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Quinta-feira, Julho 29, 2004
Quem?
A pergunta da semana é quem é Mel X?

Posted at 13:05 by spectorama ::

Sexta-feira , Julho 23, 2004
Os amigos de Scandurra
Estou à procura do álbum Amigos Invisíveis de Edgard Scandurra em formato CD. Se alguém quiser vender ou encontrar uma cópia em alguma loja por aí, por favor me avise.

Muito agradecido.

(Mas, se eu tivesse o disco, não venderia. É lindão. E ainda tem uma cover sensacional de Who.)

Posted at 17:37 by spectorama ::

Freakin' out
Aí: este novo Graham Coxon é uma belezura.

Melhor que Blur, até.

Posted at 17:31 by spectorama ::

Sim, eu gosto de Housemartins
Vamos lá. Cantem comigo.

Are you ready
Are you ready
Are you ready
Are you ready
Are you ready for the time of your life
It's time to stand up and fight
It's alright
It's alright
Hand in hand we take a caravan to the mother land
One by one we gonna stand up with pride
One that can't be denied
Stand up
Stand up
From the highest mountain, valley low
We'll join together with hearts of gold
Now the children of the world can see
This is a better place for us to be
The place in which we were born
So neglected and torn apart

Every woman every man
Join the caravan of love
(Stand up) stand up
Stand up
Everybody take a stand
Join the caravan of love
(Stand up) stand up
Stand up

I'm your brother
I'm your brother don't you know
She's my sister
She's my sister don't you know

We'll be living in a world of peace
And the day when everyone is free
We'll bring the young and the old
Won't you let your love flow, from your heart

Every woman every man
Join the caravan of love
(Stand up) stand up
Stand up
Every body take a stand
Join the caravan of love
(Stand up) stand up
Stand up

I'm your brother
I'm your brother don't you know
She's my sister
She's my sister don't you know

So are you ready ( he's coming )
Are you ready ( he's coming )
Are you ready ( he's coming )
Are you ready ( he's coming on the caravan )
You better get ready ( go for it )
You better get ready ( go for it )
You better get ready ( go for it )
You better get ready


Posted at 17:21 by spectorama ::

Quinta-feira, Julho 15, 2004
Wake up, love


Quase sete horas da manhã. E eu não deveria estar aqui. Trabalhando. Enrolando. Esperando alguém colar o último layout para ir embora. Deveria sim estar aí. Ao seu lado. Sentindo o seu pescoço sobre o meu braço esquerdo. A sua respiração no meu peito. Porque não temos tempo a perder. E o nosso sono é mais uma forma de eu dizer o quanto preciso de você. O quanto amo você. Dormir com você é despertar de olhos fechados. Acordar, assim meio inconsciente, para uma vida inteira na cama.

São Paulo até que é bonita quando acorda.

Mas, você sabe, beleza alguma se compara a sua.


Posted at 06:58 by spectorama ::

O menino Luan e o menino André
O jovem Luan, de apenas 15 anos, acabou me encontrando em uma comunidade sobre a banda Wilco na internet. Fiquei surpreso com as suas preferências. Confira comigo: gosta de ler O Retrato de Dorian Gray, de ouvir The Jesus & Mary Chain e assistir aos filmes do Lars Von Trier. Nessa madrugada de trabalho, conversei com o Luan pelo ICQ durante algumas horas. Gostei da resposta dele quando perguntei se ele não iria dormir por causa das aulas: você já está há tanto tempo sem ir à escola que não lembra mais que existe férias de julho?. O fato é que o nosso papo me fez lembrar da minha própria adolescência. Quando queria devorar e conhecer tudo o que era novo. Fora que as inseguranças são sempre as mesmas.

Eu poderia ficar ali sem impor minha vontade para o resto da vida. Há um abismo enorme entre as meninas e os meninos quando você é adolescente. No meu caso, um abismo que parecia intransponível. Julia tinha 16 anos e eu 14. Você sabe o que é ser um cara de 14 anos apaixonado por uma menina de 16? Não, você não sabe. Aqueles míseros dois anos significavam o máximo de falta de experiência que um ser humano é capaz de imaginar.

O parágrafo acima faz parte da minha série super sessão da tarde Um Adolescente nos Anos 80. E estamos nos anos 00 e tudo continua igual. Conversar com o Luan me fez sentir jovem dentro de minha maturidade, se é que você me entende.

E, não sei se deveria dizer isso aqui, despertou um certo instinto paterno. (Não sei se vocês perceberam, mas é a segunda vez que falo em filhos hoje.)

Bom... tomara que o meu futuro filho goste de Wilco e Jesus & Mary Chain. Se bem que acho que o coitadinho vai acabar ouvindo muito David Bowie mesmo.

Posted at 06:42 by spectorama ::

Violinos na cidade
Neste final de semana, a cidade de São Paulo será invadida pela banda Violins. Tem show sexta-feira na Funhouse, e sábado na Fnac e no Atari. Tive o prazer de escrever o release do primeiro disco da banda. Leia abaixo e, se gostar, dê um jeito de conferir os caras ao vivo.

A estréia de uma despedida

Uma fotografia em preto e branco, uma rosa com pétalas perdidas, um aparelho portátil de CD. O lustre da sala iluminando os três objetos solitários no centro da mesa para que o cansaço do trabalho não desviasse a sua atenção. Ela ainda procura um bilhete. Mas já sabe que não encontrará nenhuma palavra. Apenas canções. Por isso, abre a janela, deita o corpo sobre o sofá e coloca os fones de ouvido.

E não precisa mais do que trinta segundos, após apertar a tecla play, para ter certeza de que ali começa o fim. O quarteto de cordas, o piano, a bateria cadenciada e os versos "O seu sol se pôs, depois que o meu corpo trouxe a luz" são um cartão de visitas. Como se ele dissesse que "Este é Aurora Prisma, o primeiro álbum da banda goiana Violins, e você está ouvindo a minha despedida". Girando a rosa por entre os dedos, sente a dor de espinhos que não existem. Talvez fosse a saudade entrando aos chutes e pontapés, talvez fosse a rara poesia das melodias e harmonias que beijava o seu ouvido. Até nas despedidas ele sabia ser único, pensa. De onde, afinal, surgiu essa banda?

Se ele estivesse por perto, poderia dizer a ela que o Violins foi formado em 2000 por quatro estudantes de Goiânia que se conheceram em um encontro universitário em Campo Grande. Beto Cupertino, Léo Alcanfôr, Pierre Alcanfôr, Timotéo Madaleno e Pedro Saddi logo conquistariam o circuito das bandas independentes brasileiras com um rock carregado de melancolia, influenciado por bandas como Sunny Day Real Estate e Radiohead. Cantando em inglês, o quinteto se chamava Violins And Old Books. O batismo definitivo aconteceu quando Beto encontrou a sua verdadeira voz. Uma voz que não possui vergonha de assumir todos os sentimentos. Seja cantando de forma intensa, seja declamando belíssimos versos em português.

Versos como "E tudo o que eu disser não vai fazer você voltar pra dizer/ que já não é a mesma coisa quando está com você", de "Auto-Paparazzi", que trazem de volta lembranças de sorrisos esquecidos enquanto guitarras em cascatas fazem o seu corpo flutuar. Ela sabe que não será a mesma depois de ouvir este disco. Assim como a música brasileira também não será.

Ao produzir um dos melhores álbuns da nova safra de rock nacional, o Violins sem querer reinventou a velha MPB urbana de Lô Borges, Nei Lisboa e Vitor Ramil. Sem a patrulha de regionalismos e a genialidade autodeclamada de panelinhas. Não existe, hoje no Brasil, uma banda que faça canções como "Qual A Criança", com o seu apelo pop de extremo bom gosto, e "Deus Você", que mistura peso e melodia na medida certa. Ou então a catártica "Auto-De-Fé", onde a voz de Beto se mostra completamente desnuda.

Os minutos passam, e ela é pura alma agora que se entregou à música do Violins. Olha para a fotografia. É apenas o seu rosto, dois ou três anos mais jovem, com os lábios em um riso tímido e os cabelos caindo sobre a testa. Ela busca na memória aquela imagem. "Hoje amanheceu chovendo/ então eu preferi olhar os seus olhos entreabertos/ censurando o vento", ouve. E as coisas começam a ficar mais claras. Uma cama, os corpos se espreguiçando com paixão e a certeza de que aquele momento seria para sempre. E foi. Está aqui, em suas mãos, no preto e branco de quem não vê felicidade somente nas cores.

Sim, o Violins é um exemplo de que é possível criar uma sonoridade extremamente melancólica e, ainda assim, feliz. "Eu estive tão doente nesses últimos 23 carnavais/ e eu não quero mais.../ eu não quero mais.../ retirem-me desse quarto/ coloquem-me na ambulância/ e levem-me até a festa", Beto pede em "23 Carnavais". A esperança é fruto de arranjos cuidadosamente elaborados. Produzido pela própria banda, Aurora Prisma surpreende com as suas cordas, metais e pianos. E dá um tom redentor à dor que pulsa em cada uma das 13 músicas do disco.

Mas ela ainda quer saber por quê. A resposta chega como uma faca: "Não mais solidão/ eu estive tão ocupado/ que esqueci de lhe deixar pra sempre". Finalmente, ela pensa, finalmente as asas voltaram a crescer. As minhas, as dele. E o sol parece nascer. É a aurora, que surge em um prisma no vidro da janela. Ela está cansada. É melhor dormir. "E pela janela se vê/ o mundo em paz/ você em paz/ fui eu que me perdi (ou eu me confundi)", o canto de Beto ecoa. Sim, é melhor dormir. Mas, na dúvida, ela deixa a porta aberta.

E agora as portas da música brasileira também se abrem. O Violins está entrando. Porque Aurora Prisma é sim um disco que fala de despedida. Mas que, no fundo, veio para ficar.

"Espera que o tempo arde outra vez", a banda diz em "Empresta-me o ábaco". Acredite: nunca valeu tanto a pena esperar.


Posted at 03:48 by spectorama ::

Glam babies
Veja bem: eu praticamente ouço todo dia a trilha do filme Hedwig and The Angry Inch. E se você conhece a história, sabe que estamos falando de androginia no rock. Mas então vejo a capa do caderno Folhateen dessa semana com jovens meninos que se maquiam, pintam as unhas, essas coisas meio glam. Não sei se é preconceito bobo meu. Mas não iria gostar do meu filho saindo assim na rua. Tudo bem, entendo, ser jovem dá nisso. Eu mesmo, antes de me tornar um ancião, imitava o jeito do Robert Smith de se vestir. De qualquer forma, já aviso: filho meu está proibido de ouvir David Bowie, Suede e Placebo.

Posted at 03:35 by spectorama ::

Um ensaio alternativo


Você é sexy de óculos, sabia?



Eu quero viver só entre os seus dentes.



Deixa eu tomar banho em paz.



Ela vive no céu.

Posted at 03:04 by spectorama ::

Mataram o punk
Depois de assistir ao filme O Lixo e a Fúria, não restaram dúvidas: nada mais aconteceu depois dos Sex Pistols.

Posted at 02:58 by spectorama ::

Meninas malvadas
Não é uma escolha óbvia, mas acredito que a mulher mais sexy do entretenimento nos dias de hoje é a atriz, comediante e escritora Tina Fey.

Posted at 02:55 by spectorama ::

Playlist
Duas músicas, duas bandas da moda.

Cant Stand Me Now com os Libertines.

E Next Exit com o Interpol.

Posted at 02:48 by spectorama ::

As mulheres imperfeitas são mais perfeitas que as outras
Voltei a escrever para o site da Seda. Vai lá e depois me diga o que você achou.

Posted at 02:44 by spectorama ::

Você, Juninho, aceita a Debbie para sempre?


O galã acima é um dos mais queridos amigos que ganhei na vida. Conheci o Junior no final de 1995, em uma época repleta de mudanças, fantasmas, dores e tempestades. E os amigos que conheci naquela época foram essenciais para que eu acordasse feliz somente porque iria trabalhar. Logo no início de 1996, uma mulher linda, alta, elegante, com uma voz sexy e mãos sempre bem cuidadas, surgiu em nossa vida. Eu ganhei uma amiga para sempre. E o Junior viu na Debbie a sua mulher para sempre.

Não sei colocar em palavras o quanto amo este casal. Eles viviam enchendo o meu saco para que eu terminasse de escrever o Clube dos Corações Solitários. E me levavam junto para as suas viagens e bebedeiras. Nem preciso dizer que morar em São Paulo às vezes é muito chato sem os dois por perto.

E então o Junior e a Debbie agora vão casar. O que eu digo em uma hora dessas? Que eu estou feliz? Que dá até vontade de chorar? Que sempre torci pelos dois?

Bom, só sei de uma coisa. Em maio do ano que vem estarei em Porto Alegre para comemorar com vocês. Nós vamos dançar, beber, fazer escandâlo.

Porque, puta que pariu, não sei se já disse isso, mas a história de vocês é a história que queria ter escrito. Assim, estupidamente feliz e real.

Posted at 02:41 by spectorama ::

Quarta-feira, Julho 07, 2004
Um post sentimental
Estou tipo assim empolgado com a qualidade do disco do Wonkavision. E, assim meio sem querer, comecei a pensar em todos os meus amigos de banda... e bateu uma certa emoção. Este post então é dedicado ao Mini, ao Sapo, ao Will, ao Marcelo, à Grazi, à Manu, ao Kiko, ao Patrick, ao Pedro, ao Marcos, ao Du, ao Granado, ao Beto e mais um monte de gente espalhada pelo Brasil, pessoas que mal me conhecem mas que confiaram os seus discos aos meus ouvidos, pessoas que como eu tinham mais que um sonho. Tinham uma paixão que acabou se transformando em uma realidade no volume máximo.

É isso aí.

Querer não é poder.

Acreditar é.

Posted at 19:46 by spectorama ::

Fotografias como texto, parte três
E aí voltamos para São Paulo e, semanas depois, recebemos a visita dos sempre lindos Wonkavision. Aliás, a música do dia é Aquele Alguém, que vai estar no disco de estréia da banda. Com todo o respeito ao meu amigo Sapo (e, claro, a minha excelentíssima também), cada vez que ouço a Grazi cantar juro que pensei será você aquele alguém me dá um certo arrepio. Essa banda ainda vai longe.

























Posted at 14:12 by spectorama ::

Fotografias como textos, parte dois
E a gente também foi na despedida do querido Tales lá no Bar Espiral.









Posted at 14:06 by spectorama ::

Fotografias como textos, parte um
E então a gente decidiu experimentar um café lá de Porto Alegre...











Posted at 14:03 by spectorama ::

Quinta-feira, Julho 01, 2004
You're my song
Semana passada, assim meio sem querer, encontrei um texto na internet escrito pela querida Lya Luft. Devido a minha ansiedade em relação ao lançamento de Cassino Hotel (primeiras semanas de agosto, segundo a última informação da Rocco), não ando com muita paciência para ler. Nem para escrever, para falar a verdade. Mas sempre leio a última frase de todos os textos. Aliás, quando pego um livro também vou direto para a última frase. É uma mania, que, confesso, provavelmente devo ter copiado de algum escritor que gosto. Pois então. A Lya Luft, como estava dizendo, encerra o seu texto com o casal perfeito talvez seja aquele que não desiste de correr atrás do sonho de que, apesar dos pesares, a gente, a cada dia, se escolheria novamente, e amém. É meio óbvio isso, talvez até um clichê. Não é a primeira vez que vejo alguém dizer algo do tipo todos os dias eu escolho você. Mas um grande publicitário um dia falou que as melhores idéias são as mais óbvias. Porque o óbvio é tão óbvio que nem enxergamos. O que estou querendo dizer com tudo isso? Não sei ao certo. O fato é que agora ouço The Origin of Love (se você acompanha o spectorama sabe que já fui muito obcecado por essa música do musical Hedwig) e eu me sinto VIVO. É bem provável que você nunca entenda que uma frase de guitarra é capaz de encher os meus olhos de lágrimas, que um punhado de versos inspirados em Platão causam uma dor física em meu peito, que às vezes sinto que posso abraçar uma melodia. E acho que nem eu entendo. Porque não, não escolhi essa vida para mim. Eu poderia ser um cara mais normal se não visse as minhas canções prediletas como uma extensão do que sou. Mas não tive escolha. E, por mais que eu saiba que Lya Luft esteja coberta de razão, é impossível não acreditar que também não tive escolha em me apaixonar pela mulher que mais inflou a minha alma nestes 31 anos. Sim, é uma escolha estar ao seu lado e ser um cara melhor (e espero que as minhas promessas estejam sendo cumpridas), mas não escolhi o nosso amor. Até porque não sou racional. E agora eu percebo o que está acontecendo de verdade.

Ela não é uma mulher.

É uma canção.

Uma canção de medidas perfeitas. De versos belos. De solos prazerosos. Uma canção pop. E glam. E punk. Uma canção elétrica. E eletro. E acústica. Uma canção que explode. Que dança. Que seduz.

Uma canção que me diz algo diferente toda vez que a ouço com os olhos, com os dedos, com a pele, com a boca.

A minha escolha, meu amor, é colocar você no repeat.

Se isso é perfeito, eu não sei.

E, para falar a verdade, pouco importa.

Posted at 11:16 by spectorama ::