Sexta-feira , Dezembro 20, 2002
Até e obrigado
As pessoas esperam que o escritor busque as palavras não ditas.
Eu não me interesso por isso.
Em 2003 eu quero as palavras comuns, que são faladas em voz baixa nos corredores escuros dos apartamentos. Eu quero mandar a vergonha para o inferno. Eu quero chutar a falsa expectativa de que devemos ser revolucionários, marginais, originais.
Seguindo a contramão, eu busco a minha originalidade.
Esta é a minha revolução.
Um beijo no coração de todos vocês.
Hoje estou indo para a cidade mais linda do mundo. Se eu puder, atualizo o blog. Ou então nos vemos em janeiro.
E mais uma vez: obrigado por me ler.
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LomoHome of the day
Notícia boa do dia: a minha LomoHome foi escolhida a LomoHome Of The Day, e é a imagem principal da página da Sociedade Lomográfica. Isso significa que eu vou ganhar de presente uma câmera Pop9. Se bem que conheço uns brasileiros que também foram escolhidos e até hoje não receberam a maquininha. Vamos esperar.
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Quinta-feira, Dezembro 19, 2002
Canções que Deus nos ensinou
Algumas canções que fizeram de 2002 um ano legal para viver. Atenção: esta é uma lista comentada.
The Scientist - Coldplay - Metade da população mundial acredita que a banda de Chris Martin só faz canções choronas. Eu não me importo. Apenas choro junto. Mas, voltando ao asssunto, o que mais me impressiona nesta música é o vocal. Ouça com atenção. Ele é cheio de falhas. O cara está sofrendo mesmo. Isso, meu amigo, é que é rock pesado.
Kamera - Wilco - É difícil apontar a melhor música do perfeito Yankee Foxtrot Hotel. Voto em Kamera porque ela é pop até o último fio de cabelo. E, mesmo assim, não cai no lugar comum e prova que ainda é possível reinventar o rock. Linda também é a versão demo, com o seu andamento spectoriano.
Don't Know Why - Norah Jones - Simplesmente a canção mais cool do ano.
Silent Sigh - Badly Drawn Boy - Tem gente que faz música para consumo próprio e acaba agradando aos outros. Acredito que Badly Drawn Doy seja assim. Cada disco seu parece ser uma homenagem aos seus ídolos. E Silent Sigh é puro Lennon. Mas, ainda assim, é impossível ficar indiferente ao escutá-la.
The Hindu Times - Oasis - Os caras sabem fazer rock and roll. Lançam discos bem medianos, mas a gente sempre encontra uma música decente. E Hindu Times é boa pra cacete.
When It Rains - Brad Mehldau - A minha obsessão por jazz começou com esta música. E ela me dá vontade de pintar. Quadros, não paredes.
Walk On Me - Ben Kweller - A primeira vez que ouvi o álbum Sha Sha foi em quarto de hotel no Rio de Janeiro. Depois que desliguei o discman, falei para a Sylvie que o guri era muito, muito bom. Ela ficou desconfiada (afinal de contas, ela é a parte metal do casal), mas levou o disco para casa porque precisava entrevistar o cara. E não é que a menina acabou se apaixonando pelo disco? Depois de quase um mês, ela deixou o cd comigo. E aí pude ouvir com mais atenção. Gosto de todas as músicas, mas Walk On Me me dá vontade pular, gritar e fazer air guitar.
Cansei. Depois eu continuo.
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Quarta-feira, Dezembro 18, 2002
Quando o Radiohead era bom
Toda a genialidade do Radiohead está condensada no último minuto da canção The Bends. O vocal implorando I want to live and breath, I want to be part of the human race sobre aquele muro de guitarras... talvez só No Surprises chegue perto no quesito emoção.
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Fome de casa
Preparem o churrasco e o xis coração.
Sábado estarei em Porto Alegre.
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Terça-feira, Dezembro 17, 2002
Bibliotecas em Havana
Livros esperam ser lidos no primeiro parágrafo e na Menina do Didentro.
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Segunda-feira, Dezembro 16, 2002
Eu também quero ser um cientista (ou por que The Scientist é a melhor música do ano)
O braço está cansado. Os dedos não conseguem acompanhar as palavras que surgem em imagens musicadas em minha cabeça. A fumaça do cigarro dança enquanto os olhos fechados me guiam por entre teclas. Letras que escolho por instinto. Palavras que nascem sem saber se um dia irão encontrar o mar de sua leitura. Quero cair em sua vida como um piano de alma, uma guitarra crescente, um uivo de poesia. A metafóra é simples. Sou apenas um ladrão de sentimentos, fragmentos da vida alheia, frases que cato no ar como bolhas de sabão. E desafinado, roubo o tom das canções que me fazem acreditar que mais trinta anos valem a pena. Você pode me achar um escritor de quinta categoria, que não trago nada de novo para a sua cultura de academia, que não passo de um homem sem talento posando de romântico. A verdade é que não sou um escritor, que não tenho cultura, que não tenho em mim o romantismo que imagina. Você precisa apenas ouvir o que ouço agora, a voz de Chris Martin afirmando questões sobre ciência, ciência e progresso, não falam mais alto que o meu coração, sim, isso é tudo que qualquer um de meus leitores precisam saber. Porque é isso que sou. É isso que faço. Todas as minhas palavras, para o bem ou para o mal, são reflexos das músicas que me tocam feito alfinetes, pequenas pontadas em minha pele, que, aos poucos, fazem os meus dedos deslizarem pelo teclado com a pretensão de serem assim, pequenas canções capazes de fazer você fechar os olhos. Quem me lê de olhos fechados lê melhor. O resto, bem, o resto são pessoas que fogem da única verdade que o mundo é capaz de nos dar. E se estarei sendo brega se encerrar este texto dizendo é o amor, que se foda. Apenas me leve de volta para o começo.
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O cientista Chris Martin
A melhor música do ano só poderia ter um dos clips mais bonitos do mundo.
The Scientist do Coldplay.
Veja. Ouça. Chore.
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Island in the sun
Final de semana com o pessoal da firma.
Quero a minha cama de volta.
Para acordar: Weezer.
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Quinta-feira, Dezembro 12, 2002
Bloco do eu sozinho
Não comentei nada sobre o Festival Upload. Bom, se alguém ver a Fabbie Batistela por aí, mande os meus parabéns. Ela deu um show de organização.
Quanto à música, só tenho uma coisa a dizer: Los Hermanos é a melhor banda brasileira desde o De Falla dos dois primeiros discos.
P.S.: Registrei com a minha Lomo LCA alguns shows do festival. Está tudo lá na minha LomoHome.
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Terça-feira, Dezembro 10, 2002
Futuro
Às pessoas que perguntam sobre o livro novo: espero colocar o ponto final na semana de 06 a 12 de janeiro de 2003. Por isso, já aviso que durante estes dias estarei totalmente incomunicável.
Existem diversos projetos para 2003. Muitos deles de simples realização. Porém, preciso encerrar de uma vez o ciclo pop com o novo romance.
Mas para quem deseja novidades imediatamente: escrevi um conto de alto teor roqueiro para uma revista de circulação nacional. Estou finalizando mais um texto para um grande e novo site, e pretendo colocar no papel um ensaio sobre a paixão que a Lomografia exerce sobre as pessoas.
Peço desculpas pela descaso que às vezes tenho com você, mas o trabalho ganha-pão me consome demais. Será que alguém conhece um mecenas?
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Inside of love
A melhor música do mundo hoje.
Inside Of Love da banda Nada Surf.
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Happy thanks
Estou profundamente grato por todas as demonstrações de carinho via comentários e e-mail.
Completar trinta anos foi mais fácil do que eu pensava.
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Segunda-feira, Dezembro 09, 2002
É tudo, por hoje
Hoje é o dia em que recebo abraços, beijos, telefonemas distantes. E, óbvio, parabéns. Mas agora que acordei cedo porque ela precisa ir trabalhar, descubro que mereço parabéns por estar ao lado de alguém que está me ensinando o que é dividir uma vida.
Eu ganhei o presente definitivo e nem tinha percebido.
Por isso, é na sua boca que hoje quero assoprar as minhas trinta velinhas.
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Sexta-feira , Dezembro 06, 2002
Eu confesso
Eu gosto da Pink.
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Fotinhas, fotinhas, fotinhas
Fotos novas na minha LomoHome. A câmera é a Lomo LCA. As coisas estão meio fora de foco, mas faz parte da brincadeira. Detalhe: tudo foi tirado sem flash com filme ASA 100. Que maquininha doida!
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Quinta-feira, Dezembro 05, 2002
Careless heart
Ouvir o álbum Mystery Girl do Roy Orbison é algo que faz todo o seu corpo sorrir.
Piegas isso.
Mas que se dane.
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Gabriel's gift
O novo romance de Hanif Kureishi, um dos prediletos da casa, acaba de ser lançado no Brasil. O Dom De Gabriel já começa bem pela capa: um menino segurando uma guitarra. Um ótimo presente para pedir de amigo secreto.
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Valeu, Grêmio
E o Grêmio ganhou mas perdeu. Pelo menos estamos na Libertadores. Agora sou Santos desde criancinha.
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Beach Chilli Peppers
O bom de ter quase trinta anos é que você já tem um pouco de cabeça para admitir os seus preconceitos. Nunca, mas nunca mesmo, fui com a cara da banda Red Hot Chilli Peppers. Mas preciso dizer que este disco novo é uma aula de música pop. Lembra muito Beach Boys. E Tear é uma das canções mais bonitas que ouvi em 2002.
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Quarta-feira, Dezembro 04, 2002
Unhappy birthday, como diria Morrissey
Clima de aniversário no primeiro parágrafo e na Menina do Didentro.
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Fernanda
A minha sobrinha descobriu o spectorama. Preciso tomar cuidado com o que escrevo aqui.
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Don't think, juts shoot
A minha Lomo Kompact Automat chegou de Leningrado. Nova, na caixa, lacrada. Fabricada em 1991. E com uma embalagem que mais parece de pão. Estes russos...
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Terça-feira, Dezembro 03, 2002
Brett & Phil
Em homenagem ao grande Eduardo Palandi estou ouvindo hoje o álbum Head Music do Suede. E o fato curioso é que fui ler sobre o disco no All Music Guide. E entre os trabalhos semelhantes eles colocaram um Phil Collins. Veja só. A Sylvie vai ficar feliz.
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Segunda-feira, Dezembro 02, 2002
Ufa
O meu cérebro pegou no tranco. E consegui terminar um dos dois contos encomendados. Em breve, nas bancas. Se o editor aprovar, é claro.
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Agora sim
Eu tinha sérios problemas com o tal do Ryan Adams. Sempre achei o cara superestimado. Mas este disco novo é um senhor álbum. Mais pesado nos rocks, mais bonito nas baladas. Você consegue ver o meu braço torcido daí?
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Comunicado importante
ATENÇÃO: O MEU CÉREBRO PIFOU.
Se é que algum dia eu tive um.
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