Quinta-feira, Outubro 28, 2004
A little by little and a little bit more
As nossas vidas se cruzaram há um ano. E vamos resumir assim: eu sou o cara mais sortudo do mundo.
Posted at 19:04 by spectorama ::
Segunda-feira, Outubro 25, 2004
I GOT SOUL BUT I'M NOT A SOLDIER!!!!
Para pessoas chatas como eu, não é fácil lidar com hypes. Existe sempre um certo preconceito, o olhar de desdém de quem acredita que a sua coleção de discos desconhecidos é melhor do que o gosto popular. Pura bobagem, claro. Mas, deixando a pretensão de lado, a verdade é que poucas bandas novas têm o dom de me surpreender. E o que eu procuro não é virtuose, genialidade, originalidade. Quero apenas aqueles segundos preciosos de magia que só uma canção pop é capaz de me fazer sentir: a vontade de estar na primeira fila de um show, a súbita dependência que surge por um refrão, o mundo desabando e sendo reconstruído na violência de uma bateria.
Descobri a existência do The Killers, uma banda de Las Vegas que traz em seu DNA o rock britânico dos anos 80 (Duran Duran, New Order, Cure), em uma coluna do jornalista Álvaro Pereira Jr. Os elogios eram tantos que até fiquei desconfiado. A desconfiança cresceu quando li algumas críticas falavando sobre o excesso de pose do quarteto. É verdade que não falta estilo para o Killers, mas até aí o Strokes também é um exemplo fashion. Mas, se é a música que interessa, Hot Fuss, o álbum de estréia dos roqueiros da terra dos cassinos, contém a GRANDE CANÇÃO POP de 2004. All These Things That I've Done é o tipo de música que muda a vida das pessoas. É pegajosa, possui punch de sobra e não é nada previsível. De repente, tudo pára e entra um coral gospel. A partir daí, o clima se torna redentor e, só de imaginar como seria ouvi-la ao vivo, já me deixa sem fôlego. All These Things That I've Done me faz pensar que existe em algo para acreditar, exatamente como aconteceu na primeira vez que ouvi Inbetween Days do Cure. Talvez seja fútil demais achar que uma canção pop é motivo suficiente para continuar vivendo. Mas esta é a grande beleza do rock'n'roll.
Agora, dá licença que vou continuar ouvindo All These Things That I've Done até eu me transformar em seus cinco minutos e um segundo.
Posted at 18:32 by spectorama ::
Quinta-feira, Outubro 21, 2004
Hey girl!
O show dos Chemical Brothers foi muito, mas muito mais rock'n'roll do que muito show de rock'n'roll que já fui na minha vida. Se todos os músicos ingleses tivessem a presença de palco dos caras, mesmo por trás de uma parafernália eletrônica, talvez o britpop fosse bem mais divertido. Há tempos que não pulava e dançava tanto. Acho que deveria ter um show deles pelo menos uma vez por mês.
Posted at 11:00 by spectorama ::
Terça-feira, Outubro 19, 2004
Make the world a better place to live in
Há tempos que não escrevo um texto para o primeiro parágrafo. Há tempos queria dar os parabéns aos meus queridos Mauro e Habacuque pelo prêmio na MTV. Então.. ouvi Erika (que não é da Ludov, mas Maybees) e aconteceu isso.
Posted at 19:12 by spectorama ::
Geléia de pimenta!
Tem restaurante novo no Casal Gourmet.
Posted at 19:11 by spectorama ::
Living in america

Está certo que não tenho do que reclamar. Vou ver amanhã o Chemical Brothers. Depois tem o Tim Festival. Mas eu ando num clima de querer ir em um show que seja insano. Insano no sentido de canções pop tocadas no volume e velocidade máximos. Então, acho que bem que alguém poderia trazer o The Sounds. Se no palco eles transmitem a energia do disco... o show deve ser muito, muito, muito bom.
Posted at 12:15 by spectorama ::
Tequila Baby, o caralho
Segue a nota oficial da banda Walverdes sobre o cancelamento do show de abertura do Offspring.
Essa nota tem por objetivo esclarecer os fatos relacionados ao cancelamento do nosso show de abertura para o Offspring, que deveria ter acontecido na última segunda-feira, 18 de outubro, no Ginásio Gigantinho. Por determinação unilateral da Opus Promoções, a 48 horas da realização do show fomos dispensados e em nosso lugar foi colocada a banda Tequila Baby. O motivo alegado pela Opus é que a banda Offspring teria desaprovado nosso nome como show de abertura e teria pedido outra banda no lugar. Independente da decisão do Offspring, gostaríamos de deixar claro nosso descontentamento com a atitude da Opus Promoções, cuja competência seria resolver esse impasse antes da divulgação do nosso nome no programa. Por esse descaso da Opus, o nome WALVERDES foi divulgado durante 3 semanas em anúncios, comerciais e entrevistas para depois nosso show ser cancelado, provocando grande constrangimento e danos à nossa imagem. A Walverdes não surgiu ontem. É uma banda com 11 anos de estrada e uma carreira independente respeitável, tendo 4 discos lançados, turnês e fãs por todo o país. Repudiamos o comportamento da Opus Promoções por termos certeza que tal tratamento nos foi dispensado apenas por sermos uma banda sem vínculo com eles ou com qualquer outra grande empresa. Após infrutíferas negociações com a Opus Promoções, tivemos a oportunidade, na noite de segunda, de entrar com uma ação na justiça impedindo o acontecimento do show do Offspring e da Tequila Baby. No entanto, para não prejudicar as bandas que iriam tocar e, acima de tudo, os fãs que compraram ingresso, decidimos não tomar essa atitude. No momento, estamos tomando medidas jurídicas para reivindicar nossos direitos e, principalmente, evitar que esse tipo de transtorno ocorra novamente com outra banda. Não podemos colocar panos quentes nessa situação apenas por eles serem uma empresa vinculada a grandes grupos e nós artistas independentes. Agradecemos o extenso apoio que estamos recebendo de fãs, artistas e jornalistas.
Posted at 11:58 by spectorama ::
Sexta-feira , Outubro 15, 2004
In my life I love you more
Há lembranças, você sabe, que doem pela felicidade. Existe um arquivo de MP3 perdido aqui no meu computador. É In My Life, dos Beatles, uma das cinco melhores canções pop de todos os tempos. Perfeição é pouco para descrever este clássico. Melodia, arranjos e letra simplesmente conduzem os nosso sentimentos para um lugar distante, onde o sol é feito de sorrisos, as nuvens de abraços e a chuva, de lágrimas. A voz de John Lennon vai cravando, um a um, pequenos alfinetes em nossos corações até que, bum, tudo explode.
There are places I'll remember
All my life though some have changed
Some forever not for better
Some have gone and some remain
All these places have their moments
With lovers and friends I still can recall
Some are dead and some are living
In my life I've loved them all
But of all these friends and lovers
There is no one compares with you
And these memories lose their meaning
When I think of love as something new
Though I know I'll never lose affection
For people and things that went before
I know I'll often stop and think about them
In my life I love you more
Though I know I'll never lose affection
For people and things that went before
I know I'll often stop and think about them
In my life I love you more
In my life I love you more
O que a gente faz quando ouve algo assim? Não sei você. Mas eu, pelo menos hoje, lembro de minha mãe. Tenho notado que falo pouco sobre ela com os meus amigos, com a minha namorada, com a minha própria família. A verdade é que existe um certo conflito: vinte e poucos anos é cedo demais para perder alguém tão importante? Será que, principalmente agora que já estou nos trinta, não sou adulto o suficiente para superar esta dor? Não sei a resposta ao certo, mas estou começando a enxergar o óbvio. Você pode ter cinco, vinte, quarenta, setenta, cem anos. E sempre será cedo.
É cedo porque hoje penso que as lembranças que tenho não são suficientes. Olho para trás e o que vejo é pouco. E mesmo este pouco machuca, pois não sei se dei tudo de mim. Eu era um garoto mimado, um adolescente temperamental... tudo poderia ser bem mais divertido, calmo, carinhoso. Não é arrependimento. É apenas um pouco de maturidade apontando os meus caminhos errados.
Mas eu quero mudar as coisas. Eu quero poder falar com os meus filhos sobre o talento da avó com as roupas, sobre os dias em que ela me levava para a Feira do Livro de Porto Alegre, sobre como ela insistia para que eu usasse camisetas pólo, sobre as manhãs em que somente ela poderia me vestir.
Eu quero parar de sentir pena de mim mesmo e simplesmente lembrar. Porque deixar de lembrar, por mais que doa, é uma forma de auto-sabotagem, é pior que esquecer. É não dar vida aos momentos em que a sua vida foi mais... vida.
Posted at 18:25 by spectorama ::
Cassino Hotel por Luciana C
Se tivesse que resumir o livro em uma única palavra, seria - sem dúvida alguma - emocionante. Desde o primeiro parágrafo até o último ponto final é impossível evitar as lágrimas que aparecem no canto dos olhos e quase pulam para fora. A escrita do Takeda continua excelente, o texto conduz a leitura e você nem percebe as páginas passando. A história se constrói gradativamente e, de uma forma indescritível, você vai assistindo a um filme enquanto acompanha os acontecimentos. Do "Clube dos Corações Solitários", ficou aquela sensação de estar sendo lido pelo livro à medida em que nos reconhecemos em algumas situações. Acho que o ponto alto realmente são as metáforas e analogias que o personagem principal, João Pedro, desenvolve ao longo do livro - é preciso prestar atenção no desenrolar dos capítulos para conseguir entendê-las.
É impressionante como o André conseguiu capturar tão bem a realidade dos astros pop atuais e a relação de amor e ódio que eles nutrem com a indústria da fofoca; ora fugindo dos papparazzi, ora aliando-se a eles para aparecerem na mídia. Também é legal perceber o lado "humano" e (não tão) inocente da Mel-X e tentar enxergar uma pessoa comum por trás dos rótulos que a imprensa costuma dar às pessoas famosas.
Sem dúvida, o Takeda amadureceu como autor - isso é facilmente percebido quando prestamos atenção nos personagens, que foram muito bem construídos e são bastante intensos (o que já vale a metade do investimento) e na trama, que é bem amarradinha, intercalada com lembranças e reflexões. O passado e o presente se encaixam e nos dão uma visão geral da tragetória e do crescimento de cada um dos personagens secundários: Letícia, a amiga e ex-namorada; Mateus, o amigo de infância que ficou cego e casou-se com Letícia e Seu Campos, pai de João Pedro. Existem também alguns mistérios e segredos que são revelados, cada um no momento certo, e dão um leve toque de aventura e suspense à história.
Posted at 13:38 by spectorama ::
Quinta-feira, Outubro 14, 2004
Ela que ama tanto a estética punk
1977 é o ano que você nasceu. 1977 trouxe consigo o punk rock. 1977 me faz dançar. 1977 é o seu corte de cabelo desde o nosso primeiro beijo. 1977 reflete a energia de meu amor por você. 1977 é o brilho dos seus verdes. 1977 nos amplificadores e eu danço com você até o dia amanhecer. 1977 transforma a nossa cama em um palco. 1977 é o grito de nossas línguas em um beijo. 1977 e não tenho medo de me expor. 1977 é o meu desejo de rasgar a sua roupa. 1977 motivos para me apaixonar por você mais 1977 vezes.
(Não sou designer, mas tentei fazer uma colagem punk para dizer I wanna hold her wanna hold her tight, get teenage kicks right through the night.)
Posted at 18:40 by spectorama ::
Terça-feira, Outubro 12, 2004
Hora de brincar...
Eu já disse hoje que ela é sexy? Pois então... vou lá colocar o London Calling, arrumar o apartamento e esperar a minha sexy girl chegar da oficina de jóias.
Foi bom ter passado uns minutos do feriado com você.
Feliz dia das crianças.
Posted at 12:31 by spectorama ::
Malditos imperialistas
Depois de uma fila interminável, garantimos os nossos ingressos para o Tim Festival. Eu realmente odeio a Ticketmaster. Nesse ponto, eu concordo com o Pearl Jam.
É uma pena que a promessa da vinda do Wilco não se concretizou. Mas o que eu posso fazer? Não há como escolher.
Posted at 12:27 by spectorama ::
London is calling my girl
O perfeito London Calling do The Clash completa 25 anos e ganha uma edição especial com dois discos e um DVD. Estive com esta preciosidade nas mãos e quase tive uma síncope. Não sou um cara que consegue se controlar em uma situação como essa, mas como a filial brasileira da Sony prometeu que irá lançar o novo London Calling no país, decidi esperar um pouco. O que me deixa mais feliz é o amor que a mulher mais bonita do mundo tem por Clash. Não sei exatamente o motivo, mas o jeito que ela gosta de Clash é muito sexy. Acho que é porque ela não é exatamente o tipo de pessoa que passa boa parte do tempo pensando em música. Bom, de qualquer forma, London Calling é de chorar de tão bom. Não dá para contestar um disco que possui canções como Rudie Cant Fail, Spanish Bombs, Train In Vain, Lost In The Supermarket e Death Or Glory. Tomara que a Sony cumpra a promessa.
Posted at 12:22 by spectorama ::
Back home
Depois de três finais de semana sem um minuto de descanso e quatro cidades brasileiras (Porto Alegre, Belo Horizonte, Formiga e Londrina), finalmente consegui passar quatro dias descansando em meu apartamento em São Paulo. A chuva não vem e o horizonte continua cinzento, como se estivéssemos cercados por um cinturão de poluição, mas é bom aproveitar o que a capital paulista tem de melhor: os cinemas, os shows, os bares, os restaurantes (nesta semana o Casal Gourmet volta com mais dicas). Sempre bem acompanhado, é claro.
Posted at 12:12 by spectorama ::
Terça-feira, Outubro 05, 2004
Jeff Tweedy, thank you man
No lançamento de Cassino Hotel, um leitor pediu para eu dar dicas do que ouvir durante a leitura do livro. Não consegui responder direito, mas sempre é bom lembrar que o álbum Yankee Hotel Foxtrot do Wilco praticamente definiu todo o tom da história. Eu diria até que Jeff Tweedy é co-autor. Acho que entrei numas de só ouvir Wilco de novo porque estou lendo Learning How To Die, a biografia de Jeff e suas bandas.
I myself have found a real rival in myself, I am hoping for the re-arrival of my health (de Pot Kettle Black), I am trying to break your heart, I am trying to break your heart, but still I'd be lying if I said it wasn't easy, I am trying to break your heart (de I Am Trying To Break Your Heart) e I miss the innocence I've known, playing Kiss covers beautiful and stoned (de Heavy Metal Drummer) e You have to learn how to die, if you want to be alive (de War On War) são versos que explicam muita coisa de Cassino Hotel.
Posted at 18:32 by spectorama ::
Segunda-feira, Outubro 04, 2004
A voz do povo
Vou começar publicar aqui alguns textos que os leitores andam falando sobre Cassino Hotel. Afinal, é a opinião deles que conta.
Posted at 16:29 by spectorama ::
Cassino Hotel por Márcio Pinheiro
Cassino Hotel é muito diferente do Clube dos Corações Solitários. O Clube é uma história de jovens começando a se tornar adultos, e boa parte da magia do livro é de como você se identifica com aqueles grupo de amigos, e de como você já sonhou um dia como eles. Você responde com um sorriso à identificação com os personagens.
Em Cassino Hotel, saltamos diretamente para o mundo das pessoas em seus trinta anos, e também pode ocorrer uma identificação com os personagens. Mas não com um sorriso. O livro consegue transmitir bem esse período do vida; pois, basicamente, dos vinte ao trinta anos você apanha da vida. É onde você engrossa o seu couro, blinda seu coração. E o livro mostra exatamente isso com o João, seu personagem principal, uma pessoa que começa a lamber suas feridas.
Vários livros retrataram esta fase de rescaldo da alma nesta faixa de idade, de fazer a contabilidade dos ganhos e prejuízos da vida até então, de (metaforicamente) criar um "patamar" entre dois lances de escada, olhar pra trás, ver os degraus que já passou, respirar fundo e decidir como continuar subindo. Mas poucos livros conseguem ser assim...duros. Não há espaços aqui para felicidades gratuitas, cada sorriso dos personagens é do estilo "bonança após a tempestade". Mas ele não é um livro triste, a melhor palavra que me vem à cabeça é um livro grave.
Takeda continua um mestre das frases intensas, o que é uma caminhada arriscada, pois qualquer passo em falso resulta numa queda no abismo da pieguice. Ambientar o livro em uma praia gaúcha, no inverno, é uma escolha perfeita (quem já conheceu os dias cinzentos de qualquer praia abaixo de Torres vai concordar loguinho com isso); o vento gelado e cortante, com o sol ocasionalmente dando o ar da sua graça é o fundo ideal para uma história de personagens enfrentando seu passado e presente gelado e cortante como o vento, sempre olhando para o céu e esperando um raio de sol no meio do cinza que vai até o horizonte. É um livro que incomoda, com uma senhora surpresa no terço final (ou eu que fui ingênuo de não me dar conta?), e que deixa uma sensação estranha no final.
Ainda não sei dizer qual é essa sensação. Existe uma passagem magistral (e extremamente gaúcha) sobre bergamotas no livro. Faltou dizer mais uma característica desta fruta: o cheiro forte que fica, por muito tempo, impregnado nos seus dedos. Takeda fez mais ou menos isso, nos oferece o livro como a fruta, compartilha a mesma como a metáfora do livro, e vamos engolindo, "gomo a gomo", a história de João, Mel, Letícia, Mateus, e Seu Campos. No fim, o "cheiro" fica nos seus dedos.
Cabe a você decidir se o mesmo é bom ou ruim.
O livro está bem barato, e, sinceramente, dificilmente você conseguirá obter literatura melhor a esse preço hoje em uma livraria. Cassino Hotel é uma montanha-russa para seus sentimentos, mas, acredite: vale a pena subir neste carrinho.
Valeu de novo, André.
Posted at 16:27 by spectorama ::
Cassino Hotel por Daniella Ferreira
Comecei a ler o livro as 10 e meia da noite e só parei as duas da manhã. Parei porque o livro acabou. 200 páginas, assim, numa deitada. Uma delícia de livro, doce até nas partes mais amargas. Takeda sabe escrever. Isso é diferente de apenas escrever. Takeda não só sabe lidar com as palavras como sabe tratá-las bem. Pra mim, ficou a vontade de ler novamente, agora com menos voracidade e ansiedade, pra poder saborear aquelas frases com mais calma. Coisas como "sou do tipo acostumado com a desordem, como uma criança que fica perdida, procurando seu brinquedo no quarto que a mãe acabou de arrumar". Acho que já vi alguém assim em algum lugar. Provavelmente no espelho do elevador.
Posted at 16:24 by spectorama ::
Cassino Hotel por Gustavo Mini Bittencourt
Esse post tá uma semana na minha cabeça pra ser escrito, mas é bem simples: comprem o novo livro do Takeda porque é bem massa. É pop na melhor acepção da palavra e bota o dedo em algumas feridas bem profundas que pouca gente da "nova literatura" arrisca se meter: família. Cê sabe, geralmente os escritores mais novos gostam mais do lance maldito, do underground, da bebedeira e da detonação... só o Takeda mesmo tem a cara dura de ir na contramão e escrever sobre umas coisas que a maioria considera piegas e escrever de um jeito universal - que é o que afasta certas pessoas também, o que eu até entendo.
No meu caso, fiquei meio de nariz torcido com o papo do guitarrista drogado que namora um clone da Wanessa Camargo... mas capítulo a capítulo o livro vai como que descendo uma escada nuns recônditos bem interessantes. O penúltimo capítulo do livro é a coisa mais sensacional que ele já escreveu.
Posted at 16:23 by spectorama ::
De Cassino para o Brasil
Londrina foi muito bom para divulgar o livro, apesar de não ter ido muita gente à sessão de autógrafos. A mídia local deu uma ótima cobertura e, por alguns segundos, até me senti um escritor com uma certa importância. Aproveitei também para reencontrar vários primos. Foi uma viagem tranqüila, mas não menos cansativa.
Pretendo agora me concentrar nos contatos de divulgação do livro. A editora ainda não enviou as cópias para a imprensa, mas estou fazendo a minha parte. Também acredito muito na propaganda boca-a-boca. Por isso, se você gostou de Cassino Hotel não custa nada indicar para os seus amigos.
De qualquer forma, ainda irei negociar lançamentos em outras cidades. Ou seja, estou aceitando convites.
Posted at 16:19 by spectorama ::

