Sexta-feira , Fevereiro 27, 2004
How to fight loneliness
Jonas Lopes, o velho-menino lá da linda Florianópolis, escreveu uma bela resenha sobre o álbum Summerteeth do Wilco. Estou começando a pensar no lançamento de Cassino Hotel, e o frio na barriga aumenta. Apesar de ser um dos meus textos menos autobiográficos, sinto que estou exposto demais em cada linha do livro. E quem me fez abrir as feridas e contar uma história com sabor de inverno foi justamente Jeff Tweedy e sua banda. Não é à toa que dedico Cassino Hotel a ele. Provavelmente o cara nunca vai saber disso, mas sinto que tenho divídas com este gênio desde 1995.
Ok, o primeiro álbum AM está longe de ser uma obra-prima. Mas, mesmo assim, o CD me tocou tanto, mas tanto que até cheguei a trocar e-mails com o Tony Margherita, o empresário do Wilco, e o irmão de Jeff. Ganhei camisetas, porta-copos, e a promessa de que um dia viriam para o Brasil. Em janeiro de 1997, enquanto fugia do frio holandês em uma loja de discos, encontrei o duplo Being There. Passei uma tarde tentando entender aquela maravilha trancado em um hotel de Amsterdã. E voltei para Porto Alegre com a certeza de que o Wilco logo se tornaria a minha banda predileta. Depois ainda veio a série Mermaid Avenue, gravada ao lado de Billy Bragg, e, com isso, uma vontade danada de abraçar a banda e dizer puta que pariu, puta que pariu, vocês são bons demais.
E, então, chegou o perfeito Summerteeth. Este álbum foi devorado em doses gigantescas no inverno de 1999 e, até hoje, quando bate saudades do meu Rio Grande do Sul, coloco o CD para tocar. A esta altura do campeonato já sabia que Jeff não iria me decepcionar. E eu estava certo: em 2002 o Wilco lançou aquele que é um dos meus Top 5 de todos os tempos. Yankee Hotel Foxtrot é tão bom, mas tão bom, que nunca consegui escrever direito sobre o disco. Por isso, decidi fazer um livro de uma vez. E, mesmo assim, sinto que estou em dívida.
Acho não sou um cara muito certo da cabeça não.
Mas que se foda.
Como o próprio Jeff canta: I was tamed by rock and roll.
Posted at 16:53 by spectorama ::
Quinta-feira, Fevereiro 26, 2004
Wig in a box
Sabe a tal The Origin Of Love que cito ali embaixo? Pois o trovador Rufus Wainwright também gravou essa maravilha. Está no disco-tributo ao filme/musical Hedwig And The Angry Inch. O título é Wig In A Box, e tem também The Breeders, Sleater Kinney, Frank Black, Ben Kweller e Polyphonic Spree. Discaço.
Posted at 14:19 by spectorama ::
Coney Island baby
Diga aí: Lou Reed é foda ou não é?
Posted at 14:14 by spectorama ::
Quarta-feira, Fevereiro 25, 2004
The origin of love

Há momentos em que você acredita em divindade.
Como o amor & cumplicidade & amizade & paixão que vivemos intensamente. Como a luz amarela que acaba de iluminar esta São Paulo de temperatura confusa. Como o final de The Origin Of Love do Hedwig & The Angry Inch, uma das mais lindas canções sobre amar sem preconceitos que já ouvi, quando uma guitarra cheia de esperança dialoga com a melodia perfeita do vocal.
Last time I saw you
We just split in two
You was looking at me
I was looking at you
You had a way so familiar
But I could not recognize
'cause you had blood in your face
And I had blood in my eyes
But I could swear by your expression
That the pain down in your soul
Was the same as the one down in mine
That's the pain
That cuts a straight line down through the heart
We call it love
We wrapped our arms around each other
Trying to shove ourselves back together
We were making love
Making love
It was a cold dark evening such a long time ago
When by the mighty hand of Jove
It was a sad story how we became
Lonely two-legged creatures
It's the story
The origin of love
That's the origin of love
Esta é a origem do amor. Quando você deixa de pensar que a pessoa que está ao seu lado é uma mulher, e começa a pensar que ela é simplesmente o ser humano mais completo que poderia conhecer.
A verdade é uma só: nós não nos encontramos. Nós nos reencontramos.
E você sabe muito bem o que quero dizer.
Posted at 19:00 by spectorama ::
Sexta-feira , Fevereiro 20, 2004
Para o meu querido Brett Lewis Anderson
Este texto deveria ser sobre o álbum Singles da banda inglesa Suede. Mas falar bem sobre esta pequena maravilha é chover no molhado. Eu sempre acreditei que o melhor disco deles era a coletânea de b-sides Sci-Fi Lullabies. Imagine: se os caras fazem b-sides sensacionais, os a-sides devem ser ainda mais legais. E é. Ou quase. Para falar a verdade, o Suede é uma puta banda e, por mais que eu tenha uma certa resistência aos trejeitos de Brett Anderson, não posso negar que é uma das minhas prediletas da safra britânica dos anos 90.
No entanto, a trilha-sonora agora é JJ 72. Não sei dizer exatamente os motivos, mas bandas como JJ 72, Suede e Muse sempre me lembram de um menino cujo talento é proporcional ao seu carinho pelas pessoas. Ele foi o único leitor que um dia me abraçou, assim do nada, no meio de uma pista de dança. E eu nem sabia quem era. Disse que o meu livro havia sido importante para ele e tal, e logo o susto se transformou em emoção.
Algum tempo depois, o menino e eu nos tornamos amigos. Lá do interior de São Paulo, ele me divertia com os seus comentários sobre música e me apresentava novas bandas. Até que um dia decidi assumir o meu lado de irmão mais velho e praticamente passei um sermão nele em público.
Eduardo Palandi, este post é para você.
Você pode até detestar os Pixies. Ainda acho que não tem motivos, afinal a banda é foda. Mas tem mais é que detestar este cara aqui. E motivos você tem de sobra. E é por isso que lhe peço desculpas. Em público, como o sermão que lhe passei.
No Clube, o narrador diz que gosta mais dos discos do que das pessoas. Cara burro, ele. Nenhum disco (mesmo do Pixies) vale tanto quanto a sua amizade.
Beijo grande.
E bom Carnaval.
Posted at 11:38 by spectorama ::
Quinta-feira, Fevereiro 19, 2004
Black and white love
Duas séries em preto e branco aqui.
Posted at 15:19 by spectorama ::
Pray for us, pray for sunshine

Você está curioso para ler o meu novo romance Cassino Hotel? Sim? Não? Talvez? De qualquer forma, vou publicar aqui uma parte do livro. Na verdade, é um dos apêndices.
Apêndice Dois
Todo o ritmo de Cassino Hotel foi baseado em canções. A idéia inicial foi inspirada no álbum "We Love Life", do Pulp. Mas o livro só começou a tomar forma ao som do disco "Yankee Hotel Foxtrot", da banda americana Wilco. À medida que escrevia, outras canções pop também colaboraram. Ou seja, este romance não seria possível sem a ajuda dos Rolling Stones, Movaje 3, Jets To Brazil, Tom Petty & The Heatbreakers, Badly Drawn Boy, eels, Bob Dylan e Brad Mehldau. E mais: os dez últimos capítulos foram escritos em uma maratona à base da emocionante interpretação de Harry Nilsson para "Many Rivers To Cross", de Jimmy Cliff.
Não posso deixar de registrar aqui o meu agradecimento a Marcelo Guidoux Kalil. Na época em que ainda fazia parte da banda gaúcha Superphones, eu pedi para que ele escrevesse uma canção-tema para o Cassino Hotel. E ele me presenteou com uma linda balada, intitulada "Grown Ups". A letra, escrita por Marcelo, inspirou o último páragrafo do livro. Com a sua permissão, bem como da Superphones, publico aqui esta bela poesia.
"Grown Ups"
A stone's gonna be a stone forever
Our hands should have never been together
You've said you've never wanted it to be like that
But my love's just gone and won't come back
I want it to come back
Do you see that star? (it's gone, my friend)
Can you touch it now? (just like our innocence)
We've grown
We're strong
We wait for the end
Do you believe in tender feelings
With not a trace of spite in it?
I'd say you're so naive it gets me down
But you'd still like when I'm around
Well I am around
Do you see that star? (it's gone, my friend)
Can you touch it now? (just like our innocence)
We've grown
We're strong
We wait for the end
Posted at 11:35 by spectorama ::
A man like me
Não é a minha banda predileta, mas se eu tivesse uma queria que fosse igual ao Beulah.
Posted at 10:20 by spectorama ::
spectorama não recomenda...
... A Encantadora De Baleias. Achei bem razoável. Talvez eu seja urbano demais.
Posted at 10:17 by spectorama ::
Terça-feira, Fevereiro 17, 2004
Você sabe que esperei a vida toda por uma garota como você

Domingo, enquanto decidíamos o que almoçar, assistimos a uns pedaços de um filme do Edward Burns na televisão. Sidewalks Of New York até que é legal, apesar de ser totalmente Woody Allen. A questão é que o carinha que é apaixonado pela Brittany Murphy canta uma música escrita pelo cantor Pete Yorn. Aí hoje descobri esta balada no meu HD. Decidi ouvir e descobri que fala de uma garota de olhos verdes. Você vê como são as coisas. Hoje acordei com mais certeza de que amo a minha garota de olhos verdes. E não sabia como dizer isso. Agora sei.
A Girl Like You
Someday
I'll look into her green eyes
And know that she'll come with me
A girl like you
Too many
Things I do not care for
But one thing that I adore
Is a girl like you
I'll always try
To look you in the eye
It's okay
With a girl like you
Tomorrow
I think I'll tell you something
The thing that I haven't said
To a girl like you
And even if
I don't know what the day will bring
Still I can tell most anything
To a girl like you
I'll always try
To look you in the eye
It's okay
With a girl like you
It's okay
With a girl like you
A girl like you
Posted at 17:15 by spectorama ::
Segunda-feira, Fevereiro 16, 2004
Uma frase, onze textos
Breno Pessoa é um dos vários escritores que tive o prazer de publicar na TXTmagazine.com. Agora, ele faz parte de um blog coletivo chamado Blog de Autores. E, inspirado na idéia do primeiro parágrafo, decidiu realizar uma edição do site tendo como base uma frase de um texto meu. O texto não é inédito, mas é um dos meus prediletos de minha produção de 2003. Vai lá e veja o resultado dessa experiência que, para mim, é uma grande homenagem.
Posted at 18:24 by spectorama ::
As camilinhas
A Revista Da Folha de ontem apresenta ao mundo as subsitutas das patricinhas. Agora elas estão mais abertas a novas experiências e atendem por camilinhas. Não foi uma boa forma de começar o meu domingo, confesso. Depois de ler os depoimentos absurdos destas meninas da alta sociedade paulista, fiquei literalmente enjoado. Afirmar que nada mais as assustam depois de freqüentar lugares alternativos como A Loca é atestado de cabeça vazia. Pelo amor de Deus. Eu é que fico assustado.
Posted at 13:46 by spectorama ::
spectorama recomenda...
...A Escola Do Rock. Há tempos não ria tanto no cinema. Richard Linklater continua me surpreendendo. Se bem que no último filme dele que vi (Waking Life), fui surpreendido pelo sono.
Posted at 13:29 by spectorama ::
For your eyes only

É assim que enxergo a felicidade.
Posted at 12:14 by spectorama ::
Quinta-feira, Fevereiro 12, 2004
I'm going to the darklands
Quanto à volta do The Jesus & Mary Chain... não fico feliz nem triste com a notícia. Os irmãos Reid são responsáveis pelo meu amor ao Phil Spector, mas não sei se ainda têm algo a dizer. Eu queria mesmo era ver a banda com a primeira formação, quando Bobby Gillespie era o baterista.
Posted at 14:55 by spectorama ::
Notícias da Rocco
Parece que os originais de Cassino Hotel já estão sendo preparados. E a idéia é lançar na Bienal Do Livro, em abril. Tomara que tudo corra dentro do previsto.
Posted at 14:51 by spectorama ::
Jardel says
O ilustre Jardel Sebba manda um e-mail dizendo que não dá para falar da canção Desperado sem citar a versão dos Carpenters. É, ele tem toda a razão. E há ainda a bela interpretação do Johnny Cash.
P.S.: Aí, Jardel, ainda quer a cópia do CD do Peter Saville? E valeu pela indicação lá no Table For Six.
Posted at 14:47 by spectorama ::
Clube Dos Corações De Manoel e Geórgia
Você quer saber por que escrevo? Quer saber mesmo? Eu escrevo porque não há nada mais gratificante no mundo do que receber um e-mail desses (publicado aqui com a permissão dos autores).
11 de fevereiro de 2004 - GOIÂNIA - GOIÁS
André Takeda,
E aí? Massa?
A gente demorou muito pra te escrever, por duas razões. Primeira: nós demoramos pra ser "a gente". Segundo porque, agora que nós somos "nós", e não "eu e ele", queríamos te contar sobre a relação que tivemos com o "Clube". E te agradecer por ter escrito aquela que é quase a nossa história (no momento, estou tentando escrever com ele me mordendo).
ELE (Manoel): O fato é que, por trabalhar numa livraria, tive acesso ao livro, comecei a lê-lo despretensiosamente, e me surpreendi com as
semelhanças entre o que acontecia na vida do desconcertado Spit e sua turma e nas nossas vidas (de quase Spit e quase Aline). Só que, felizmente, o desfecho foi diferente.
Eu me dizia, "não vou me apaixonar, não vou me apaixonar", mas acabei me apaixonando por uma menina que toca mil instrumentos - a gente tem uma banda de rock - e que tinha um namorado na época, enquanto meus amigos me chamavam de cafajeste. Quando terminei de ler o "Clube", pensei que ele não poderia estar em melhores mãos que as dela. Então, dei-lhe de presente, dizendo, "você não vai acreditar".
ELA (Geórgia): Ele me deu o "Clube", ressaltando que a dedicatória estava no final, e que eu ia entender por que depois de ler tudo. Comecei no mesmo dia. Tudo ia bem, quando de repente me deparei com a Aline no meio da história. Ela tinha um noivo; eu, um namorado; ela tocava "mil" instrumentos; eu toco alguns... Ela começou a gostar do Spit; eu, do Manoel. E ele, de mim!
Só que ela, depois de um tempo com o Spit, voltou para o noivo, e eu, depois de um tempo ficando com o Manoel e brigando com meu namorado (ex, que por sinal se chamava André), terminei com este e chamei o Manoel pra me namorar.
ELE E ELA: E hoje estamos felizes!!!
Ah, a propósito, na dedicatória (última página) o Manoel me dizia: "Para Geórgia Cynara, mais silenciosamente do que nunca".
André, você é a pessoa mais piegas e desgovernadamente apaixonada que conhecemos.
Continue assim!!!
Dos seus leitores,
Manoel Gustavo e Geórgia Cynara,
que dia 15 completam um mês de namoro!
Eu é que fico feliz, Manoel e Geórgia. Fico aqui torcendo por vocês dois.
Posted at 11:06 by spectorama ::
Quarta-feira, Fevereiro 11, 2004
Starry night, 3 o'clock
Já devo ter contado essa história outras vezes, mas ser repetitivo às vezes pode ser um sinal de personalidade. De qualquer maneira, lá estava eu no bar Ocidente em Porto Alegre, esperando pelos shows do Ame O Rock!, quando a minha amiga Mariana Bettio surgiu com uns CDs na mão. Na época, ela era namorada do Sérgio Guidoux Kalil, ex-guitarrista da banda gaúcha Superphones. Ela me ofereceu o EP Special Play por apenas cinco reais, e, mesmo incrédulo, decidi comprar. Por que incrédulo? Porque sempre tenho um pé atrás com bandas brasileiras com uma sonoridade excessivamente britânica. Quase tudo me soa falso demais.
Mas quando cheguei em casa, suado e cansado, pensei em ouvir o disco antes de dormir. Bastou dois segundos para o meu queixo cair. Afinal, sou maluco por dedilhados de guitarra. E o início de 9th Floor é de chorar. E a cada segundo que passava, mais e mais surpreso eu ficava. A produção era muito acima da média das tais bandas indies nacionais. Tudo muito bem gravado e com uma emoção que de falso não tinha nada. Senti que aqueles guris colocaram os seus corações em cada nota. E aí no final de 9th Floor, eu dizia para mim mesmo: se o vocal repetir três vezes do you feel like all the world is coming down antes de terminar a música, os caras sacam tudo de pop. Dito e feito: verso repetido três vezes, canção encerrada. Ou seja, virei fã.
No outro dia, cheguei no trabalho superempolgado com a banda. Imediatamente escrevi para os caras dizendo que queria escrever o release deles. Tentei até usar 9th Floor em um filme incentivando as pessoas a serem doadores de medula óssea. E naquela época eu nem tinha idéia que seria a leucemia que levaria o querido Scooby, tecladista da Superphones, para o nono andar.
Existem várias bandas nacionais que adoro, que tenho carinho, que ajudo sempre que posso (seja escrevendo um release, oferecendo casa ou apenas comprando o disco). Mas sei que, no fundo, amor, amor mesmo, sinto apenas pela Superphones. Não sei se os caras são tão bons quanto realmente penso, mas amor é assim mesmo. A gente não consegue explicar.
E, ainda bem, a atenção que tenho pela banda é retribuída. Três dos integrantes (ok, dois, já que o Marcelo Guidoux Kalil já não é mais o baixista oficial, mas será sempre membro honorário) escreveram para mim no começo dessa semana falando sobre o clip de 9th Floor, que acaba de ficar pronto. Tive, então, o privilégio de ser uma das primeiras pessoas a assistir. Óbvio que fiquei emocionado.
Agora aguardo ansiosamente pelo CD, que finalmente ficou pronto. Preciso controlar a emoção. Mas acho que vai ser difícil. Afinal, não é todo dia que a banda que você ama lhe dá a honra de escrever o release.
Posted at 16:57 by spectorama ::
Cadê o nosso verão?
Cinco músicas para a semana que o outono engoliu o verão.
Landslide Baby, Beulah - Ah, o pop perfeito. Eu até poderia falar mais. Mas acho que isso resume tudo.
What Am I To You, Norah Jones - Fazer música de qualidade para as massas não é para qualquer um. E a moça tem uma voz danada de boa. O mais legal é que a melhor música do disco novo é a única escrita somente por ela. Baladinha soul de primeira.
Out Of Date, The Lost Patrol - O sueco punk rocker Dennis Lyxzén recebe o espírito de Van Morrison circa Astral Weeks e esbanja emoção.
Moving On, Grenade - Climazinho country rock deste que é um dos gênios da música independente brasileira. E eu não estou exagerando. Rodrigo Guedes saca tudo. E a banda nunca esteve tão afinada.
The Bluest Eyes In Texas, Nina Persson - Não é Cardigans, mas é tão bom quanto. Às vezes parece que a menina vai derreter enquanto canta. Muito sexy.
Posted at 11:13 by spectorama ::
Terça-feira, Fevereiro 10, 2004
Direto de Chicago...
Mais uma sessão de fotografias aqui. Eu, Sapo, Grazi, Valéria e Pedro jantando no Atelier Das Massas em Porto Alegre. Aproveito e deixo um beijão pros últimos dois, que estão lá em Chicago.
Posted at 19:53 by spectorama ::
O gosto dos outros
Semana passada troquei alguns e-mails com o jornalista Alexandre Matias e, entre assuntos como livros, projetos e o disco do Grenade, acabamos falando sobre gosto pessoal. A verdade é que, na maioria das vezes, nós sempre achamos que temos bom gosto. Ou seja, gosto do que é bom, logo o que não gosto não é bom. É uma lógica meia-boca, mas que talvez explique um pouco a opinião que temos em relação às coisas.
O fato é que, no meio do papo, cheguei à conclusão que hoje já não me importo se o meu gosto é bom. Eu apenas gosto. Ou não gosto. Em música, por exemplo, essa era uma questão que envolvia muito mais do que qualidade. A verdade é que eu era um chato mesmo.
O bom disso é que não me incomodo mais com o gosto dos outros. No momento em que deixei de pensar se o meu gosto é bom ou não, o que os outros ouvem, lêem ou vêem são simplesmente escolhas pessoais. E isso me faz ser um cara menos estressado e mais leve.
Aliás, todo mundo anda dizendo que emagreci.
Eu prefiro dizer que antes estava inflado de preocupações.
Até que alguém mordeu a minha bochecha e tudo se foi.
P.S.: Para falar a verdade, acredito que tenho muito bom gosto em uma única coisa. Acho que você deve saber do que estou falando.
Posted at 17:07 by spectorama ::
There is a light that never goes out
Veja bem: eu não tenho problema algum em ser associado aos anos 80. Mas se você quiser colocar um texto meu em um site sobre a década, por favor peça permissão antes. Eu vou dizer sim, acredite. Por que estou escrevendo isso? Porque semana passada encontrei o prólogo do meu romance inacabado Tempo Perdido nesse site.
De resto, continuem ouvindo Jesus & Mary Chain, Smiths, Cure e New Order. Afinal, música boa nunca é demais.
Posted at 11:04 by spectorama ::
Ensaios de amor

Alain De Botton, On Love, um dos meus livros prediletos.
Gostaria de roubar este título para colocar na história dos meus últimos meses.
Posted at 10:46 by spectorama ::
Segunda-feira, Fevereiro 09, 2004
A bicicleta que vai trazer você de volta para mim

Estou velho demais para lembrar exatamente quantos anos eu tinha quando assisti ao filme E.T., O Extraterrestre. Apenas lembro que foi graças à fábula de Steven Spielberg que senti pela primeira vez a urgência de escrever. E não sentei em minha cama, com um caderno e uma caneta em meu colo, para contar algo extraordionário, além da imaginação. Em vez disso, rabisquei um pequeno poema. Hoje, aquele pedaço de papel está perdido no tempo, mas os versos ainda dançam em minha cabeça. Os mesmos versos que li para Dona Teresa enquanto ela arrumava os seus cabelos em frente ao espelho. No auge da minha ingenuidade infantil, comparava as flores à beleza de uma mãe. Não qualquer mãe, diga-se. A minha mãe.
Talvez eu pareça um garoto mimado falando assim aos 31 anos. Mas ontem senti o meu coração sangrar em outra fábula (ainda que autobiográfica) do cinema. In America, do diretor irlândes Jim Sheridan, pode paracer um melodrama para a maioria das pessoas. Para mim, foi reencontrar a criança fascinada por E.T., e que há mais de sete anos tenta entender por que pessoas tão especiais um dia simplesmente pegam as suas bicicletas e simplesmente voam, voam e voam para longe.
E queria dizer adeus, mas agora tudo o que posso fazer é ouvir Desperado. Em uma das cenas mais emocionantes de In America, a excelente Sarah Bolger interpreta esse clássico dos Eagles com uma beleza quase surreal. Por isso, deixo a letra com vocês, neste dia em que o verão de São Paulo se transformou em outono. E você, minha Dona Teresa, fique bem aí no seu planeta. Porque eu, bem, agora deixei alguém me amar. De verdade.
Desperado, why don't you come to your senses?
You've been out ridin' fences for so long now
Oh, you're a hard one
I know that you've got your reasons
These things that are pleasin' you
Can hurt you somehow
Don't you draw the queen of diamonds, boy
She'll beat you if she's able
You know the queen of hearts is always your best bet
Now it seems to me, some fine things
Have been laid upon your table
But you only want the ones that you can't get
Desperado, oh, you ain't gettin' no youger
Your pain and your hunger, they're drivin' you home
And freedom, oh freedom well, that's just some people talkin'
Your prison is walking through this world all alone
Don't your feet get cold in the winter time?
The sky won't snow and the sun won't shine
It's hard to tell the night time from the day
You're loosin' all your highs and lows
Ain't it funny how the feeling goes away?
Desperado, why don't you come to your senses?
Come down from your fences, open the gate
It may be rainin', but there's a rainbow above you
You better let somebody love you, before it's too late
P.S.: Tentei encontrar a versão do filme para disponibilizar aqui, mas parece ser uma missão impossível. No entanto, o cultuado álbum Langley Schools Project possui a canção em um arranjo muito parecido com o de In America. E aqui está. Aproveite.
Posted at 11:16 by spectorama ::
Sábado, Fevereiro 07, 2004
Quando eu quase fui derrotado

E pensar que eu quase desisti... Que bom que você me fez pensar ao contrário. Que bom que você deu um passo à frente e fez a minha cabeça girar ainda mais e mais e mais.
Do you realize that you have the most beautiful face, você ouve, você canta, você dança, e mal percebe que faço dessas as minhas palavras, os meus ruídos, os meus gemidos, ajoelhado aos seus tornozelos em chamas, pegando fogo, e às vezes me pego assim, ridículo de tanto pensar em alguém que nunca vi, conheci, mas por quem a minha boca sorri quase que vinte e quatro horas por dia, noite, manhã, e madrugadas com travesseiros chutados, uma luta para tirar você da cabeça, e no entanto fui à nocaute, joguei a toalha, perdi mais este jogo, vou tirar o meu time de campo, e continuar com a minha vidinha, esperando que a órbita volte ao normal, que os nossos meteoros não se encontrem, que eu não seja arrastado ao seu coração pop, ao beijo inevitável de sua nuca, à humanidade de uma mulher só, porque há muito o que fazer, e mesmo assim poderia apenas passar o resto da minha vida olhando para o seu rosto, para os seus dentes manchados de chocolate, para a sua língua limpando os lábios, para os seus olhos refletindo a inocência de ser sexy, vou embora, vou trancar a minha máquina de escrever, vou queimar o meu dicionário, vou cortar os meus dedos, porque assim já não posso mais, porque não existe imaginação que me sustente, porque não há mais gatos para assassinar, então só me resta vestir preto, desistir, colocar um ponto final, e espero que não esqueça: you have the most beautiful face.
Posted at 17:54 by spectorama ::
Comida e viagem
Duas novas séries de lomografias na seção photo. Uma é de um janta no Piola, com o Fabris, a Carmela, o Emiliano e a Leti. E a outra é da minha passagem pelos aeroportos de Guarulhos e de Porto Alegre.
Posted at 17:44 by spectorama ::
Sexta-feira , Fevereiro 06, 2004
O meu final de semana vai ser bom... e o seu?

Você me dá cores. Me dá amores. Me dá sabores. Me dá tremores. Me dá valores. Me dá flores.
Beijo sua boca, beijo seu ombro.
Vontades loucas de um louco.
Posted at 19:44 by spectorama ::
Quarta-feira, Fevereiro 04, 2004
Tipo assim mais um pouco de coluna social
E esta é a segunda sessão de fotos da nossa exposição. O filme é Konica Centuria Chrome, ASA 100, revelado em processo C-41.








Posted at 18:25 by spectorama ::
Tipo assim uma coluna social
Cobertura doida da nossa exposição. Sei que deveria estar na parte de fotos do site, mas decidi colocar no blog mesmo. Essa primeira seção é com a LC-A mais o meu novo Colorsplash Flash, com um filme Lomo, ASA 200. Se bem que, acho, setei a câmera para ASA 100.
Se você não estava lá ontem, dá uma passada no Piola e confira.



































Posted at 18:18 by spectorama ::
Terça-feira, Fevereiro 03, 2004
É hoje!

Posted at 08:59 by spectorama ::

