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Sábado, Janeiro 31, 2004
Os punks também amam
Dennis Lyxzén é um cara nervoso. Até bem pouco tempo tinha uma banda de hardcore chamada Refused. E é vocalista da ultrapolitizada The (International) Noise Conspiricy. Mas todo esse nervosismo é apenas fachada. Porque Lyxzén mantém um projeto solo chamado The Lost Patrol. E, preciso confessar, este sueco conseguiu me surpreender com um disco nada original. Songs About Running Away tem um pouco de country, de rock dos anos 70, de folk, de jazz, de soul, tudo embalado em um belo apelo pop. São 12 sinceras canções de amor de um punk rocker. Não muda a vida de ninguém, mas a deixa muito mais bonita.

Eu, se fosse você, não perdia esse disco por nada.

Posted at 16:09 by spectorama ::

Quarta-feira, Janeiro 28, 2004
Mind the gap
Outra amiga que está lá na Europa é a Homera Cristalli. Hoje ela me contou uma história bem interessante. Disse que um amigo dela levou o meu livro para Londres e emprestou para uma menina. Mas a coitadinha deve ter achado tão ruim que esqueceu no metrô. Ou seja, o Clube Dos Corações Solitários está andando pelo tube londrino. Muito legal.

Posted at 11:02 by spectorama ::

A chuva e os indies
A constante chuva em São Paulo está me causando sérios problemas. Voltei a ouvir indie rock. Primeiro foi Bright Eyes. Agora é Essex Green. Já tinha lido sobre a banda, mas decidi baixar um disco depois que o meu amigo Marcelo Kalil ficou se exibindo do show que viu em Londres. E não é que é bem bom mesmo?

Posted at 10:59 by spectorama ::

Segunda-feira, Janeiro 26, 2004
Just like honey
É óbvio que eu iria adorar Lost In Translation.

Eu queria ter escrito aquela história.

Às vezes me dá uma inveja boa do mundo.

Posted at 15:28 by spectorama ::

Sexta-feira , Janeiro 23, 2004
O André que só você conhece


Alguns chamam de obsessão, mas para mim é apenas instinto de sobrevivência. A sensação de não conseguir se emocionar com nenhuma nova canção é como estar se afogando em alto mar, batendo braços e pernas, desesperado em busca de um pouco de oxigênio. Desde Carrion, da banda The British Sea Power, e Go Or Go Ahead, de Rufus Wainwright, nada mais conseguiu revirar a minha alma em questões de segundos. Mas a verdade é que não sou eu que encontro as canções. São elas, sempre elas, que arrombam as portas em momentos que mais preciso. Foi assim com Go Or Go Ahead, quando a minha vida deu uma reviravolta. Foi assim com Carrion, quando a felicidade voltou de uma forma quase brega

E é assim agora com False Advertising.

Essa pequena valsa rock é a terceira faixa do álbum Lifted Or The Story Is In The Soil, Keep Your Ear To The Ground, lançado em 2002 pelo já citado Bright Eyes, projeto do jovem Conor Orberst. Surpreendido por um EP da banda, fui atrás de mais discos na internet. E então tudo voltou a fazer sentido.

Em False Advertising, Orbest faz uma auto-análise de seu papel como músico. O peso de ser uma promessa do novo rock americano parece pesar em seus ombros. Com a sua voz frágil, afirma que está sendo manipulado por cordas. Será a crítica? Os fãs? Ou a sua própria ambição? Não sei ao certo, mas, ao som de uma orquestra e uma bateria marcada, ele admite que mentiu pela música e que a sua tristeza é ensaiada.

E é aqui que o bicho pega.

Depois de mais de 15 anos de relacionamentos fracassados, chega a ser um paradoxo eu ser conhecido como o cara que escreve histórias de amor. Hoje, tenho a sensação de que fui manipulado pelo meu desejo de ter o que contar. Já não sabia mais onde estava a ficção e a realidade, e nos últimos anos a pressão de não querer fracassar novamente me fez magoar e ser magoado.

Mas, ainda bem, a vida é como a estrutura de False Advertising. Em um quase-refrão, Orbest fala do desejo de uma vida real. Ele quer a verdade, sem disfarces, desprovida de medo. A partir daí a canção cresce, adquirindo um clima de festa. E em uma interpretação memorável, este guri precoce convida as pessoas que ama para uma noite de risos e bebidas. No meio deste final apoteótico está o verso definitivo: e eu sei o que precisa mudar/ foda-se o meu rosto, foda-se o meu nome/ eles são breves e falsas propagandas.

Droga, como é que não me dei conta antes?

Agora a minha vida é real. O amor chegou de verdade, sem disfarces, deprovido de medo. E os seus olhos verdes me convidam para noites e mais noites de risos e bebidas. Mas ainda há cordas para cortar. E 15 anos de fracassos para jogar no lixo, e deixar de lado comparações estúpidas e receios ridículos.

Tudo o que aprendi antes, tudo o que o vivi antes, tudo o que senti antes foram falsas propagandas do que um relacionamento com outra pessoa deveria ser.

Por isso, ouça bem o que digo: foda-se o André Takeda.

Aqui está apenas o André, que não é escritor, que não é obececado por música, que não é publicitário.

Você me torna humano.

Como as canções do Bright Eyes.

Agora, me dê licença. Vou secar os meus lábios até que a minha boca se torne o deserto que o seu beijo irá encharcar hoje à noite.

Ouça a tal canção aqui.

Posted at 15:59 by spectorama ::

Quinta-feira, Janeiro 22, 2004
spectorama fashion week


A moda faz parte de sua vida quando a sua mãe é estilista e ainda existem três irmãs mais velhas perto de você. Não que eu seja um cara fashion. Muito pelo contrário. A verdade é que acabo dando uma importância maior ao jeito que as mulheres se vestem. Posso parecer fútil, mas estilo é fundamental. Sempre me incomodei com certas roupas das namoradas. Não é nem questão de serem feias, bonitas, ultrapassadas ou modernas demais. É simples: algumas mulheres simplesmente não têm consciência de que ter estilo é saber qual é a sua personalidade. Então saem vestindo o que acham bonito sem pensar na mensagem que querem passar. Sei que é papo furado meu, e eu não sou nenhum crítico de moda ou stylist da vida. Mas já que estamos em clima de desfiles em tudo que é lugar, decidi escrever sobre o assunto.

De qualquer forma, nada disso importa.

O que importa é que, pela primeira vez, sinto que estou ao lado de uma mulher de estilo. As roupas, os cabelos, os sapatos, a maquiagem, as bolsas. Tudo mostra a pessoa inteligente, sensível, educada e culta que ela é.

E é essa personalidade apaixonante que visto.

Às vezes, só às vezes, é difícil despir o corpo de uma mulher.

Mas, acredite, a sua pele nua poderia ser assinada por Paul Smith.

Posted at 10:42 by spectorama ::

Quarta-feira, Janeiro 21, 2004
A música e os restos humanos
Eu gosto de vocalistas que parecem verdadeiros crooners. Que pegam as canções e cantam como se este pequeno ato fosse uma missão. Talvez seja por isso que estou viciado no EP There Is No Beginning To The Story da banda americana Bright Eyes. O projeto do jovem Conor Oberst não me chamaria tanta atenção em dias como hoje, quando estou meio de saco cheio desse tal de indie rock. Mas o guri coloca tanto sentimento em sua voz que sou obrigado a tirar o chapéu. É claro que as canções são muito, muito bonitas e bem arranjadas, mas é o vocal de Conor que rouba a cena. E então eu lembro daquele programa American Idol. O que é aquele tal de Clay Aiken? O cara tem uma técnica fodida, mas onde está o sentimento? O sentimento, meus amigos, está nos pequenos erros. E cada vez que a voz de Conor parece quebrar em We Are Free Men, eu tenho certeza novamente do que mais amo na música.

A música pode ser humana.

E quando isso acontece o mundo está salvo mais uma vez.

Posted at 17:30 by spectorama ::

spectorama para crianças
É oficial: estou entrando no ramo da literatura infantil.

Em breve a Rocco Jovens Leitores irá lançar o livro A Menina Do Castelinho De Jóias.

Estou mais empolgado com essa notícia do que com a publicação de Cassino Hotel.

Quero ler a minha historinha para as crianças em livrarias, sentado no chão, comendo picolé.

Estou feliz, muito feliz.

Só espero que as crianças gostem.

Posted at 13:05 by spectorama ::

A verde Porto Alegre
E Porto Alegre como está? Quente, muito quente. Pelo menos na semana em que estive por lá. Mas a verdade é que, acima de tudo, a cidade está cada vez mais linda. Não sei se é a falta de verde de quem mora entre a Teodoro Sampaio e a Rebouças, mas as árvores da Doutor Timóteo deixam o meu coração na boca.

O mais interessante é que achei o pessoal muito mais moderno. Parece que toda a cidade se veste com A Mulher Do Padre e tênis Puma. E todos devem cortar os cabelos no tal do Mojo. Definitivamente, preciso arranjar amigos que não sejam publicitários.

Enfim, Porto Alegre é do caralho.

Com ou sem publicitário.

Posted at 12:51 by spectorama ::

Terça-feira, Janeiro 20, 2004
spectorama apresenta: 2 Many Writers
Atenção amigos, inimigos e leitores do spectorama. Inspirado pela maravilhosa mixagem do 2 Many DJ's acabo de criar o projeto 2 Many Writers. Já que não tenho cumprido o meu trato do primeiro parágrafo proponho uma nova forma de interagir com vocês. Mandem trechos de livros, reportagens, diálogos de filmes e posts de blogs para mim (sempre com os devidos créditos) que eu vou tentar juntar tudo em um único texto. Vale tudo. Você tem até o final de janeiro para mandar o seu sampler. Assim que eu terminar a mixagem, publico o texto aqui.

Participem! Mas não esqueçam dos créditos.

Colaborações são bem vindas no e-mail bemybaby@spectorama.com.

Posted at 17:21 by spectorama ::

No aniversário dela quem ganha o presente é você
Álbum do 2 Many DJ's.

Isso é que é presente.

Acho que vou colocar este disco lá em casa e fazer uma festinha particular.

Posted at 17:13 by spectorama ::

Segunda-feira, Janeiro 19, 2004
Ela de novo


Só para você ter certeza que a mulher mais bonita do mundo faz 27 anos hoje.

Posted at 15:51 by spectorama ::

Hands and lips
Como eu disse no post de ontem, hoje é o aniversário da mulher mais bonita do mundo.

Por isso, mais duas fotografias que expressam o meu amor.

Primeiro, as mãos dadas.



Depois, o beijo.



Posted at 14:18 by spectorama ::

Domingo, Janeiro 18, 2004
Feliz 27 anos, my love, my dear, my life


A mulher mais bonita do mundo demorou para chegar. O destino deve saber o que faz. Talvez eu, ela, nós, não estivéssemos preparados para nos encontrar. Ou, quem sabe, ela passou todo este tempo se arrumando para o dia em que mudaria a minha vida. Afinal, ser a mulher mais bonita do mundo não é fácil. É preciso passar horas e horas escolhendo a roupa certa, o sapato certo, o penteado certo, a maquiagem certa. Por isso, não é de se espantar que ela fosse também a menina mais atrasada do mundo.



Mas, claro, antes tarde do que nunca.

Até porque sempre vale a pena esperar para vê-la chegar com o seu charme audreyhepburniano e o seu doce sorriso. Lembro que na primeira semana em que estávamos juntos eu apenas tremia. Não sabia como lidar com uma mulher assim. Muito menos com toda a avalanche de sentimentos que ela trouxera consigo. Era como se 30 anos de paixão explodisse em apenas um segundo. O segundo em que os seus braços envolviam o meu pescoço. O segundo em que os seus olhos se fechavam para me beijar. O segundo em que os meus dedos percorriam a sua pele. O segundo em que as suas mãos abriam o sutiã. O segundo em que os nossos corpos se descobriam.



Ela me fez e faz a aprender a beijar de novo, a fazer sexo de novo, a sorrir de novo, a me apaixonar de novo, a amar de novo, a conversar de novo, a dividir de novo, a trabalhar de novo, a caminhar de novo, a dançar de novo, a beber de novo, a me descobrir de novo. Todo dia me ajuda a escrever um dicionário particular, repleto de verbetes que surgem como poesia na folha em branco que às vezes parece ser a nossa vida.



E eu faço questão de acordar mais cedo e vê-la dormir. Gosto de levantar da cama e ver os seus tornozelos nus para fora do lençol. E não preciso de nada mais para ter certeza de que o aqui e agora nunca foram tão importantes na minha vida.



E amanhã a mulher mais bonita do mundo faz aniversário.

É bem provável que ela se atrase na hora do nosso jantar, mas sei que tem lá os seus motivos. Além do mais, esperar alguns minutos é bem melhor do que esperar uma vida inteira.



Feliz 27 anos, meu amor.

Aceite, por favor, este presente. Não é nada demais, mas é o que mais quero lhe dar.

Aqui está a minha vida. Toda, todinha, para você.

Posted at 20:46 by spectorama ::

Sexta-feira , Janeiro 16, 2004
Believe the hype
Ok. Agora não tem mais a graça da novidade porque está todo mundo falando. Mas eu também aposto as minhas fichas na banda da byana da minha cunhada. Há meses que queria disponibilizar uma música da Cansei De Ser Sexy aqui. Demorou, como dizem os paulistas. Baixe aqui o que é bom.

Posted at 14:41 by spectorama ::

I lomo you
Vem aí a primeira exposição da Embaixada Lomográfica de São Paulo. Se tudo der certo, a bagunça começa dia 02 de fevereiro no Piola da Alameda Lorena. Fotos e mais fotos de tirar o fôlego. Assim esperamos. Logo terei mais informações. Por enquanto, visite o nosso site em fase experimental.

Posted at 14:34 by spectorama ::

O som do momento
Bright Eyes.

Belíssima banda.

Posted at 14:31 by spectorama ::

Terça-feira, Janeiro 13, 2004
I'm the man who loves you
O álbum Yankee Hotel Foxtrot, da banda americana Wilco, é como a mulher que oxigena os meus dias: nunca, nunca perde o mistério. Eu passo horas ouvindo e ouvindo cada nota desta obra-prima, e nunca consigo entender exatamente por que as suas canções são tão mágicas. Parece que a sua beleza nunca vai terminar. E eu me apaixono novamente ao colocar o disco no aparelho de som. Hoje encontrei uma entrevista com a voz e alma e coração do Wilco. Ao comentar sobre as mudanças da sonoridade da banda, bem como das suas diversas formações, Jeff Tweedy diz que ele precisa se apaixonar constantemente pelo que faz. E afirma que isso vale também para a vida pessoal. Eu acho que você deve se apaixonar de novo e de novo e de novo pela mesma pessoa... este é o sonho.

É bem provavél que eu esteja vivendo este sonho.

Ou tornando o sonho em uma bela realidade.

Ei, menina, você é o meu Yankee Hotel Foxtrot.

Posted at 16:13 by spectorama ::

Segunda-feira, Janeiro 12, 2004
Just try me, babe
Ainda sinto pontadas cada vez que ouço Go Or Go Ahead de Rufus Wainwright.

Melhor música de 2003.

E a música que mais marcou a minha vida.

Literalmente.



Posted at 17:19 by spectorama ::

Nove vezes saudades


Você sabe o que é sentir saudades? Eu achava que sabia até ficar uma semana longe dela. A ironia é que há uns dez anos escrevi uma novela cujo título é o nome de quem me deixa assim em estado de êxtase. E tem uma partezinha que fala de saudades.

Saudade é caminhar pelo quarto sem saber o que fazer, fumando um cigarro como pretexto para um pouco de oxigênio aspirar enquanto, aos poucos, mata-se os pulmões. Saudade é apagar as luzes, sentar no chão e apoiar a cabeça sobre os joelhos. Saudade é sentir uma pequena dor no pescoço quando atende-se ao telefone. Saudade é um laço que se carrega todos os dias, a toda hora, em todo lugar; um laço para que não nos esqueçamos que falta alguma coisa. E como gostaríamos de desamarrar tal laço. De nossos dedos. De nossos corações. De nossas vidas.

Às vezes eu me pergunto por que escolhi aquele nome para o título da história.

Será coincidência?

Ou será que a nossa sintonia estava apenas começando?

Posted at 13:48 by spectorama ::

Laboratório Pop
Eu já havia desistido de me comprometer com qualquer publicação. Afinal de contas, tempo é o que mais me falta. Além do mais, descobri que não existe nada melhor no mundo do que namorar. É uma afirmação brega e idiota, mas é verdade. De qualquer forma, o jornalista e produtor cultural Mario Marques fez o convite e eu não pude recusar. Até porque sou fã da ironia do cara e, como ele, tenho sérios problemas com a banda carioca Pelvs. Resumindo: a partir de agora sou colunista da revista Laboratório Pop. Por enquanto, a publicação só existe na net. Mas logo sairá a versão impressa. Vai lá e lê o texto que escrevi.

Posted at 12:53 by spectorama ::

Segunda-feira, Janeiro 05, 2004
The night we met I knew I needed you so
Uma das grandes verdades do comportamento masculino, e talvez humano, que está no romance Alta Fidelidade de Nick Hornby é sobre a perda do encanto quando estamos em um relacionamento. O narrador diz que sabe que o problema é que nunca mais ver a sua esposa pela primeira vez, e que essa sensação que mistura nervosismo, excitação e paixão é aquilo que estamos sempre à procura. A primeira vez que eu a vi, para ser sincero, foi em uma fotografia. Você pode não acreditar em mim, mas tudo o que sei é que a minha vida nunca mais foi a mesma depois disso. Existia uma voz dentro de mim que repetia e repetia que aquela menina de olhos claros iria transformar a minha vida.



Na segunda vez que a vi, meses e meses depois, ela já estava de cabelos curtos. E, como em um passe de mágica, literalmente perdi a voz. A terceira vez também consumiu com toda a minha calma. E, bem, a quarta é um daqueles momentos que vou guardar para sempre: a cerveja long neck no balcão, os seus cigarros indianos, os seus olhos brilhando no bar escuro, o seu rosto perfeito se aproximando de mim enquanto os seus braços envolviam o meu pescoço.



Todo este blá-blá-blá é para dizer que o primeiro post do ano não poderia ser sobre outra pessoa. E que ainda hoje fico nervoso, excitado e apaixonado cada vez que a vejo. Nessa tarde, depois de pouco mais de três horas de uma despedida rápida, ela caminhou até a porta do restaurante para me buscar. E aí caiu a ficha: algumas pessoas simplesmente não perdem o encanto. Como o sol que sempre vem depois da chuva, como a música imortal de Lennon, como as palavras de Fernando Pessoa, como o sabor de uma Coca-Cola bem gelada, como o céu azul de Porto Alegre. Encanto não se perde. Porque encanto não se acha. Encanto se tem.



Sim, Nick Hornby entende como os homens agem. Eu também achava que sabia. Achava. No passado. O que me resta é o futuro.

Um 2004 cheio de encanto para você. Para mim. Para nós.

Posted at 00:41 by spectorama ::