Sexta-feira , Fevereiro 28, 2003
How long will I love you?
The Waterboys no aparelho de som.
Ser feliz é muito mais simples do que a gente imagina.
Posted at 10:36 by spectorama ::
Quinta-feira, Fevereiro 27, 2003
Mais um lost weekend
Em outubro de 2000 fui convidado para escrever um artigo para a revista eletrônica Rock Online. Já que falamos sobre o lost weekend de John Lennon, decidi publicar o texto aqui.
O Final De Semana Perdido
Eu peço desculpas por ser tão óbvio. Quando recebi o convite para escrever sobre literatura e rock'n'roll para o Rock Online, pensei nas mais diversas abordagens. Até esbocei um pequeno conto sobre o assunto. No entanto, John Lennon e a sua perfeita e arrepiante "Nobody Loves You (When You're Down and Out)" não sai dos meus fones de ouvido há mais de duas horas, e isso me fez lembrar de uma cena emocionante da peça "A Vida é Cheia de Som e Fúria", da Sutil Companhia de Teatro de Curitiba. E, azar o seu, resolvi escrever mais um texto sobre o badaladíssimo romance "Alta Fidelidade" do inglês Nick Hornby.
Mas, convenhamos, o momento é apropriado. O filme homônimo baseado no livro, dirigido por Stephen Frears e protagonizado por John Cusack, finalmente está estreando nos cinemas brasileiros. Tive a honra de assistir a película em uma sessão especial aqui em Porto Alegre e, apesar do excelente elenco, saí da projeção com uma pontinha de decepção. Não que eu seja um daqueles chatos que sempre preferem os livros aos filmes. O fato é que "A Vida é Cheia de Som e Fúria" é um espetáculo tão rico em emoções visuais e, principalmente, musicais que fica difícil gostar de qualquer outra adaptação da história de Nick Hornby. E, podem conferir, Guilherme Weber criou um Rob muito mais humano e verdadeiro que John Cusack. O primeiro é carne e osso, consegue ser engraçado, canalha e sofrido ao mesmo tempo. O segundo é apenas uma caricatura de um homem em uma crise dos 30 anos.
E o que John Lennon tem a ver com isso?
Bem, esta overdose de "Alta Fidelidade", o livro, a peça, o filme, tudo isso começa a ter outro sentido a medida que ouço mais e mais "Nobody Loves You (When You're Down and Out)". Na verdade, "Alta Fidelidade" é a versão romanceada e moderna do chamado lost weekend de John Lennon. Se você conhece um pouco da biografia do ex-beatle, já deve ter ouvido falar deste final de semana perdido. Tudo começou quando Lennon, em uma festa, trancou-se no banheiro com outra. Talvez não tenha sido a sua primeira infidelidade, mas aquele constrangimento e falta de respeito em público foi a gota d'água para Yoko Ono pegar as suas coisas e se mandar. Como Rob Fleming, Lennon, o canalha, foi chutado. E, por mais que estivesse sofrendo, sabia que merecia ser abandonado. Foi neste ano, 1974, que Lennon gravou um dos melhores álbuns de sua carreira solo, "Walls and Bridges", onde está a tal de "Nobody Loves You (When You're Down and Out)". O disco é um pedido de perdão, com belíssimas canções repletas de referências à Yoko Ono.
"Alta Fidelidade" é, em sua essência, a trajetória de um homem em seu final de semana perdido. No entanto, Rob Fleming não tem talento para escrever canções. Mas tem talento de sobra para ouvir canções. E, de top 5 em top 5, vai revisitando toda a sua vida amorosa, como se, com isso, fosse possível descobrir os seus erros para corrigir o relacionamento com a sua Yoko Ono, a Laura. Esqueça as referências pop, esqueça a obsessão dos personagens pela música, esqueça Londres ou Chicago (onde o filme se passa). "Alta Fidelidade" deve ser lido como se ouve um disco de rock escrito especialmente para exorcizar demônios. E não acredite no rótulo comédia romântica: um lost weekend é nada mais do que o fundo do poço.
E, você sabe, assim como no rock'n'roll, as melhores histórias são sempre as de fossa.
John Lennon e Rob Fleming que o digam.
Posted at 19:17 by spectorama ::
Save the last dance for me
Eu posso ficar horas e horas falando de John Lennon. Sei que às vezes isso irrita as pessoas, mas é difícil esconder a paixão que tenho pelo cara. Hoje, por exemplo, quase tive um colapso ao ouvir em uma loja de discos o álbum Pussycats, de Harry Nilsson e produzido por Lennon em 1974.
As gravações aconteceram em meio a uma intensa sessão de drogas e álcool no famoso lost weekend de Lennon, quando ele e Yoko Ono estavam separados. A parte triste da história é que Nilsson estava com uma séria infecção na garganta. E, temendo que Lennon cancelasse tudo, escondeu a doença. Mas o cara foi além. Cantou tudo o que podia. O resultado dessa verdadeira declaração de amor ao rock'n'rol foi trágico: Nilsson nunca mais pôde cantar direito.
É impressionante como é possível captar a presença de Lennon no disco. A música de abertura é simplesmente cortante: uma versão arrastada de Many Rivers To Cross, de Jimmy Cliff.
Bom, o álbum foi lançado no Brasil com faixas-bônus. Se você ama Lennon como eu, é um disco indispensável.
Posted at 17:27 by spectorama ::
You are the one with sexy shoes
E o disco de hoje é o We Love The City da banda inglesa Hefner. Ele lembra muito o meu início de namoro, o que é sempre bom. Às vezes é bom saber que você é capaz de se apaixonar várias vezes pela mesma pessoa.
Posted at 13:27 by spectorama ::
Olhares
Uma das coisas legais de ser um apaixonado por fotografia é a mudança do seu olhar. Hoje, já não vejo o mundo como via antes. É clichê, eu sei, mas é legal perceber quando isso acontece com a gente. Há duas semanas, por exemplo, cheguei em casa cedo. E fui para a varanda do apartamento. De repente, percebi cores diferentes no céu. Busquei imediatamente a minha Lomo LC-A. E o resultado, para a minha surpresa, foi mais belo do que esperava.
Posted at 13:23 by spectorama ::
Quarta-feira, Fevereiro 26, 2003
Segurem as pilhas!
A minha câmera Holga 120 SF é praticamente um brinquedo. E ela usa pilhas para o flash. E as pilhas ficam presas bem em frente ao filme. E as pilhas se soltaram. Veja o resultado desse inusitado acidente no photoblog.
Posted at 12:51 by spectorama ::
Estive fora uns dias
Fiquei uns dias sem postar. Sabe como é: falta de tempo e assunto.
E, confesso, bateu uma certa preguiça.
Posted at 10:11 by spectorama ::
Sexta-feira , Fevereiro 21, 2003
Sobre Arthur Franquini e a cena independente de rock no Brasil
O mundo do rock independente no Brasil é repleto de preconceitos. Tanto de quem faz, bem como de quem ouve, e ainda de quem critica. Quem faz sempre usa o velho papo do controle criativo para justificar a sonoridade muitas vezes pretensiosa feita para consumo próprio. Quem ouve alimenta esta pretensão acreditando que é o ser mais cool do mundo porque apenas compra CDs de bandas que as FMs ainda não descobriram. E quem critica geralmente possui duas posturas: ou rotula o artista como o único sopro de inteligência na música nacional, ou condena a atitude excessivamente estrangeira, com frases-clichê como cantando em inglês o cara não vai chegar a lugar algum, isso não passa de um pastiche de Weezer ou culpa do Radiohead.
A verdade é que, enquanto a maioria das pessoas passeia por aí com o seu nariz empinado, tem gente que está conseguindo ultrapassar a fronteira dos preconceitos do rock independente. Um dos caras que merece destaque é o Cesinha, do selo Highlight Sounds. É impressionante a qualidade de seus lançamentos. Além de lançar boas bandas de punk rock nacional, como o Garage Fuzz, o Highlight Sounds é responsável por belíssimas edições de nomes de expressão internacional. É o caso do Millencolin e do The International Noise Conspiracy. E, claro, não podemos esquecer de Fabricio Nobre, o goiano que faz o rock acontecer à frente da Monstro Discos.
Mas o cara que chegou para bagunçar com tudo atende pelo nome de Arthur Franquini. Ex-baterista de outra ótima banda de punk rock, a Forgotten Boys, Arthur é responsável por um álbum histórico. Exagero? Talvez, mas vamos aos fatos.
Fato 1: When Loneliness Fucks You Up saiu pelo selo Slag. Você não conhece a Slag? Ok, 99% da população brasileira não conhece. Acredito que até uma parte dos amigos de Du Ramos, o poderoso chefão da Slag, não sabe que ele lança discos por aí. A questão é que o selo é quase um lar para as chamadas bandas indies paulistas, que possuem influências de gente estranha como Tindersticks e Olivia Tremor Control. E é preciso tirar o chapéu para o Du. Agora ele agiu como um verdadeiro fã dos Modern Lovers (ok, eles também são meio desconhecidos, mas são um dos principais expoentes do punk de Nova Iorque do final dos anos 70) e colocou na rua um dos melhores álbuns de ROCK que já ouvi. Assim mesmo, em caixa alta e em negrito. A grande ironia é que todos os consumidores indies da Slag devem estar de cabelo em pé. Porque Arthur é puro rock'n'roll, com boas doses de punk e pop. E, ok, muitas vezes lembra o líder dos Modern Lovers, o bardo Jonathan Richman (este você conhece: ele é o cantor que aparece em diversas cenas no filme Quem Vai Ficar Com Mary?), mas o disco deve tudo aos Rolling Stones. Há, inclusive, uma citação de Let It Bleed na ótima There She Goes (Again). O quê? Stones? Se pelo menos fossem os Beatles ainda dava para entender, mas, pô, Stones? Mais um ponto para o Du.
Fato 2: o álbum é duplo e, se você comprar direto da Slag, sai por apenas dez reais. Impressionante, não? Dez reais por dois belos CDs. Um foi gravado em São Paulo e o outro em Buenos Aires. E é difícil de dizer qual é o melhor. E por dez reais fica ainda melhor. Ou seja, há algo muito, muito errado com a indústria fonográfica brasileira.
Fato 3: Arthur canta em inglês. Canta em inglês porque inglês é a língua clássica do rock'n'roll, canta em inglês porque não precisamos de versos complicados disfarçados de poesia, canta em inglês porque usa o vocal como um instrumento, canta em inglês para cuspir melhor, canta em inglês porque em tempos de pocotó-pocotó e já sei namorar o que menos importa é a letra. Quer rock inteligente? Ouça Smiths com um dicionário Oxford do lado. Quer ernegia pura? Quer pular? Quer dançar? Coloque When Loneliness Fucks You Up no aparelho de som e prepare-se para minutos e minutos de sorrisos e la-la-las.
Fato 4: agora a vida dos jornalistas ficou mais complicada. Porque Arthur é bom demais, mas a sua despretensão não permite a idolatria. E o seu disco não pode ser ignorado pela grande mídia. Ou seja, tem grandes chances de não dar certo. Porque, infelizmente, a imprensa musical brasileira vive de egos, teorias recicladas, revistas importadas e política. É uma pena. Depois tem gente que diz que escreve porque rock é a sua grande paixão. E tenho certeza que muita gente vai dizer que não gostou do Arthur só porque é da Slag. Mas que o cara vai confundir a cabeça de todos, ah, vai.
O resumo de tudo isso é muito simples.
O rock independente brasileiro que vale a pena é aquele que chega cheio de punch, chutando o pau da barraca, ignorando os hypes e indo direto ao ponto: a energia dos Stones, dos Ramones, dos Stooges, do MC5.
Que se fodam os indies.
Para saber mais: Slag, Monstro e Highlight Sounds.
Posted at 11:47 by spectorama ::
Quinta-feira, Fevereiro 20, 2003
Transplantados
Transplants é uma das poucas bandas que conseguiram acabar com o meu marasmo musical. Punk rock com batidas quebradas e barulhinhos eletrônicos. Cortesia do grande Tim Armstrong, do Rancid, e de Travis Barker, do Blink 182. O disco saiu no Brasil, então não tem desculpa. Compre já.
Posted at 16:48 by spectorama ::
Quarta-feira, Fevereiro 19, 2003
Parágrafo da Keka
Sim, sim. Hoje temos parágrafo. Estou meio enferrujado. De qualquer forma, acredito que sei quem é a Keka que me enviou a frase. Por isso, se a Carolina está lendo este post, por favor avise a sua amiga Keka que talvez eu tenha escrito um texto com a frase dela. Claro que também existe a possibilidade de não ser quem estou pensando. Mas ok, valeu a intenção.
Posted at 16:44 by spectorama ::
O circo do rock and roll
Você já pode encontrar nas bancas o DVD Rock And Roll Circus dos Rolling Stones. Duas coisas me chamaram atenção: a beleza de Marianne Faithfull e a performance do The Who. A combinação Pete Townshend e Keith Moon é explosiva. Aproveite que o preço está camarada e leve esta jóia para a casa.
Posted at 14:40 by spectorama ::
Terça-feira, Fevereiro 18, 2003
Home sweet home
Você pode pensar que sou um neurótico. Mas há alguns dias emprestei um CD do Everclear para uma estagiária e, na outra tarde, encontei a caixa em cima da sua mesa. Abri e lá estava o último do Red Chilli Peppers. Odeio quando acontece isso. Explico: todos os CDs têm casas. E eles não gostam de dormir na casa dos outros. Simples assim.
Posted at 19:50 by spectorama ::
Segunda-feira, Fevereiro 17, 2003
Protesto metal
Sábado fui a um festival de new metal e as enes vertentes do hard core. Vi apenas um show entre dezenas de bandas. O interessante é que, segundo o vocalista, todas as músicas eram protestos contra a fome, o trabalho infantil, a violência e assuntos afins. Mas, puxa, o cara canta tão rápido e com tantos grunhidos que você não entende nada. Definitivamente não é um protesto inteligente.
Posted at 18:02 by spectorama ::
Speaker 12
Redescobri Drugstore.
Muito bom para ouvir em manhãs de chuva.
Posted at 13:25 by spectorama ::
Holga
Eu tenho um problema: sou o cliente mais chato do mundo. Quando sou tratado bem, sou superfiel, não troco a loja por nada. Mas é só acontecer um deslize que o meu sangue ferve e acabo sendo estúpido com todo mundo. Antes que você diga que estou precisando de terapia, é bom lembrar que todo o dinheiro que poderia ir para um médico vai para discos, livros e, agora, equipamentos fotográficos. Mas estou trabalhando para melhorar. A questão é que já briguei com dois laboratórios de fotografia. Desse jeito vou acabar com a casa cheia de rolos de filmes para revelar.
De qualquer maneira, as primeiras fotografias que fiz com a Holga 120 SF já estão lá no photoblog. É bom lembrar que a Holga é praticamente um brinquedo e possui muitas entradas de luz. Tanto que muita gente costuma colocar fita isolante na câmera. Da próxima vez vou fazer isso. Enquanto isso, você já pode se divertir com as minhas fotografias bizarras.
Posted at 11:14 by spectorama ::
Sexta-feira , Fevereiro 14, 2003
Happy Valentines Day
Hoje é dia de São Velentim.
Por isso, ela está aqui de todas as formas.
Posted at 15:54 by spectorama ::
Quinta-feira, Fevereiro 13, 2003
Só para constar
Eu não consigo parar de ouvir Zwan.
Posted at 17:46 by spectorama ::
Quarta-feira, Fevereiro 12, 2003
I am a Stone, man
O canal por assinatura Cinemax está exibindo Simplesmente Mick, documentário sobre os bastidores de gravação do último álbum solo de Mick Jagger, Goddess In The Doorway. Não importa se o disco é meia-boca ou não. O fato é que impressionante ver como um cara de quase 60 anos, que já poderia se aposentar com louvores por tudo que fez para o bem da humanidade, ainda possui uma energia juvenil. Sou um dos primeiros a condenar estes dinossauros que nunca desistem, mas estou começando a achar que isto é uma grande bobagem. Ou melhor, puro preconceito. A verdade é que Jagger ainda é um apaixonado pelo que faz. E talvez estivesse fingindo para as câmeras, mas o cara é muito humilde. Algumas passagens me impresionaram muito. Vejamos, então.
1. Jagger está no estúdio e, de repente, alguém aparece e diz Mick, Elton no telefone. Sim, era Elton John querendo saber se o Stone iria para a sua festa de verão com renda para ONGs sobre aids. Imagine a cena: você aí, na sua casa, lendo o spectorama e o Elton John liga. Ah, essas celebridades.
2. Toda a equipe de produção vai até a Irlanda para que Bono Vox grave a sua participação. E sabe o que acontece? O vocalista do U2 simplesmente diminui quando chega perto de Jagger. Fica até mais baixo do que parece. E, no almoço, todo tímido, diz Ah, bem, eu queria saber como é que vocês e os Beatles conseguiam escrever tantas músicas nos anos 60. Ou seja, está comprovado: o U2 está com falta de idéias.
3. Nova Iorque, no estúdio com Wyclef Jean, e o nosso protagonista sente dores na garganta. Alguém liga para um tal de Dr. Kessler. Jagger vai até o consultório do cara e o que vemos na parede? Discos e mais discos autografados, por gente como Madonna e Ricky Martin. Deve ser bem barata uma consulta com este Dr. Kessler.
4. E a viagem continua. Dessa vez é Miami. Eles vão até a casa de Lenny Kravitz. Você já viu onde o clone americando do Carlinhos Brown mora? Pelo amor de Deus, que casa é aquela? Anos 70, futurista, brega, chique. Sei lá. Mas muito legal. E o Kravitz ainda coloca um avental e faz um chá para o Jagger.
5. Ainda em Miami, no hotel, uma menininha se aproxima e pergunta Você é o vocalista dos Rolling Stones, não é?, e Jagger responde que sim. Aí a criança dispara Você sabia que a Britney Spears roubou uma música de vocês? Satisfaction? E ela pode fazer isso?. Ele diz que pode, mas não levei muita fé não.
E ainda tem as filhas do Jagger. Elizabeth é muito, muito querida. E a Jade, nossa, é linda, linda, linda.
Fica então a dica. Se puder, assista. Vale a pena.
Posted at 12:05 by spectorama ::
Abóboras divididas
Let It Come Down de James Iha é o disco que abre o dia.
Os Smashing Pumpkins são melhores separados.
Posted at 10:00 by spectorama ::
Terça-feira, Fevereiro 11, 2003
Apareça
Você tem passado lá no meu photoblog?
Posted at 23:10 by spectorama ::
Dave Eggers
Aceita mais uma dica de literatura? You Shall Know Our Velocity de Dave Eggers. O seu primeiro livro fez um sucesso enorme nos Estados Unidos. Mas Eggers decidiu gastar toda a grana na sua editora e revista McSweeneys e na oficina literária 826 Valencia (um projeto de tirar o chapéu, diga-se). Este seu belo (e maluco) segundo livro saiu pela própria McSweeneys, assim como Songbook, o novo do Nick Hornby. Aliás, o tal CD que acompanha os ensaios do Hornby você só encontra na edição americana. É meio complicado de comprar os livros da editora, mas vale a pena procurar. De qualquer forma, a inglesa Penguin irá lançar You Shall Know Our Velocity na Inglaterra. Acho legal a Rocco, que publica o Hornby por aqui, ficar antenada.
Posted at 23:07 by spectorama ::
Post it pessoal
Preciso voltar a escrever.
Falta tão pouco.
Posted at 22:50 by spectorama ::
Bobagens noturnas
Aos poucos o ritmo de trabalho volta ao normal.
E o verão voltou com tudo.
Tudo bem. A gente sente saudade do sol. Mas não somos sorvetes para ficarmos derretendo por aí.
Posted at 22:49 by spectorama ::
Segunda-feira, Fevereiro 10, 2003
Eu quero um corte de cabelo moicano
Aleluia, aleluia.
O jejum de discos acabou. Depois de algumas semanas ouvindo muito Rancid, cheguei à conclusão de que precisava de mais punk melódico para me empolgar. Por isso, adquiri o ótimo Home From Home da banda sueca Millencolin. Bater a cabeça de vez em quando não faz mal a ninguém.
Posted at 14:36 by spectorama ::
Hello, Jed
A leitora Ana pergunta quais livros do escritor canadense Douglas Coupland foram editados no Brasil. É uma pena que um dos melhores autores da atualidade tenha poucos leitores por aqui. Na opinião deste que vos escreve, Coupland é leitura básica para quem deseja entender os anos 90. E não é apenas isso. Você é capaz de citar outro escritor que batizou uma geração? Eu, particularmente, não. Até hoje lembro de uma capa da cultuada revista inglesa The Face com uma fotografia em preto e branco de Winona Ryder e a frase Generation X, título do romance de estréia de Coupland.
Mas vamos ao que interessa. Infelizmente, apenas foram lançados dois livros de Coupland no Brasil. O primeiro foi a coletânea de contos Primeiro O Amor, Depois O Desencanto E O Resto De Nossas Vidas, editado pela José Olympo Editora. Sei que o título assusta, mas as suas histórias são de uma beleza única. Poucas vezes vi a literatura ser tão bem acompanhada da melancolia. E para quem gosta de rock, o conto que dá o título original - Life After God - é dedicado a Michael Stipe, vocalista do REM.
No final de 1995, a Nova Fronteira colocou nas livrarias o romance Microservos. A base da história é um conto escrito para a revista de tecnologia e cultura cyber Wired. A verdade é que, no final, Coupland escreveu um épico sobre a explosão do computador pessoal, dos jovens empreendedores do Vale Do Silício e da internet. Se você ler agora, tudo irá parecer comum. Mas em 1995, Coupland estava falando de algo ainda novo.
Microservos é um dos livros da minha vida. Nunca canso de ler. Acompanhar um bando de geeks até o reencontro com a vida é um dos presentes mais emocionantes que um escritor é capaz de nos dar. E é isso que persigo desde então. Afinal, como diz a minha webmaster Carmela Toninelo, depois da última página de Microservos você acaba tendo um novo parâmetro para analisar uma história.
É bom lembrar que Coupland possui mais uma série de livros. Recomendo todos. E neste ano ele lança mais um romance. O título é sugestivo: Nostradamus. Afinal de contas, este escritor e designer de móveis não deixa de ser um visionário.
Posted at 09:54 by spectorama ::
Sexta-feira , Fevereiro 07, 2003
Average Joe
Se hoje você me perguntasse qual álbum não pode faltar em uma discoteca, a resposta seria Other Songs do canadense Ron Sexsmith. O cara possui uma das vozes mais tristes da música e, ao mesmo tempo, consegue transformar toda a sua melancolia em felicidade pura, com canções magistralmente escritas sobre texturas de folk e pop.
E é dele uma das mais belas declarações de amor: não, nós não temos muito, mas de uma coisa eu sei, você fez um rei deste joão ninguém.
Posted at 12:50 by spectorama ::
Quinta-feira, Fevereiro 06, 2003
Lubi
Hoje eu revelei o meu primeiro filme de teste da câmera de médio formato Lubitel 166B. Como sou uma anta, que não saca nada de fotometria, tudo saiu muito escuro. Aproveitei apenas duas fotos para colocar lá no photoblog. Daqui a uns vinte anos acho que melhoro.
Posted at 20:25 by spectorama ::
Bitch
Eu sou um cara bem mais feliz depois que descobri que até 1980 o Rolling Stones foi a melhor banda de rock de todos os tempos. Ainda é, acho. De qualquer maneira, Sticky Fingers é o disco de hoje. O Mick Jagger solta tantos wow que é impossível não ficar empolgado.
E, finalmente, estou conseguindo diferenciar a guitarra do Keith Richards e a do Mick Taylor.
Posted at 13:30 by spectorama ::
Terça-feira, Fevereiro 04, 2003
St. Elmo's Fire
Hoje pela manhã, enquanto esperava o relógio chegar às 8h30 para a minha ida ao banho, assisti ao final de O Primeiro Ano Do Resto De Nossas Vidas. Havia esquecido que este filme é uma das principais influências na minha literatura. O que explica um pouco da minha pieguice. Bom, mas aí fiquei lá, jogado na cama, enquanto o Rob Lowe se mandava para Nova Iorque e a junkie Demi Moore acenava, e aí começa a tocar a música tema. Muito, muito bonita. MAS ALGUÉM PODE ME EXPLICAR POR QUE DIABOS 90% DAS BATERIAS GRAVADAS NOS ANOS 80 TEM AQUELE MALDITO SOM DE ESTAMOS BATENDO EM UM TAMBOR COM ÁGUA?
Espero que você me entenda.
Posted at 19:56 by spectorama ::
Beautiful
Estou aqui, procurando as letras do álbum do Zwan, o novo projeto de Billy Corgan, quando lembro da música que mais gosto do ex-grupo dele. Caramba... Beautiful, do Smashing Pumpkins, é uma daquelas músicas que você tem certeza de que a banda se entregou durante as gravações.
É, é, estou mais brega do que o normal hoje.
Posted at 19:35 by spectorama ::
Beleza, Belleza
A coluna de Álvaro Pereira Júnior no Folhateen de ontem caiu como uma luva na minha atual desilusão com a música pop. Chegar aos 30 anos não é fácil, ainda mais se você dedicou mais da metade desse tempo garimpando, ouvindo e comprando discos e bandas. Tenho saudade do tempo em que tudo era novidade. Está certo que cresci em uma época ruim para a música pop, mas foram as bandas dos anos 80 que me apresentaram para os grandes mestres dos anos 50, 60 e 70. E hoje, quando vejo todo o blá-blá-blá em torno de certas cenas musicais, sempre existe aquela sensação amarga de droga, já ouvi isso antes.
Mas essa lógica não se encaixa no fato de eu estar ouvindo e ouvindo e ouvindo este tal de Daniel Belleza & Os Rastapuppets. Quem me conhece sabe o quanto sou chato quando o assunto é rock nacional. Não, eu não sou um expert. Longe disso. A questão é que a maioria das bandas brasileiras simplesmente não me dizem nada. Absolutamente nada. Não me dão vontade de pular, namorar, transar, dançar, escrever, chorar. Nada. A única exceção é Los Hermanos, e meia dúzia de bandas que mandam muito bem no palco, como Walverdes e Valv. Só que este paulista, que nunca vi na minha frente, consegue, com um, dois, três acordes básicos e um punhado de versos despretensiosos, fazer com que eu me sinta - ok, é brega, mas vai lá - jovem.
Você pode até pensar que CPM 22 (que não desgosto, veja bem) é tão punk pop quanto o cara. Ou, sei lá, que de letras engraçadas já bastam as bandas gaúchas. Ok, existe uma certa conexão na declaração de amor de Belleza, que diz se você gostar de leite, serei uma vaca pra você, e no refrão se você quiser que eu te leve, eu aprendo a dirigir, do Bidê Ou Balde em Melissa. A diferença aqui é tom. Não o musical. E, sim, o tom da atitude. O que me pegou neste tal de Belleza foi o seu jeito apaixonado de cantar, como um cara que nasceu para ser crooner. E a banda, mesmo sabendo que está tocando o mais básico dos rocks, acompanha tudo com tanta honestidade e vontade que você logo se imagina chutando a canela dos outros em um show. Isso, meu amigo, isso é rock and roll.
A verdade é que Belleza me mostrou que não, eu não preciso de novidades. Tão pouco o rock precisa. Nós precisamos é de gente que faça o seu espírito estar vivo por aí. Sem pose, sem marketing.
O resto é hype.
P.S.: Acredite em mim. A Vaca tem tudo para ser um hit.
Posted at 09:41 by spectorama ::
Segunda-feira, Fevereiro 03, 2003
Baixe a música
Você pode baixar a música A Vaca de Daniel Belleza & Os Rastapuppets aqui. É só salvar como. Ah, o arquivo está em wma. Se você não conseguir ouvir, escreva.
Posted at 22:13 by spectorama ::
Bomba
O meu mundo caiu.
Posted at 18:46 by spectorama ::

