalistas Sérgio Gwercman e Bruna Gagliardi. Faça a sua parte também. Compre a revista e colabore.
Posted at 19:00 by spectorama ::
Asas do desejo
Tem anjos no primeiro parágrafo.
Posted at 18:49 by spectorama ::
Love is the greatest thing
A banda é Blur. A música é Tender. E eu pergunto: como pode?
Posted at 16:20 by spectorama ::
Pergunta
Há três dias o caderno Ilustrada do jornal Folha de São Paulo publica no máximo 5 matérias. É a cultura que anda mal das pernas ou o jornalismo cultural?
Posted at 16:17 by spectorama ::
Eles blogam
Se você lê um, você tem que ler o outro. Hoje é dia de linkar o casal André e Lillian.
Posted at 10:32 by spectorama ::
Terça-feira, Agosto 20, 2002
Baú de memórias
Há lembranças da infância no primeiro parágrafo.
Posted at 23:32 by spectorama ::
Concrete sky
Passei metade de minha vida correndo atrás de discos. Procurando novos sons. Tentando encontrar melodias que me emocionassem, que ensurdecessem os meus sentimentos, que amplificassem as paixões do meu dia-a-dia. Mas às vezes nada consegue me tocar. Talvez exista algum sentido em todas as bandas que estampam as capas das revistas e jornais que leio. E eu sei que existe. Só que, infelizmente, não existe para mim.
É uma sensação triste quando você olha para uma prateleira cheia de discos e não consegue encontrar um que o atraia. Acaba ficando no óbvio. Parece que a boa música teve o seu fim em 1979, quando o The Clash lançou o London Calling, e ressuscitou em pequenos milagres isolados desde então (New Order, Echo & The Bunnymen, Pixies, Nirvana, REM, Wilco, Beulah).
Então. Tudo isso é só para dizer que outro milagre acaba de acontecer. Desde 1997 acompanho o trabalho da inglesa Beth Orton. O talento desta cantora vem atestado por nomes como The Chemical Brothers e Ryan Adams. E talvez esteja aí o segredo de seu milagre. Beth Orton consegue passear do country ao eletrônico com a mesma suavidade. E esta suavidade está mais perfeita do que nunca em seu mais recente álbum. Daybreaker é a antítese de bandas vazias que a imprensa insiste em nos apresentar, como The Vines e The White Stripes.
Além disso, a menina é responsável por outro milagre. Acredito que desde o seu trabalho com o The The no excelente álbum Mind Bomb, Johnny Marr não fazia algo tão bom quanto Concrete Sky, a música que escreveu junto com Beth Orton.
Posted at 11:39 by spectorama ::
Mais 00
Ainda sobre a Geração 00: na última edição do Spam Zine o editor Ricardo Sabbag escreveu um ótimo editorial sobre o assunto. Com a permissão do autor, publico o texto aqui. E gostaria de ouvir a sua opinião.
Daniel Piza, editor e colunista do Estadão, disse, numa de suas Sinopses, que ao Brasil faltam escritores medianos.
Não lembro se o termo que ele usou foi esse, "mediano". Creio que não, porque a palavra tem um certo tom pejorativo. O sentido a que ele se referiu foi o médio: o escritor que se situa acima da média (que, por sua vez está MUITO acima da mediocridade) mas abaixo do gênio.
Seriam escritores que poderiam se colocar na mesma estante de Rubem Fonseca, Jô Soares, João Ubaldo, Fernando Sabino e congêneres - claro que há desvios de preferência nessa lista. Você pode gostar muito de uns e muito pouco de outros, mas acho que a idéia está clara.
Piza discutiu, em seu artigo, que a falta de escritores médios, que agradassem a um público vasto e produzissem com certa regularidade, cria uma certa crise na literatura contemporânea brasileira. Aqui, há muita gente querendo ser grande, mas pouca que se preocupa com uma literatura de qualidade razoável que atinja um público maior. E, nesse vácuo, criariam-se fenômenos como Paulo Coelho e coisas parecidas.
A renovação nesse campo é um terreno ardiloso. Os medalhões estão se esgotando e as editoras têm uma política muito pouco clara no que tange à procura de novos autores. O site da Companhia das Letras, por exemplo, afirma que recebe manuscritos de quem quer que seja. A resposta vem depois de três meses, no mínimo. Não retornam o material, etc. Fico imaginando a quantidade de manuscritos que eles recebem. Como será essa seleção? Qual será o critério? Quem não ganha o leitor no primeiro parágrafo já merece a incineração?
Por mais incrível que pareça, selecionar um autor *apenas* pelo seu texto pode ser uma faca de dois gumes. Vide o editor que rejeitou um Machado sem saber de quem vinha o manuscrito.
Na minha parca experiência como resenhista de livros, percebi que o histórico do autor também tem importância na hora de se "criticar" sua obra. Há muito em jogo. Sua formação, o que outras pessoas já disseram a respeito dele, o que ele pensa sobre as coisas da vida... Bobagem? Não creio. O julgamento, seja do resenhista ou da equipe que analisa manuscritos na editora, é extremamente limitado pelo(s) seu(s) referencial(is) próprio(s). O ponto de vista alheio pode sempre render um segundo olhar, agregando ou desagregando valor à obra desconhecida.
Nesse ponto as grandes editoras tateiam no escuro em busca de novos autores. Não se tem notícia de alguma que se vanglorie de ter descoberto um ou outro. Elas não procuram nos lugares certos - se é que procuram - e parece quem se preocupam muito pouco com a renovação de seus criadores. Quando um jovem autor consegue publicação - com direito a distribuição, publicidade e etc -, é porque penou demais até convencer algum engravatado ou teve a sorte de encontrar um "padrinho" no mundo literário que lhe mostrou o caminho das pedras.
Falou-se nos últimos dias de uma tal "geração 00" ou "geração da internet" de novos escritores. O assunto rendeu belas tergiversações em blogs web afora. Penso que a maioria dos próprios "novos autores" renegue esse tipo de rótulo, que sempre vem cheio de lugares-comuns e constatações de ignorância ímpar. Culpa dos jornalistas.
Acontece que, de um jeito ou de outro, o assunto começa a tomar corpo nas discussões "intelectuais". O que talvez provoque, em um futuro breve, as grandes editoras a abrir os olhos para novos talentos que despontam nos lugares mais ermos.
Posted at 08:53 by spectorama ::
Segunda-feira, Agosto 19, 2002
O som do novo
Você quer ouvir algo realmente novo? Então corra atrás do álbum Mali Music. Já falei aqui no projeto de Damon Albarn com os músicos de Mali, mas só hoje consegui adquirir o CD. Nessas horas você percebe o quanto é um ignorante. É por isso que repito: Damon Albarn é o cara.
Posted at 19:07 by spectorama ::
Happiness
Tem felicidade no primeiro parágrafo.
Posted at 18:52 by spectorama ::
Off
Hoje o meu cérebro não funciona. Trabalhar todo o final de semana, e sair da agência às 5 da manhã de segunda é sacanagem.
Posted at 15:21 by spectorama ::
Domingo, Agosto 18, 2002
Enquanto os layouts não ficam prontos...
A verdade é que às vezes penso que deveria ter um foco. Se eu fosse totalmente dedicado à propaganda provavelmente seria um publicitário bem melhor. E se a propaganda não absorvesse tanto tempo e esforço mental, acho que poderia escrever muito mais. Mas, bem, preciso me sustentar. E, por mais antiquado que possa parecer, quero montar uma família, uma casa, um pequeno mundo dentro deste mundo doido. Não sei se estou ficando velho, maduro ou careta. No fundo, acredito que chegou a hora. Por isso, trabalho aos domingos. E tenho como amante a literatura nas horas que me restam. É cansativo. Mas não deixa de ser uma boa vida.
Posted at 23:37 by spectorama ::
Me tirem daqui
A propaganda não é a alma do negócio.
A propaganda, na verdade, suga a alma de quem trabalha em agências.
Posted at 20:06 by spectorama ::
Esses escoceses...
The Remote Part, o novo álbum da banda escocesa Idlewild, é o resultado perfeito de quem absorveu em doses certas influências de The Smiths e REM. Excelente.
Posted at 18:19 by spectorama ::
Hated sunday
Kit para trabalhar no domingo: Modern Life is Rubbish, do Blur; Reveal, do REM; Sci-Fi Lullabies, do Suede; One Part Lullaby, do The Folk Implosion; e Euforia, do Fito Paez. Queria um copo de café também, mas me contento com uma garrafa de Gatorade sabor Tangerina.
Posted at 10:52 by spectorama ::
Sábado, Agosto 17, 2002
Top man
Se me pedissem para eleger o melhor artista pop da atualidade, o meu voto certamente iria para Damon Albarn. Blur ainda é o que de melhor o britpop já produziu - e, acima de tudo, é uma banda capaz de se reinventar a cada novo álbum. O projeto Gorillaz é o mix perfeito de música, quadrinhos e marketing. E o disco que ele acaba de lançar junto com um grupo de Mali é a prova de que a world music pode ser boa.
Sem falar que o corte de cabelo dele é sempre legal.
Posted at 12:25 by spectorama ::
Você conhece quem move os meus dedos?
A verdade é que trabalhar em um sábado me dá saudade. E o objeto de minha saudade está no primeiro parágrafo.
Posted at 11:38 by spectorama ::
Sexta-feira , Agosto 16, 2002
Geração 00
A matéria Geração 00 publicada no Jornal da Tarde rendeu alguns narizes tortos em blogs e listas de discussão. Não concordo também com a generalização (autores com estilos e propostas diferentes foram colocados no mesmo caldeirão). Muito menos com a importância atribuída aos blogs. No entanto, é inegável que os escritores que receberam mais espaço na mídia no último ano possuem uma coisa em comum: a publicação de textos na internet. Por isso, não sejamos ingênuos. Isso é o que basta para que tudo seja visto, a grosso modo, como uma nova geração.
Sei também que muitos se sentem incomodados em estarem na mesma lista que eu. O que não deixa de ser uma coincidência, afinal, também me sinto incomodado. Sei mais do que ninguém o quanto a minha literatura possui um direcionamento diferente. Não sinto vergonha em afirmar que não desejo revolucionar e romper barreiras em forma, conteúdo, linguagem. Pelo menos não agora. Desejo, acima de tudo, contar histórias sobre pessoas comuns. A minha revolução está em outro plano. Quero romper barreiras com os sentimentos de quem lê, criando uma identificação que o faça refletir sobre a sua própria vida. Quanto ao excesso de referências pop, bem, este foi um recurso que usei para retratar um grupo de pessoas, tornar o texto mais palpável e realizar um sonho pessoal. Pode parecer estúpido, mas quando li Uma Casa no Fim do Mundo, de Michael Cunningham, e vi tantas vezes o nome de Van Morrison em suas páginas, nossa, não pude deixar de sorrir. Quis fazer o mesmo com aqueles que gostam das mesmas bandas que eu. Ok. Eu sei que exagerei. Mas, bem, os meus personagens são músicos, não é mesmo? E se você ainda acredita que isso é cópia de Nick Hornby, ora, não posso fazer nada se a imprensa esqueceu de Bret Easton Ellis e Douglas Coupland.
E, por mais que eu me sinta incomodado, acredito que seja ótimo que estejam surgindo tantos escritores por aí com obras para todos os gostos. Quer egotrip? Tem. Quer contos surpreendentes? Tem. Quer entretenimento de qualidade? Tem. Quer histórias urbanas cruas? Tem. Quer soco no estômago? Tem. É essa variedade que irá reinventar a nossa literatura. E, principalmente, formar mais e mais leitores.
Talvez seja a hora dos jovens escritores pararem de pensar com o ego, e perceberem que apenas o fato de criarem um rótulo Geração 00 já é um bom sinal para a renovação da cultura brasileira, independente de panelinhas e grupos.
E isso vale para mim também.
P.S.: O termo Geração 00 foi usado pela primeira vez em um ensaio da Revista Trip. E ninguém reclamou.
Posted at 23:40 by spectorama ::
Tomou doril...
O garoto enxaqueca está no primeiro parágrafo.
Posted at 18:01 by spectorama ::
Som indie da tarde
Life is unfair. Kill yourself or get over it.
Ouvir Black Box Recorder às vésperas de um final de semana caótico é um ato suicida.
Posted at 15:16 by spectorama ::
The king
Vinte e cinco anos sem o Rei Elvis.
Todos de joelhos.
Posted at 10:12 by spectorama ::
Vovô
O dia começa com o álbum The Sophtware Slump do Grandaddy, que, na minha humilde opinião, fez o melhor show no Free Jazz Festival ano passado.
Posted at 10:06 by spectorama ::
Tudo de bom
Previsão para o final de semana: trabalhar até tarde hoje, trabalhar no sábado, trabalhar no domingo até a segunda-feira amanhecer. Às vezes penso que propaganda não é vida... mas, de qualquer forma, ela sustenta a minha vida.
Posted at 09:07 by spectorama ::
Quinta-feira, Agosto 15, 2002
Finalmente
A TXTmagazine.com de agosto já está no ar.
Posted at 23:20 by spectorama ::
Volta Pôneifax
No ano de 1998, Gustavo Mini Bittencourt, guitarrista da banda gaúcha Walverdes, e o designer Renan Schmidt lançaram o fanzine Pôneifax. A idéia era integrar literatura com design. Foram apenas três edições, mas eram muito, muito geniais. Agora estou lançando o movimento Volta Pôneifax. Escreva para o Mini e peça para que ele volte com o fanzine.
Posted at 16:45 by spectorama ::
Revolution 9
Tem uma revolução na primeiro parágrafo.
Posted at 14:16 by spectorama ::
Uma observação
Morten Harket é um Morrissey mais contido.
Posted at 09:45 by spectorama ::
A-Ha de camarote
A indústria da fama carece de personalidade. É compreensível, apesar de absurda, a disputa de artistas, pseudoartistas e colunáveis pelos holofotes e flashes. Mas, na ânsia de aparecer, esquecem os seus próprios gostos, desgostos e desejos. O show do A-Ha ontem no Credicard Hall em São Paulo foi um exemplo disso. Gente bonita e arrumada, vestindo a camiseta da Kaiser, mais preocupada em comer os acepipes e comentando como a banda está decadente e ultrapassada. Rindo da performance afetada do vocalista. A verdade é que a maioria das celebridades não tem sensibilidade o suficiente para perceber que o A-Ha, por mais pop e comercial que seja, fez um belo show. A batida anos 80 incomoda às vezes. Mas, ora, Take On Me é irresistível.
Além do mais, personalidade também é saber se divertir.
Posted at 09:22 by spectorama ::
Quarta-feira, Agosto 14, 2002
É sério
E hoje vou ao show do A-Ha.
Posted at 17:21 by spectorama ::
Na carne
Carne, saliva, curvas no primeiro parágrafo.
Posted at 12:41 by spectorama ::
Ele voltou
Depois de vinte anos sem produzir nada, Phil Spector volta à ativa. Gravou duas faixas com a banda britânica Starsailor. Caramba. Preciso ouvir isso.
Posted at 11:35 by spectorama ::
Terça-feira, Agosto 13, 2002
As melhores bandas são aquelas que você lembra da primeira vez em que as ouviu
Quarta-feira. Janeiro de 2001.
A Bidê ou Balde organiza um show com outras bandas de Porto Alegre para uma noite de covers. Em meio ao aperto do bar Ocidente encontro a amiga Mariana Bettio. Pergunto se por acaso ela é namorada de um dos integrantes da Superphones, já que havia visto algumas fotos de sua autoria no site da banda. Ela responde que sim e me oferece um CD. Apesar de estar cumprindo uma promessa de não comprar discos durante três meses, desembolso 5 reais e levo o EP Special Play para casa.
Quando coloco o CD no aparelho de som tenho a certeza de que vou detestar o que estou prestes a ouvir. Mais uma banda cantando em inglês e imitando a sonoridade britânica. Então 9th Floor começa com um dedilhado de guitarras inexplicavelmente arrepiante. De repente, não consigo mais fechar a boca. E eu sei que no outro dia vou escrever para a banda, vou dizer que é maravilhosa, vou agir como um apaixonado.
Mas, ora, apaixonado é como eu me sinto ao ouvir Superphones.
Quarta-feira. Janeiro de 2001.
Uma promessa foi quebrada.
Mas um milagre aconteceu.
Posted at 23:10 by spectorama ::
Superbanda
Desde a última sexta-feira os Superphones me deixam com um sorriso no rosto constante. Caramba, como eu gosto desta banda.
Posted at 22:40 by spectorama ::
As vergonhas de Augusto
Às vezes dá vontade de chegar para ele e dizer: "ei, guri, quem você pensa que é?". Mas o fato é que ele tem opinião. Estou falando de Augusto Olivani, um jornalista com quem ando trocando uns e-mails bem interessantes. Leia o Vergonha Alheia para ter uma idéia do que estou falando.
Posted at 22:28 by spectorama ::
Paixão é crime?
Do jeito que andam as coisas, o futuro pode ser parecido com o novo texto do primeiro parágrafo.
Posted at 14:04 by spectorama ::
Sinta o que ela escreve
Existem pessoas que manipulam as suas vidas para que elas possam render um bom livro. Outras simplesmente fazem de suas vidas - às vezes tão normais como a minha e a sua - lindas histórias. Manuela Colla é assim. E o seu post do dia 9 de agosto, sexta-feira, merece ser lido com Coca-Cola e chocolates.
Posted at 11:50 by spectorama ::
Quadradinho is dead
Infelizmente a ótima revista eletrônica Quadradinho acabou. Divergências entre a equipe. Nada de novo quando existem muitas pessoas por trás de um projeto. De qualquer forma, é uma grande perda. O Quadradinho era uma das únicas publicações da internet brasileira feita por jovens que não estavam mais preocupados em simplesmente aparecer. Eram (futuros) jornalistas preocupados em informar e opinar de forma inteligente sem a pose pedante que impera por aí. Além disso, entendiam como ninguém que a cultura pop é muito mais que discos, cinema e livros. Em nenhuma outra revista eletrônica você seria capaz de encontrar resenhas sobre novelas, por exemplo. Fica aqui os meus parabéns à equipe pelo belo trabalho. Espero que a gente possa fazer algo juntos novamente.
Posted at 09:07 by spectorama ::
Wake up
Acordar cedo às vezes não é necessidade. É apenas falta de sono. Há muita coisa para fazer. E o trabalho já não me atrai mais. Ouço a voz de Ana Maria Braga na televisão. Gosto dela. É uma mulher sincera. Honesta. Não tem aquele tom dissimulado da maioria dos apresentadores populares. Os pensamentos ainda estão molhados por causa do banho da manhã. E acabo de descobrir que faltam sessenta (e não cinqüenta como pensava antes) capítulos para terminar a história de João Pedro e Mel X. E você não acredita quando dizem que a vida é curta.
Posted at 08:33 by spectorama ::
Segunda-feira, Agosto 12, 2002
Preciso de um clone
Depois de ler 50 contos (e ainda ter mais uns 200 na fila) finalmente consegui editar a próxima TXTmagazine.com. Se tudo der certo, até o final dessa semana a revista nova estará no ar.
Posted at 19:48 by spectorama ::
Tamanho é documento?
Estou recebendo dezenas de e-mails oferecendo produtos para aumento do pênis. São spams americanos, já que todos os meus endereços são ponto com sem br. Será que eles descobriram que eu sou japonês?
Posted at 19:45 by spectorama ::
Useless
Às vezes o dia passa e você percebe que não fez nada de significante. Ainda bem que me resta a noite.
Posted at 17:16 by spectorama ::
Enquanto isso em Chicago
O Pedro Bopp, que perdeu um show do Coldplay em Chicago há duas semanas, avisa que tem um ingresso sobrando para um show da mesma banda para o dia 24 de setembro. Tem alguém interessado?
Posted at 13:01 by spectorama ::
I know it's over
Pois é. O Free Jazz Festival acabou.
Posted at 12:57 by spectorama ::
Two hearts
Tem dois corações no primeiro parágrafo.
Posted at 12:48 by spectorama ::
Good Humor
A semana começa com o álbum Good Humor da banda Saint Etienne. Além de ter uma música com o título de Sylvie, no encarte há um texto de Douglas Coupland. Perfeito.
Posted at 10:52 by spectorama ::
Domingo, Agosto 11, 2002
Grown ups
Superphones deixou de ser uma das poucas bandas do Brasil que gosto. Agora é uma das bandas que mais gosto. Simples assim.
Posted at 21:00 by spectorama ::
Sexta-feira , Agosto 09, 2002
Neo's guitar
O programador responsável pela banda doves deixou diversas falhas no Matrix durante a concepção do tão aclamado álbum The Last Broadcast. Ou seja, é impossível não ter uma sensação de déja vu ao ouvi-lo. É um bom disco, claro, e talvez mereça estar na lista dos melhores de 2002. Porém, ainda prefiro The Cedar Room, do debut Lost Souls. Essa sim é uma grande música.
Posted at 16:54 by spectorama ::
As pessoas dos livros
Às vezes você cria personagens. E estes personagens crescem, ganham vida, passam a fazer parte do seu dia-a-dia. Pensei que nunca fosse abandonar Spit, o cara que me acompanhou em muitas histórias e projetos. Mas chegou a hora de ouvir outras vozes. E agora estas novas vozes estão sempre ao meu lado. E sinto saudades delas, preciso saber o que irão fazer amanhã, quero que estejam por perto.
Estes são os meus filhos.
Você quer conhecê-los?
Posted at 14:48 by spectorama ::
O homem sem medo
Veja o trailer de Demolidor no site do filme. Matt Murdock e Elektra, um dos casais mais sensacionais do mundo dos quadrinhos, em carne e osso.
Posted at 14:33 by spectorama ::
Pequena mulher da biblioteca
No primeiro parágrafo existe alguém que vive dentro de livros.
Posted at 14:28 by spectorama ::
Dançando com a lua
Moondance foi lançado por Van Morrison em 1970. E faz muito mais sentido do que a maioria dos discos que está chegando hoje às lojas.
Posted at 10:31 by spectorama ::
Café da manhã
O café da manhã de hoje foi um capítulo inteiro de Girlfriend In A Coma. Estou tendo uma overdose de Douglas Coupland.
Posted at 10:17 by spectorama ::
Quinta-feira, Agosto 08, 2002
Beth Blue
Daybreaker, o novo álbum de Beth Orton, é um dos lançamentos mais bonitos do ano. E é sempre bom lembrar que a menina gravou uma música de Phil Spector no seu primeiro disco.
Posted at 16:35 by spectorama ::
Palandi...
O que diabos Eduardo Palandi quis dizer com cabelo heteredoxo?
Posted at 13:01 by spectorama ::
Ranking indie
Outra do blog da Revista Zero: o sempre impágavel Eduardo Palandi postou um ranking de quem é mais indie no Brasil. E eu estou em terceiro lugar, depois de Márcio Custódio (um dos criadores da festa Sound em São Paulo, que acaba de partir para outros projetos) e do jornalista Lúcio Ribeiro. E como a minha excelentíssima está em décimo-nono lugar no ranking, provavelmente somos o casal mais indie do Brasil. Não é divertido?
E se você, como a maioria da população brasileira, não sabe o que é indie, vou tentar explicar. Indie é um termo que vem de independente, e é utilizado no Reino Unido quando se fala de bandas, claro, independentes. Os indies, então, seriam aquelas pessoas que ouvem bandas alternativas. Seriam porque no Brasil a gente sempre distorce e exagera tudo.
Por que sou indie? Sei lá. Talvez porque eu tenha citado The Jesus & Mary Chain no meu livro (cujo prefácio, inclusive, foi escrito pelo Lúcio Ribeiro, o que faz de nós dois mais indies ainda). Ou, como dizem por aí, sou indie porque sei o que significa indie.
Posted at 12:57 by spectorama ::
My aim is true
A Alison do primeiro parágrafo é uma criação do mestre Elvis Costello.
Posted at 11:13 by spectorama ::
Children of the revolution
Fotografias, brinquedos, cores. Tudo isso no primeiro parágrafo.
Posted at 11:02 by spectorama ::
Mi casa
Sobre a mesa da cozinha: um exemplar em inglês e um em português de Microserfs, e um exemplar em inglês e um em português de Generation X, ambos de Douglas Coupland. Ao lado da cama: O Álbum Negro, de Hanif Kureishi, e Nove Estórias, de J.D. Salinger. Na escrivaninha: All Hail The New Puritans, uma coletânea com contos de 12 escritores da nova geração britânica, entre eles Alex Garland, autor de A Praia.
Releio partes da vida dos outros para criar mais vida aos meus outros. Escrevo sobre pessoas que não existem sem a leitura.
Caminho pela casa em busca de inspiração.
Posted at 09:38 by spectorama ::
Implosões
E o dia começa com One Part Lullaby, do The Folk Implosion.
Posted at 09:27 by spectorama ::
Quarta-feira, Agosto 07, 2002
Perros
Finalmente assisti ao filme Amores Brutos. Fiquei com inveja do roteirista. Principalmente da história da modelo na cadeira de rodas. Ainda bem que moro no primeiro andar. Porque tem vezes que dá vontade de pular do prédio de tão triste que o filme é.
Posted at 15:19 by spectorama ::
Uni
O texto do primeiro parágrafo é para aqueles que adoravam o desenho A Caverna do Dragão.
Posted at 11:15 by spectorama ::
Aspas ou travessão?
Estou em um dilema. Comecei escrevendo todos os diálogos de Cassino Hotel usando travessões. E agora estou pensando em mudar para aspas. Existe também a possibilidade de não usar nada. Parece pouca coisa, mas isso está me matando.
Posted at 10:23 by spectorama ::
Death In Vegas
Aviso: o novo álbum do duo inglês Death In Vegas está sensacional. Não saiu ainda, não sei quando sai, mas receber os links certos pode resolver todos os seus problemas.
Posted at 10:09 by spectorama ::
Webnesday and I'm in love
Teenage Fanclub deixa qualquer dia com cara de sexta-feira.
Of all the stars I've ever seen, you are the sun.
Posted at 09:25 by spectorama ::
Terça-feira, Agosto 06, 2002
Pessoas mudam
Tudo muda. Inclusive o primeiro parágrafo.
Posted at 18:09 by spectorama ::
Van, the man
O primeiro título de Cassino Hotel era As Quatro Estações. Depois, mudei para Os Dias Antes do Rock and Roll. E quem inspirou este título estranho foi o velhinho irlandês mais soul do mundo: Van Morrison. In The Days Before Rock and Roll, do excelente álbum Enlightment, de 1990. E este disco é a trilha do final do dia por aqui.
Posted at 17:08 by spectorama ::
Gracias, Gustavo
Alguns leitores já escreveram perguntando se vou publicar no spectorama alguns trechos do novo romance que estou escrevendo. Cassino Hotel permanecerá inédito até eu colocar o ponto final. Pelos meus cálculos, se eu escrever dois capítulos por dia, em mais ou menos 30 dias está tudo ok. Mas não posso prometer nada. A questão é que, quanto mais escrevo, mais percebo o quanto fui influenciado pelo pouco que li de Gustavo Fischer, um escritor que escreve bem menos do que deveria. Leia tudo dele. Vale a pena.
Posted at 17:02 by spectorama ::
Mestre
Nostalgia é uma arma.
Douglas Coupland é mestre.
Posted at 16:48 by spectorama ::
Perdendo o imperdível
Pedro Bopp, um amigo que está morando em Chicago, acaba de escrever dizendo que perdeu o show do Coldplay na última sexta-feira. Motivo: sold out.
Posted at 14:17 by spectorama ::
Coupland's breakfast
Hoje de manhã reli partes de Geração X e Miss Wyoming, de Douglas Coupland. O resultado desse café da manhã melancólico você lê no primeiro parágrafo.
Posted at 11:22 by spectorama ::
Escribas
Dois blog de jovens autores que merecem destaque: Elder Tanaka e Juliana Azevedo.
Posted at 10:48 by spectorama ::
Liam, Lennon
Songbird, do Oasis, é o melhor John Lennon desde 1980.
Posted at 10:43 by spectorama ::
Segunda-feira, Agosto 05, 2002
Geração X, ó pá
Eu iria escrever um e-mail para agradecer. Mas decidi fazer os meus agradecimentos em público. Acabo de receber um presente muito legal de um leitor. Randall Neto comprou o romance Geração X, de Douglas Coupland, e só descobriu que era uma edição portuguesa quando o livro chegou em sua casa. Insatisfeito, ele me deu presente. Realmente é difícil de ler com o português português, mas como sou fã do Coupland só tenho que registrar aqui todo o meu sorriso.
Valeu, Randall.
Posted at 19:28 by spectorama ::
Um pouco de verdade
Tem pouco texto no primeiro parágrafo.
Posted at 19:16 by spectorama ::
Viva as bundas
Declarações de Chris Martin, do Coldplay, na revista Q deste mês: "Perdi minha virgindade há dois anos" e "Pensava que era gay". Somente um cara com perfil desse poderia fazer esse sonzinho bunda do Coldplay. Só falta o pessoal do Travis assumir.
O texto acima foi postado no blog da Revista Zero por Alexandre Petillo. Respeito a opinião de Petillo, mesmo que encharcada de preconceito e má vontade (é só ler a matéria para entender que as declarações de Chris Martin fazem todo sentido). A minha birra aqui nem é com o editor da mais nova revista de música do país. Até porque esta idéia de que o Coldplay faz um sonzinho bunda não é exclusividade dele. E é justamente isso que questiono.
É preciso muita coragem para fazer o que o Coldplay faz. Todo mundo vive dizendo que bom mesmo é Strokes, Hives, White Stripes, Vines, Ryan Adams. É bom? É. Os caras têm talento? Têm. Mas é mais fácil ser um Julian Casablancas do que um Chris Martin. É mais fácil tocar bem alto, maltratar as guitarras e reciclar Nirvana, Stooges e Violent Femmes do que tentar resgatar a poesia da música pop. É mais fácil posar de cowboy com o coração quebrado do que ser um jovem de vinte e poucos anos acusado de ser sentimental demais.
E quer saber? As canções de A Rush Of Blood To The Head, o novo álbum do Coldplay, machucam mais os ouvidos do que qualquer microfonia e distorção. E provam que Chris Martin possui muito mais atitude rock and roll do que os tais salvadores. Porque ser rock and roll é ter a coragem de expor os seus sentimentos, de forma honesta e sincera, em um mundo em que ser irônico é ser fodaço, e ser emotivo é ser bunda.
Pois então. É hora de admitir: eu gosto de bunda.
Posted at 17:05 by spectorama ::
Ice cream baby
Hoje tem sorvete no primeiro parágrafo.
Posted at 13:15 by spectorama ::
Procura-se
Obrigado, Alexandre Linares, pela capa em GIF. Mas se alguém puder fazer algo em flash, ainda agradeço. Por favor, webdesigners, me escrevam.
Posted at 08:22 by spectorama ::
Domingo, Agosto 04, 2002
A voz de Kate
Melhor do que encontrar o novo álbum do doves na loja que fica na mesma quadra que a sua casa é comprar The Kick Inside, da Kate Bush, por dez reais. E o encarte tem as letras. Por isso, finalmente descobri o que ela canta no refrão de Wuthering Heights. Afinal, a mulher transforma as palavras. O lado ruim é que fico lembrando da Tetê Espíndola. Fazer o quê...
Posted at 21:47 by spectorama ::
Expediente
O spectorama não funciona aos finais de semana. Mas dar um oi não custa nada.
Posted at 21:42 by spectorama ::
Sexta-feira , Agosto 02, 2002
Favor
Se você é webdesigner e pode fazer uma capa para a TXTmagazine.com até a quarta da semana que vem, escreva agora para mim. Obrigado.
Posted at 17:32 by spectorama ::
Onde tudo começou
É verdade que a minha linguagem é mais coloquial e contemporânea. Mas por causa deste texto, o capítulo sete do romance O Jogo da Amarelinha, de Julio Cortázar, coloquei um pouco de poesia no que escrevo. Desde que li estes dois parágrafos, quando tinha 16 anos, prometi a mim mesmo que tentaria chegar a este nível de emoção. Quem sabe um dia, quem sabe um dia...
Toco a sua boca, com um dedo toco o contorno da sua boca, vou desenhando essa boca como se estivesse saindo da minha mão, como se pela primeira vez a sua boca se entreabrisse, e basta-me fechar os olhos para desfazer tudo e recomeçar. Faço nascer, de cada vez, a boca que desejo, a boca que a minha mão escolheu e desenha no seu rosto, e que por um acaso que não procuro compreender coincide exatamente com a sua boca, que sorri debaixo daquela que a minha mão desenha em você.
Você me olha, de perto me olha, cada vez mais de perto, e então brincamos de cíclope, olhamo-nos cada vez mais de perto e nossos olhos se tornam maiores, se aproximam uns dos outros, sobrepõem-se, e os cíclopes se olham, respirando confundidos, as bocas encontram-se e lutam debilmente, mordendo-se com os lábios, apoiando ligeiramente a língua nos dentes, brincando nas suas cavernas, onde um ar pesado vai e vem com um perfume antigo e um grande silêncio. Então, as minhas mãos procuram afogar-se no seu cabelo, acariciar lentamente a profundidade do seu cabelo, enquanto nos beijamos como se tivéssemos a boca cheia de flores ou de peixes, de movimentos vivos, de fragância obscura. E se nos mordemos, a dor é doce; e se nos afogamos num breve e terrível absorver simultâneo de fôlego, essa instantânea morte é bela. E já existe uma só saliva e um só sabor de fruta madura, e eu sinto você tremular contra mim, como uma lua na água.
Posted at 15:34 by spectorama ::
Come on Eileen
Dexy's Midnight Runners é a trilha do dia. Soul celta, como o mestre Kevin Rowland definiu. Fundamental.
Posted at 15:18 by spectorama ::
Jeans
Às vezes dá vontade de passar o mês inteiro com a mesma calça jeans. Assim, quando você não quer andar, elas andam por você.
Posted at 15:14 by spectorama ::
Wonder, woman
As mulheres mandam.
P.S.: Tem texto novo no primeiro parágrafo.
Posted at 13:09 by spectorama ::
Until I believe in my soul
Chega. Cansei de brincar. É sério. Este tempo frio e cinzento já deu o que tinha que dar. São Paulo no inverno fica triste. E inverno, para mim, é melancolia. Aliás, bonita esta palavra. Melancolia.
Posted at 12:46 by spectorama ::
Arco-íris
Se chover agora será que o cinza vai embora?
Posted at 11:15 by spectorama ::
Quinta-feira, Agosto 01, 2002
O dia em que Fran Healy perdeu o seu trono
A verdade é que todos comparam Coldplay ao Travis. Eu sempre preferi a segunda banda. Mas agora tudo mudou. Ainda acredito que Travis é ótimo. Mas no quesito coisas do coração o Coldplay dá de dez zero. Ainda mais agora que o conselheiro dos caras é simplesmente o coelhinho Ian McCulloch. Só para avisar: viciei neste novo disco.
Posted at 22:59 by spectorama ::
New York, New York
Se o seu corpo fosse uma cidade, qual cidade seria? No novo texto do primeiro parágrafo a minha narradora seria...
Posted at 22:49 by spectorama ::
Doctor, doctor
Como estariam as árvores da Rua Doutor Timóteo em Porto Alegre? Aquele túnel verde merece um conto, um romance, uma monografia. É quase que uma síntese do inverno na cidade.
Posted at 17:19 by spectorama ::
Nocaute
Coloco os fones de ouvido. E sinto uma furadeira dentro de mim.
Todas as pessoas um dia são tocadas pela música quando crianças, quando adolescentes. Algumas conseguem desviar de seus socos no estômago, dos chutes no coração, das porradas na orelha. Outras simplesmente não conseguem mais levantar. Quando você é derrotado pelos bons deuses da música pop tudo o que pode fazer é permanecer deitado... esperando por mais.
Posted at 14:44 by spectorama ::
Por que ouvir Coldplay?
O rock não precisa ser salvo coisa nenhuma.
As pessoas é que precisam.
Posted at 14:39 by spectorama ::
Teclados
Eu deveria ter aprendido a dedilhar um piano em vez de uma máquina de escrever. (É isso mesmo, sou velho, comecei com uma Olivetti Lettera, não em um PC.)
Posted at 14:11 by spectorama ::
Oh, you've got grey eyes
Dias cinzas deveriam ser exclusividade de cidades como Londres, Amsterdam, Barcelona, Buenos Aires e Porto Alegre. Melancolia definitivamente não combina com os paulistas.
Posted at 14:01 by spectorama ::
Você tem vontade chorar quando me vê?
Hoje o texto do primeiro parágrafo foi escrito com lágrimas.
Posted at 12:39 by spectorama ::
Prepare o seu coração
Você não precisa esperar até o dia 28 de agosto para ouvir A Rush Of Blood To The Head, o novo álbum do Coldplay. Aqui você encontra todo disco em ótima qualidade.
Posted at 10:37 by spectorama ::

