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Quinta-feira, Abril 29, 2004
Semana que vem vai ser foda
No mundo pop nada acontece por acaso. Veja, por exemplo, o verão atípico que a cidade de São Paulo viveu nos últimos três meses. Teve céu nublado, chuva e frio. Só não teve dias e mais dias de sol, e aquele calor insuportável que esperamos de um país tropical. Na verdade, o súbito seqüestro do verão paulista foi reflexo de uma das mais belas conspirações pop já vistas por aqui. Esqueça os cientistas e as suas teorias da camada de ozônio. É hora de acreditar no coração. Afinal, o vento frio que invadiu São Paulo era apenas um forma de avisar o que até então parecia inacreditável: a banda escocesa Teenage Fanclub está chegando ao Brasil.

A conspiração começou a ser planejada no segundo semestre de 2003, quando o selo independente paulista Slag Records trouxe o músico Francis McDonald para uma pequena turnê brasileira. Além de ser um dos artistas mais prolíficos de Glasgow, Francis acabara de voltar para a banda que ajudou a fundar no final dos anos 90, e que vem deixando marcas nos corações de milhares de pessoas no mundo todo. Impressionado com o número de fãs brasileiros do Teenage Fanclub, Francis prometeu trazer os seus três amigos Gerard Love, Norman Blake e Raymond McGinley para uma visita ao país.

E, para os escoceses, promessa é dívida. Principalmente se ela for selada com copos de cerveja. E foi assim que a grande conspiração da Slag Records e do programa de rádio e website Coqutel Molotov deu certo. Em maio, São Paulo, Curitiba e Recife poderão sentir um pouco do frio escocês nas belas canções do Teenage Fanclub. E não é exagero afirmar que estamos falando de um evento histórico. Não daquele tipo de história de sala de aula, com heróis e acontecimentos surpreendentes. Muito pelo contrário. É uma história feita de gente normal, simples, pessoas como eu e você. Mas que, ainda assim, é capaz de mudar vidas. E o Teenage Fanclub vem mudando vidas desde o lançamento de seu primeiro álbum, o seminal A Catholic Education. Por baixo de uma camada de guitarras distorcidas, a banda já mostrava um incrível talento para compor melodias. Com influências de Big Star, Beatles, Badfinger e Byrds, o Teenage Fanclub nunca teve medo de cantar sobre o amor e seus sabores, dores e assemelhados. A sua discografia está repleta de frases emocionantes, capazes de arrancar lágrimas de um ouvinte mais sensível. O grande trunfo é ter em sua formação três excelentes compositores que se completam. Gerard, baixista, é o lado mais doce do quarteto, dono de uma voz frágil e autor de versos como "de todas estrelas que eu já vi, você é o sol". Já Norman, guitarrista, compõe canções pop perfeitas como ninguém. E Raymond, também guitarrista, aponta o som do Teenage Fanclub para horizontes diferentes, com melodias e harmonias mais trabalhadas. Com esta receita, os escoceses lançaram álbuns considerados essenciais no cenário alternativo e independente mundial. Além de A Catholic Education, completam a discografia o hoje clássico Bandwagonesque, o pesado Thirteen, o irretocável Grand Prix, o country folk Songs From Northern Britain e o pop Howdy!.

A turnê brasileira do Teenage Fanclub é mais histórica ainda porque é feita de fãs para fãs. As negociações não envolveram grandes reuniões com empresários, exigências mirabolantes dos artistas e uma busca desesperada por patrocínio. Existiu apenas o amor de quem viu a sua vida mudar ao som dos versos de Gerard, Norman e Raymond. De quem gravou fitas K7 para a namorada com essas apaixonadas canções. De quem economizou a sua mesada para comprar discos importados de sua banda predileta. De quem decidiu criar a sua própria música depois de ouvir uma guitarra distorcida.

É bem provável que depois de maio a vida de muita gente mude por aqui. Impossível? Se eu fosse você não duvidava. Não se trata de uma banda qualquer. É o Teenage Fanclub, ora bolas. E até mesmo o verão de São Paulo mudou por sua causa.


Taí o release que escrevi para o show dos caras.

Semana que vem o Brasil vai virar EMO.

Posted at 15:02 by spectorama ::

Domingo, Abril 25, 2004
Seis meses... e apenas dois domingos sem você
você abriu o meu peito. dentes, língua. uma lâmina, um beijo. e inflou a minha carne. deslocou a minha coluna. de quatro, de joelhos. consumiu o meu suor. o medo. o que antes era sinal vermelho. os seus olhos verdes para o desejo. você arrancou a minha dor. desesperos, desesperanças. a morte lenta de um tumor. um transplante de coração. uma cirurgia na alma. o álcool e suas danças. escreveu um dicionário particular. verbetes. sentidos, sentimentos. faca, lápis, estilete. você não consegue ver? não consegue perceber? o meu mundo é um papel em branco. uma argila úmida. um pedaço de madeira. você é criador e criatura. sete dias, sete noites. a inspiração nua e crua. não há palavra minha que não seja sua.

você é uma espécie de deus.

e hoje é domingo. dia de descansar, minha divindade.

queria você comigo. sou todo saudade.


Posted at 21:29 by spectorama ::

Sábado, Abril 24, 2004
The little things, the big things in life (para Cass e Sandra)
Você diria que estou expondo demais a minha vida caso dissesse que tenho a melhor namorada do mundo? Pode dizer a verdade. Ok, você acredita que estou sendo exagerado. Ou meloso. Ou ridículo. Agora, neste exato momento, pouco me importa. Porque não quero falar sobre a minha vida. Quero dar uma de autor de auto-ajuda e dizer aos que encontraram os seus respectivos melhores do mundo: sejam também melhores.

Parece simples. Mas não é.

Não é simples acordar todo dia como se fosse sempre a primeira vez.

Não é simples regar as plantas.

Não é simples colecionar as borboletas no estômago.

Não é simples não tentar pensar no amanhã.

Não é simples telefonar para dar um alô.

Não é simples ignorar tudo o que os outros dizem, inclusive tudo isso que escrevi, e acreditar no que realmente queremos sentir. Porque, nos dias de hoje, às vezes parece que os conceitos são mais importantes que os sentimentos. E, putz, um cara que não dá valor ao que sente não pode ser o melhor.

E é sempre bom ver pessoas que acreditam. E que lutam para serem sempre melhores. Infelizmente, amanhã não poderei ir ao casamento do querido Cassiano, um lomógrafo e designer apaixonado que tive o prazer de conhecer. Eu daria tudo para ver a minha melhor namorada do mundo lindamente vestida para a festa. Mas ela teve que viajar. Por isso, este post é dedicado ao Cassiano e à Sandra.

Amanhã vou tentar passar na loja de presentes para ver a lista de casamento. Talvez eu espere um pouco, porque preciso de um conselho feminino. Aí dou o presente em mãos.

De qualquer forma, fica aqui o meu desejo de felicidade ao novo casal. Ao melhor casal do mundo.

Estou ouvindo direto o álbum Songs About Running Away da banda sueca The Lost Patrol. Já recomendei aqui o disco. E volto a dizer que é um dos trabalhos mais bonitos que conhecei neste ano. Pop com pitadas folk e jazzy para quem gosta de Van Morrison, Tom Petty, Evan Dando e afins. E é com um verso da banda que encerro o post.

Oh, the little things, the big things in life
I can remember everything
Every whisper, every breath
Everything you said
Oh, the litlle things
That you gave me
Just as sure as the setting sun
You can never take it away from me


Prestem atenção nas pequenas coisas. Você sabe o que quero dizer.

Posted at 00:25 by spectorama ::

Óbvio
Aí ó: Kill Bill é foda.

Este Quentin Tarantino sabe das coisas.

Posted at 23:48 by spectorama ::

Quinta-feira, Abril 22, 2004
What a wonderful world, no, really, what a wonderful world
Há seis meses o meu mantra era if we can land a man on the moon, then surely I can win tour heart. Agora é I think to myself, what a wonderful world. Pessimismo é uma espécie de sabotagem com a gente mesmo. Estou falando bobagem?

De qualquer forma, sou um cara brega. Estava aqui lendo todo o esqueleto do meu livro infanto-juvenil e queria ouvir algo que fizesse passar uma dorzinha de cabeça. E aí coloquei aquele havaiano com nome difícil cantando Somewhere Over The Rainbow/What a Wonderful World no som. Fiquei meio chocado com a música desde que vi Encontrando Forrester.

Escrever é um ato solitário demais.

Às vezes isso literalmente fode com a minha cabeça.

Afinal, escrevo compulsivamente desde os meus 8 anos de idade.

Não estou falando nada com nada.

Mas espero que vocês me entendam.

Bom final de semana. Eu iria ao Skol Beats, mas imprevistos acontecem. Vou ficar aqui, escrevendo. Torçam por mim. Até domingo preciso chegar ao vigésimo capítulo. E preciso estar vivo também.

Aceito e-mails, mas não prometo respostas.

Agora, deixa eu ir lá procurar o meu disco do Joey Ramone porque não dá para ouvir guitarra havaiana a vida toda.

Posted at 23:06 by spectorama ::

Quinta-feira, Abril 15, 2004
Não é crise, é falta de idéia mesmo
Esqueci de avisar: decidimos adiar o lançamento de Cassino Hotel. Eu e a minha editora acreditamos que estar na Bienal do Livro é ótimo. Porém, a obra pode se perder no meio de tantos títulos. Além do mais, tenho uma estratégia bem interessante para o lançamento. O único problema é que, devido à loucura da Bienal, não encontro a minha editora para dar o ok ao projeto.

De qualquer forma, estou me sentindo um homem em TPM. Há três dias estou trancado em meu apartamento escrevendo o meu livro infanto-juvenil. Desde terça-feira não vejo uma alma viva. Apenas o porteiro do prédio, o pessoal da padaria e o caixa do restaurante em que almoço. Queria poder namorar mais, mas o isolamento é necessário. O plano é escrever o máximo que puder até semana que vem.

É interessante notar que estou adorando escrever um romance sobre fantasia. O mais maluco foi começar literalmente do zero. Tinha apenas a sinopse que vendi para a Rocco Jovens Leitores e mais nada. Já que o meu processo de criação é in progress, ou seja, vou desenvolvendo a história enquanto escrevo, o meu pequeno escritório está cheio de anotações, revistas para pesquisa e livros para eu entrar no clima das aventuras juvenis.

Neste exato momento, a minha cabeça está explodindo. Cheguei ao décimo-primeiro capítulo dos vinte e cinco previstos (podem ser trinta, ainda não sei) e sinto que estou em uma encruzilhada.

Preciso pensar.

Ou descansar.

Ou sair um pouco de casa.

Não sei.

Mas é bom dar um sinal de vida de vez em quando.

P.S.: Acho que vou pegar o meu velho notebook e escrever em um café. Deu sorte para a J.K. Rowling. Por que não para mim?

Posted at 20:25 by spectorama ::

Quinta-feira, Abril 08, 2004
Immerse your soul in love


Já que até dia 22 de junho não vou pensar em outra coisa, a minha mensagem de Páscoa é uma letra do Wilco. Talvez eu fique longe do blog nas próximas duas semanas. Preciso descansar, mas, na verdade, vou dormir até o meio-dia, escrever o meu livro infanto-juvenil à tarde e namorar muito à noite. Há 3 anos dedico todo o tempo das minhas férias à literatura. Prometo que ano que vem vou relaxar.

All I can see is black and white
And white and pink with blades of blue
That lay between the words I think on a page
I was meaning to send to
You I couldn't tell if it'd bring my heart
The way I wanted when I started
Writing this letter to you

But if I could you know I would
Just hold your hand and you'd understand
I'm the man who loves you

All I can be is a busy sea
Of spinning wheels and hands that feel for
Stones to throw and feet that run but
Come back home
It made no difference
Ever known, it made no difference
Ever known to me

But if I could you know I would
Just hold your hand and you'd understand
I'm the man who loves you

All I can see is black and white
And white and pink with blades of blue
That lay between the words I think on a page
I was meaning to send to
You I couldn't tell if it'd bring my heart
The way I wanted when I started
Writing this letter to you

But if I could you know I would
Just hold your hand and you'd understand

If I could you know I would
Just hold your hand and you'd understand

If I could you know I would
Just hold your hand and you'd understand

I'm the man who loves you
I'm the man who loves you
I'm the man who loves you
I'm the man who loves you


É isso, crianças. Mergulhem no amor, não em chocolate.

Posted at 16:23 by spectorama ::

Terça-feira, Abril 06, 2004
O meu caso de amor com uma banda de rock - Parte um


Amor, amor de verdade, eu só tive quatro em minha vida: Echo & The Bunnymen, John Lennon, Phil Spector e Wilco. Sou apaixonado por diversas bandas e músicos, mas a minha devoção apenas ultrapassa o limite do fanatismo nesses quatro casos. Como você pode notar, o Wilco tem sido um assunto freqüente por aqui devido ao lançamento de seu novo álbum. Por isso, decidi escrever uma pequena biografia-restropectiva-discografia do meu mais novo caso de amor.

E a nossa história de amor começa muito antes de 1995, ano em que a banda lançou o seu disco de estréia AM. Lá pelo início dos anos 90, muito antes do rótulo alt country surgir, comecei ouvi algumas músicas de um tal de Uncle Tupelo. Adorei aquela mistura de rock, folk, punk e country, porém um dos vocalistas me incomodava muito. Gostava apenas das canções cantadas por um tal de Jeff Tweedy. Fiquei algum tempo sem ouvir Uncle Tupelo, mas em 1995 li uma ótima resenha escrita pelo jornalista Daniel Benevides. E ele falava justamente sobre o primeiro álbum da nova banda de Jeff. Mal terminei de ler e já estava ao telefone encomendando o tal AM.

Existe uma frase que li em algum lugar que explica muito bem o que penso sobre AM. Não sei o autor, mas ele disse algo como na minha época bastava ser pintor. A declaração, na verdade, é uma crítica à postura cool dos artistas plásticos de hoje. Não importa se é certo ou errado, a questão é que por trás disso há o conceito de que é preciso saber construir para poder destruir. E se a sonoridade do Wilco hoje aponta para a vanguarda da música pop é porque Jeff é, acima de tudo, um compositor excepcional.

É mais do que óbvio que AM é uma continuação do trabalho de Jeff no Uncle Tupelo. Você respira o legítimo rock and roll americano em cada uma das faixas, de Gram Parsons a ZZ Top. A diferença é que Jeff parece mais à vontade, e essa felicidade imediatamente cria uma empatia com o ouvinte. Não existe, inclusive, outra música no repertório do Wilco que seja tão empolgante quanto I Must Be High, que abre AM como se fosse um conversível acelerando em uma highway americana. I Must Be High talvez não seja o melhor cartão de visitas para a banda, mas os seus três minutos são mais do que suficientes para causar um amor à primeira vista. Foi o que aconteceu comigo. E as outras treze faixas do álbum apenas consumaram o fato. Afinal, não há como resistir ao riff de Casino Queen, à levada pop de Box Full Of Letters, ao clima intimista de Pick Up The Change e ao coração estradeiro de Passenger Side. É claro que AM está longe de ser perfeito. Muito menos entra na lista dos melhores discos de estréias da história. Mas possui a matéria-prima para a desconstrução que Jeff estava prestes a colocar em prática em sua banda. Além disso, nos agradecimentos está um dos nomes mais importantes para a trajetória do Wilco: Jay Bennett.

Mas isso já é outra história.

P.S.: Este texto é dedicado à saúde de Jeff Tweedy, que, segundo a imprensa americana, está internado em um hospital para tratar as suas constantes enxaquecas. Quem viu o documentário sobre a banda, sabe do que se trata.

Posted at 16:21 by spectorama ::

Segunda-feira, Abril 05, 2004
Sem comentários
No final do dia, o que vale é o leitor.

De nada adianta escrever e escrever quando não existe alguém do outro lado para ler. E, sobretudo, para dar vida ao que escrevo. Um texto engavetado é apenas uma reunião de palavras, frases, parágrafos e idéias. Mas quando um par de olhos passeia por este conjunto de letras, as coisas começam a fazer sentido.

É por isso que sempre que posso agradeço aos meus leitores. É por isso que criei este espaço democrático para dividir um pedaço da minha vida com vocês. Sei que muitas vezes é perigoso se expor, mas sou um cara ingênuo. Acredito em relacionamentos. E, mais do que isso, acredito em respeito nos relacionamentos.

Não peço, e nunca pedi, que vocês concordassem com o que escrevo. Estou aqui para crescer. Por isso, ouvir a opinião de vocês é sempre importante.

Infelizmente, algumas pessoas não entendem o que significa a palavra respeito. Não me incomodam apenas as piadas e as agressões patéticas. Isso é o de menos. O que essas pessoas não sabem é que, no momento em que escrevem coisas assim, estão desrespeitando também os outros leitores.

É uma pena que eu seja obrigado novamente a retirar o sistema de comentários.

De qualquer jeito, todos podem falar comigo através do meu e-mail. Todos. Até mesmo quem quiser comentar os meus defeitos físicos e a sexualidade da raça japonesa. Além disso, o IP dessas pessoas já foram devidamente rastreados.

Desculpem por esses inconvenientes.

E sejamos felizes.

Posted at 15:25 by spectorama ::

E tem gente que prefere ser fã do Metallica
Quando o Wilco apresentou à gravadora o álbum Being There, logo ouviu um não para a idéia de um disco duplo. Afinal, se a banda tirasse apenas uma música já era possível lançar um CD simples. Mas Jeff Tweedy acreditava que o álbum apenas fazia sentido dividido em duas partes. Por isso, abriu mão de receber mais dinheiro para que o Being There duplo fosse vendido mais barato para os consumidores (fato que não aconteceu no Brasil, infelizmente).

E, antes mesmo de assinar com a nova gravadora Nonesuch, o Wilco disponibilizou todo o álbum Yankee Hotel Foxtrot em seu site oficial.

Agora o Wilco surpreende mais uma vez. Semana passada, quando soube que o novo disco A Ghost Is Born já estava na internet, a banda assumiu uma postura mais do que louvável. Em vez de recriminar o download, deu todo o apoio aos fãs e ainda aproveitou o momento para ajudar quem mais precisa.

Um grupo de fãs, com todo o apoio da banda, acaba de lançar o webiste Just A Fan. Lá, todo mundo que baixou o novo disco é incentivado a doar qualquer quantia para a instituição Médicos Sem Fronteiras. Mesmo se você não for colaborar com a campanha, a visita vale apenas pelo texto da página.

É por isso que digo: Jeff Tweedy é o cara.

Posted at 14:25 by spectorama ::

Sábado, Abril 03, 2004
A ghost is born


Dia 22 de junho.

Se tudo der certo.

E fica aqui a minha promessa: não compro outro disco até lá.

Posted at 17:31 by spectorama ::

Quinta-feira, Abril 01, 2004
This is the hard drive
Presentinho para vocês.

Posted at 11:34 by spectorama ::