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Terça-feira, Abril 01, 2003
I'm on standby
Na última edição do Free Jazz Festival o mundo do rock independente estava desesperado para ver Sigur Rós e Belle & Sebastian. Mas o melhor show da noite pouca gente viu. O Grandaddy fez uma apresentação linda, linda, linda. E agora estou aqui, ouvindo em MP3 o novo álbum dos cowboys espaciais de Modesto e, pelo amor de Deus, repito, pelo amor de Deus, não, vamos repetir de novo, pelo amor de Deus, que DISCO.

Adoro esta sensação de me sentir capturado por uma banda. Dá vontade de sair gritando. Quero abraçar o mundo todo.

Anote aí: Sumday é o nome do álbum. Baixe já na internet. Música pop à base de folk e barulhinhos eletrônicos. E nenhuma, nenhuma mesmo, faixa ruim.

Eu quero outro show deles. Agora. Sempre. Puta que pariu. Sou mesmo um exagerado. Desse jeito eu perco a namorada.



Posted at 00:43 by spectorama ::

O cara merece
Daniel Belleza arrasando o mundinho cool de São Paulo.

Lembre-se: você leu antes no spectorama.



Posted at 18:05 by spectorama ::

Heaven
Paraíso de Tom Twyker no DVD.

Lindo. Muito lindo.

Aliás, Cate Blanchett é a própria visão do paraíso.



Posted at 17:00 by spectorama ::

Corações em fúria
Como prometido, aqui está A Vaca para baixar. É só salvar como e pronto.



Posted at 14:42 by spectorama ::

Ilha Deserta
A coluna Soundtracks reinicia hoje. Leia e depois me xingue. Vai .



Posted at 13:16 by spectorama ::

Hail to the thief
Radiohead novo.

Ouvi e acho que não gostei.

Ainda é acho. Preciso ouvir melhor.



Posted at 12:25 by spectorama ::

Novas fotos, novas câmeras
Tem fotografias novas no photo blog. São os primeiros resultados com duas câmeras que acabaram de chegar. Uma é a Pop 9 e outra é a Zorki 4K. A primeira é pura diversão. E a segunda é uma cópia russa da Leica de rosca.



Posted at 12:04 by spectorama ::

Sexta-feira , Março 28, 2003
Hot hot Sylvie
A patroa Sylvie Piccolotto é uma pessoa cool. Porque, não sei se você sabe, ela trabalhou na Sub Pop, a gravadora que descobriu o Nirvana. Pois ela costuma receber os discos direto de Seattle. Inclusive, conhece alguns dos personagens do romance Nirvana Nunca Mais do Mark Lindquist. Mas o fato é que a Sylvie sabe ser muito má de vez em quando. Ano passado recebeu o primeiro álbum da banda canadense Hot Hot Heat. E ficou meses sem mostrar para mim. Ontem, finalmente, consegui ouvir o disco.

Uma palavra: sensacional.

Pelo que ando lendo, a banda tem boas chances de virar hype.

Se acontecer, acredite.



Posted at 18:38 by spectorama ::

Soundtracks
A partir de segunda-feira reassumo o meu posto de colunista no Argumento. É, amiguinhos, a coluna Soundtracks está de volta. E começa com uma série sobre um cara que participa de um reality show chamado Ilha Deserta. A parte chata de tudo é que enquanto a série continuar todas as músicas-tema serão de Bob Dylan.



Posted at 16:17 by spectorama ::

Porque o que importa é o rock and roll
Serviço de utilidade pública.

Depois do maravilhoso espetáculo Like Rockets and Television, Daniel Belleza apresenta o seu novo show...
Daniel Belleza & Os Corações em Fúria em Atomic Rock and Light Bombs
Sexta, 28/03, às 00:30h
Espaço Uranos - Rua Dr.Carvalho de Mendonça, 40 - Barra Funda
R$5,00 entrada + R$10,00 consumo




Posted at 16:09 by spectorama ::

Quinta-feira, Março 27, 2003
A resenha perdida do Zwan
Falando em Revista Zero: perdi o prazo de entrega da minha resenha do Zwan. E aí entrou um texto falando mal de um dos melhores discos que ouvi em 2003 até agora. Já que a resenha não vai sair mesmo, decidi publicá-la aqui.

Mary Star Of The Sea
Zwan
Nota 9


E então o casamento terminou. A porta do apartamento se fecha enquanto você ainda recolhe os cacos na sala de estar. Hoje não é um bom dia para deitar na cama, você pensa, não enquanto o lençol estiver marcado por um cheiro que por muito tempo se tornou parte de sua própria pele. Restam apenas o sofá, os velhos discos de rock, as garrafas de cerveja, e as fotografias espalhadas na estante, na parede, na memória. Se fechar os olhos, você ainda irá poder ouvir as risadas, rever os olhares, sentir a cumplicidade. Sim, por alguns anos o casamento esteve no topo do mundo, e lá embaixo havia uma platéia emocionada, hipnotizada e, acima de tudo, grata.

Os dias passam, a tristeza passa, a melancolia passa. Só não passa a sua fé em viver novamente uma paixão. Então, pela primeira vez, você decide esquecer de vez o casamento. Agora é o momento de reencontrar os amigos, revelar a sua humildade e aceitar ajuda. Quem sabe sair para beber, tocar guitarra, aprender com o amor dos outros.

E, assim, quando você menos espera, acontece. O cérebro pensa, mas o coração fala mais alto. Ele continua pulsando, você sente, e então não há como escapar diante de tanta teimosia. Porque é hora de deixar que a porta se abra. Novas paixões querem entrar, dançar até o amanhecer ao som de guitarras microfonadas, cair sobre a sua cama enquanto sorrisos se refletem no teto do quarto.

Casamento? Que casamento? Agora você faz parte do namoro que sempre sonhou. Assim, com toques adolescentes. E não há nada mais divertido que isso.

Nota do autor: Troque a palavra "casamento" por "Smashing Pumpkins", "amigos" por "New Order" e "namoro" por "Zwan". Pronto. Aqui está a sua resenha de Mary Star Of The Sea, o álbum de estréia da banda Zwan, liderada por Billy Corgan, ex-Smashing Pumpkins.




Posted at 13:30 by spectorama ::

As cordas do Radiohead
Luiz Cesar Pimentel, o manda-chuva da Revista Zero, indicou o disco Strung Out On Ok Computer. Para quem não sabe, é todo o álbum OK Computer do Radiohead tocado por um quarteto de cordas. Por enquanto, baixei apenas No Surprises, que é a minha predileta da-banda-dos-caras-que-ficaram-loucos-e-chatos. Muito bonito. A versão orginal ainda é mais cortante. Mas é legal ouvir o Radiohead em um clima de casamento.



Posted at 13:25 by spectorama ::

Surto dylanesco
Like A Rolling Stone é definitivamente uma das melhores aberturas de álbuns de todos os tempos.



Posted at 12:28 by spectorama ::

Quarta-feira, Março 26, 2003
No alvo!
Sempre tem coisas novas para ver.



Posted at 19:53 by spectorama ::

Trio parada dura
Tudo o que foi dito diz muito mais do que dizem hoje.

Blood On The Tracks, Bringing It All Back Home e Hard Rain de Bob Dylan.

Moondance de Van Morrison.

Chelsea Girl de Nico.

Estes são os discos do dia.

Ou, se preferir, da vida.



Posted at 12:44 by spectorama ::

Tenenbaums e putas
O fato é que Os Excêntricos Tenenbaums me deixa com um sorriso amargo no rosto. Difícil explicar porque é difícil sentir. Já assisti ao filme umas quatro vezes. E sempre tenho vontade de escrever. Agora estou em busca de personagens assim: feridos, únicos e humanos. Pessoas que você pensa que existem apenas na ficção, mas quando lê a história percebe que estou falando da vida real. E é por isso que vou me dedicar ao projeto Putas. Para contar a história de uma mulher que se torna prostituta por acaso, um adolescente que tem medo de seios e de um escritor onanista. Se você imaginar todos estes pequenos enredos ao som de Velvet Underground irá descobrir que tudo isso também faz parte do meu universo.



Posted at 12:35 by spectorama ::

Hoje tem festa
Hoje tem mais uma noite do Multirama, o evento que a patroa organiza em Campinas. Vai ter show da banda Vega, Felipe Machado autografando o seu livro Olhos Cor De Chuva e o ilustre jornalista Luiz Cesar Pimental discotecando. Apareça por lá.

Multirama
Uma noite de música e leitura.
Dia 26/03 - às 21:30h no Daktari 70's Bar em Campinas
Felipe Machado autografa "Olhos cor de chuva", banda Vega apresenta "Flores no Deserto" e Luiz Cesar Pimentel lança a sexta edição da revista Zero na pista da festa.
Rua Padre Almeida, 214 - Cambuí - Campinas - SP
Telefone: 019 3251-6190
Entrada: $10 na Porta + $5 de Consumação




Posted at 11:27 by spectorama ::

Terça-feira, Março 25, 2003
Dreaming
Eu tenho um sonho. Quero escrever um livro que faça com as pessoas a mesma coisa que o filme Os Excêntricos Tenembaums fez comigo.



Posted at 19:08 by spectorama ::

Felicidade é solo de acordeão
This Is The Day do The The é tiro e queda: sempre me deixa mais feliz.



Posted at 17:53 by spectorama ::

Dance with me
Até onde lembro, o set list da festa na Fun House é este aqui.

Fell In Love With A Girl -The White Stripes
Main Offender - The Hives
U Look Good - Demolition Doll Rods
Someday - The Strokes
Don't Let Go - Weezer
Every You Every Me - Placebo
Devil's Haircut - Beck
Between Planets - The Jesus & Mary Chain
Hate To Say I Told You So - The Hives
Ask - The Smiths
The Drowners - Suede
Killer Cars - Radiohead
Kiss - Prince
Honestly - Zwan
Domesticated - Dealership
Feed The Tree - Belly
Rock And Roll Radio - Ramones
The New Pollution - Beck
Everybody's Gonna Be Happy - Queens Of The Stone Age
Violet - Hole
Versus Chorus Versus - Nirvana
Deceptacon - Le Tigre
Sexual Healing - Soul Asylum
Grace - Supergrass
20th Century Boy - Forgotten Boys
A Good Idea - Sugar
A Hard Day's Night - The Beatles



Posted at 13:01 by spectorama ::

Um passo à frente e você já não está no mesmo lugar
Sei que um livro com o título Putas não tem muito a ver comigo. Mas é preciso mudar. Afinal, um dia você vai ficar de saco cheio do que escrevo.



Posted at 11:06 by spectorama ::

Every you, every me
Discotecar é sempre uma experiência memorável. Mesmo quando você está com febre, gripado e cansado. O mais legal é observar as pessoas interpretando as músicas. Sempre tem um ou dois malucos sofrendo enquanto dançam Placebo. Adoro isso.



Posted at 10:59 by spectorama ::

Sábado, Março 22, 2003
De volta ao mundo dos outros
Mal terminei Cassino Hotel e já estou angustiado sobre o próximo livro que quero escrever. O meu projeto infanto-juvenil está descartado no momento porque a minha vida pede outra história. Tenho dois enredos completamente fechados na cabeça. Um se chama Putas e o outro Quase Sem Querer. Você tem alguma opinião para me dar?



Posted at 00:10 by spectorama ::

No fun, baby, no fun
Sylvie Piccolotto e este que vos escreve serão os DJs convidados da festa Delicioius na Fun House em São Paulo. Eu tentei convencer a Sylvie que a gente deveria colocar só Bob Dylan em um protesto pela paz. Mas ela acha que já que estamos em tempo de guerra o negócio é pegar pesado: só rock do bom. Talvez eu leve uns discos indies para acalmar as vaias. Talvez.

Ah. E vai ter show da banda Suite Number Five. Nunca ouvi. Mas dizem que é bom.

A Fun House fica lá na Bela Cintra. Apareça. Você vai conhecer o meu lado zumbi, já estou trabalhando feito um condenado.



Posted at 10:29 by spectorama ::

Quinta-feira, Março 20, 2003
O último será o primeiro
A Juliana Zambelo comentou sobre a sua preferência ao álbum Strangeways Here We Come do The Smiths, fazendo referência à matéria especial do Bacana, e, assim, despertou em mim este súbito desejo de defender o último trabalho da saudosa banda de Manchester. A verdade é que público e crítica são unânimes em afirmar que The Queen Is Dead é o disco do quarteto. Outras pessoas acreditam que o melhor do Smiths são os seus compactos. Não é à toa que existem dezenas de coletâneas dos caras. Mas não adianta. Ninguém é capaz de me convencer de que Strangeways Here We Come não é uma obra-prima da música pop.

E por que diabos penso assim?

Porque, na minha cabeça, The Queen Is Dead é um álbum datado. Tudo nele, das melodias à produção, é puro anos 80. E Strangeways Here We Come é sempre atual. Aqui, temos um Smiths menos afetado, menos maquiado, menos prolixo. É mais simples, mas, ao mesmo tempo, sofisticado. E, pode ser viagem minha, mas sinto mais peso. Ouça o final de The Death Of A Disco Dancer e você irá entender o que quero dizer.

Porque, se me permitem dizer, em Strangeways Here We Come o Smiths é mais banda. Não é apenas a dupla Morrissey & Marr. É, acima de tudo, um vocalista excepcional, um guitarrista genial, um grande baixista e um baterista para lá de competente.

Porque, acima de tudo, o disco não tem uma música ruim. E ainda tem duas das melhores canções já escritas de todos os tempos: Girlfriend In A Coma, que resume toda a história do pop em seus dois minutos; e Last Night I Dreamt That Somebody Loved Me, que é uma das canções mais bonitas já produzidas no Reino Unido (aliás, ela também é a minha faixa 1 do lado B predileta, com toda aquela introdução de piano e tal, por isso, recomendo que você tenha uma cópia do álbum em vinil).

Acho que escrevi e escrevi e não disse nada.

Mas tudo bem. Está dado o recado.

Ah, só mais uma coisa: cada vez que leio que a culpa de existirem bandas como Travis e Coldplay é o Smiths tenho vontade de largar tudo e bater em quem escreveu. Pensar que o Smiths é sinônimo de romantismo e sentimentalismo é provar que nunca entendeu o som dos caras. E olha que não escondo que adoro Travis e Coldplay.



Posted at 01:00 by spectorama ::

Shoot!
Tem fotos novas lá no photo blog.



Posted at 18:00 by spectorama ::

Dudão & Pedro
Existem pessoas que surgem na sua vida e, no exato momento em que você as vê pela primeira vez, sabe que é para sempre.

Conheci o Duda Tajes no meio de 1996. Não tínhamos nada em comum a não ser o fato de sermos dois redatores trabalhando na mesma agência. Enquanto eu levava discos de brit pop para ouvir, ele levava álbuns de metal poser. Mas, na segunda semana divindindo a mesma sala, eu joguei a minha cadeira de rodinhas para a mesa do Duda e perguntei se ele queria uma ajuda. Respondeu que estava criando uma campanha, mas que só tinha idéias para anúncios. E que precisava de um comercial. Pedi para ver as chamadas dos anúncios e, em cinco minutos, criei uns dois filmes a partir de seus textos. Geralmente nós redatores trabalhamos em dupla com diretores de arte (se é que você não sabe como funciona uma agência de propaganda), mas eu e o Duda sempre funcionamos muito bem juntos. E o que é melhor: nunca houve disputa de ego.

Mas a nossa cumplicidade foi além das paredes da agência. Até porque naquela época nós trabalhávamos tanto, mas tanto, que se não fôssemos amigos a maionese iria desandar. Desde então, a gente se tornou irmãos, sócios, falidos, companheiros do jogo do Grêmio, irresponsáveis amorosos, sei lá, uma família mesmo.

Só que nada disso interessa. O que interessa é que conheci o Duda quando o cara estava prestes a ser pai. E, em um noite em que jantávamos sushi, ele e a mamãe Claudia me convidaram para ser padrinho do Pedro. Desde que os dois se separaram, parei de ver o guri com tanta freqüência. E agora o Pedro está vindo para São Paulo. E o pai dele, o meu amigo, o meu irmão, o meu camarada, vai continuar em Porto Alegre. Muito foda isso. Mas, em compensação, prometo tentar ser um padrinho mais presente por aqui.

Fica bem aí, cumpadi. Qualquer coisa, estamos aí.

P.S.: Todo este post só foi possível por causa do texto do Duda no seu Um Texto Por Dia. Vai lá ler, vai.



Posted at 12:19 by spectorama ::

Segunda-feira, Março 17, 2003
Working class hero
Muito, muito trabalho.

Essa semana vai ser foda.

Mas não custa aparecer aqui de vez em quando.



Posted at 17:37 by spectorama ::

Quarta-feira, Março 12, 2003
Tobogãs no inverno
Frio, calor e cachecol.

Mais um primeiro parágrafo para você.



Posted at 13:41 by spectorama ::

The good life
Hoje acordei com vontade de ouvir o álbum Pinkerton do Weezer. Com certeza este é um dos discos que mais fazem sentido para mim.



Posted at 13:05 by spectorama ::

Terça-feira, Março 11, 2003
Um pequeno surto
Amor, amor, amor, sei que a nossa vida está aqui, sei que já arrumamos o apartamento, sei que aqui a grana é melhor, sei de tudo isso, mas, por favor, hoje tudo o que queria era arrumar as nossas malas, os nossos discos, os nossos arquivos, pegar um avião e voltar para Porto Alegre. Deus, como eu amo esta cidade..



Posted at 19:50 by spectorama ::

Rufus parece nome de cachorro, mas é um grande cantor
É preciso dizer que One Man Guy na voz de Rufus Wainwright é muito foda.



Posted at 19:11 by spectorama ::

Trato é trato
Gertrude, Frank e um ônibus esperam por você no primeiro parágrafo.



Posted at 15:07 by spectorama ::

Norah in Memphis
Dusty In Memphis de Dusty Springfield é o disco que encerra a manhã. Sabe quem é um dos produtores deste clássico de 1969? É Arif Mardin, um dos responsáveis pelo excelente álbum de estréia de Norah Jones.



Posted at 12:47 by spectorama ::

Textos que não deixam Duda (desculpe o trocadilho)
Eduardo Tajes é um dos irmãos que a vida me deu. Ele é pai do Pedro, o meu afilhado. E também escreve, mas há pouco tempo decidiu que deveria mostrar ao mundo os seus textos. No Um Texto Por Dia tem contos do Duda e de outras pessoas do bem. Vai lá.



Posted at 12:44 by spectorama ::

Charile & Andy Kaufman
Ainda estou encucado com o filme Adaptação. Ontem comecei a elaborar teorias sobre o filme. A sensação que tenho é que tudo não passa de uma grande pegadinha de Spike Jonze e, principalmente, Charlie Kaufman. E será que Charlie realmente existe? Veja bem: toda a brincadeira que ele fez com Hollywood (um irmão gêmeo que não existe foi indicado ao Oscar por ser co-autor de um roteiro adaptado que de adaptado não tem quase nada) é típica do lendário comediante Andy Kaufman. Será que o sobrenome em comum é mera coincidência? Além disso, Quero Ser John Malkvovich, o filme que mostrou a genialidade de Charlie ao mundo, foi produzido por Michael Stipe. E se você conhece um pouco de REM, a banda de Stipe, sabe que ele é fã de Andy Kaufman.

Sei que tudo isso é bizarro. Mas às vezes a zona pantanosa do meu cérebro trabalha demais.



Posted at 11:53 by spectorama ::

Segunda-feira, Março 10, 2003
No parque
Tem fotos do menino Lucca no photoblog.



Posted at 15:11 by spectorama ::

Promessas
Eu não esqueci de nosso trato.

A partir de amanhã vou tentar escrever um parágrafo por dia.



Posted at 15:09 by spectorama ::

Nostalgia em uma hora dessas?
Tenho saudades da época em que a minha maior preocupação era a lição de casa.

E março era época de volta às aulas.



Posted at 12:57 by spectorama ::

Quero ser Charlie Kaufman
O meu personagem Spit ficaria bem feliz: Adaptação, dirigido por Spike Jonze, é um grande filme. Fico até com dor de cabeça só de pensar na história. E agora acabei de descobrir que o Weezer gravou uma versão de Happy Together especialmente para o filme. Mas, no final, Jonze e o roteirista-personagem Charlie Kaufman decidiram usar o original dos Turtles.



Posted at 12:25 by spectorama ::

As horas não são suficientes
É um pensamento pequeno, eu sei. Mas me sinto ridículo quando percebo que há mais de cinco anos venho dizendo que Michael Cunnigham é um dos melhores escritores da literatura contemporânea. E quem me ouve? Quase ninguém. Agora o seu terceiro romance é adaptado ao cinema e todo mundo está correndo atrás de um exemplar de As Horas. A própria imprensa praticamente ignorou este excelente romance na época de seu lançamento. E olha que o livro chegou ao Brasil credenciado pelo Prêmio Pulitzer. Agora, a Folha de São Paulo publica uma resenha muito bem escrita sobre a história que deu origem ao belíssimo e perturbador filme de Stephen Daldry. Ok, antes tarde do que nunca.

Mas, se agora você acredita que Cunningham é realmente um puta escritor, ignore o hype. E vá direto ao seu primeiro romance. Uma Casa No Fim Do Mundo é foda. Acho que está na hora da Companhia Das Letras colocar o livro de volta às livrarias.



Posted at 12:18 by spectorama ::

Sexta-feira , Março 07, 2003
Welcome back
Alguns dos CDs que deixei em Porto Alegre chegaram com a minha irmã nesta semana. São cem títulos. Algumas boas surpresas como Lucinda Williams (e as pessoas ainda tentam me convencer que Ryan Adams faz um som novo), Tanita Tikaram (sim, eu adoro esta mulher) e Cracker (esses caras são muito bons).

É bom ver uma parte da minha vida de volta.



Posted at 10:35 by spectorama ::

Domingo, Março 02, 2003
It's such a drag to be on your own
Quando ouvi Many Rivers To Cross na versão de Harry Nilsson, produzida por John Lennon, senti que havia encontrado o caminho para o final de Cassino Hotel. E eu estava certo. Já perdi as contas de quantas vezes ouvi esta canção desde a última quinta-feira. E na noite de hoje, há exatamente duas horas, coloquei o ponto final em meu novo romance. Não sei quando ele vai chegar às livrarias, mas gostaria de dividir com você a minha alegria e dor.

Alegria porque encerrei mais um ciclo.

Dor porque é difícil deixar para trás todos os personagens que criei.

Estou exausto e cansado. Escrever uma história nunca mexeu tanto comigo como dessa vez.

Mas, de qualquer forma, preciso dizer que John Lennon me ajudou novamente. Mas, agora, ele usou a voz encharcada de emoção de Harry Nilsson, cuspindo em meus ouvidos there have been times I found myself sitting in limbo, oh no, oh no, for a lifetime, para que os meus dedos pudessem dançar novamente sobre este teclado.

Nada nessa vida é por acaso.

Ou, quem sabe, o acaso é o que costumamos chamar de vida.

Thank you, John.



Posted at 01:28 by spectorama ::